Cpse Tavira

Cpse Tavira A Casa do Povo de Santo Estêvão (CPSE) é uma associação sem fins lucrativos, situada na aldeia de Santo Estêvão no Concelho de Tavira .

Missão
A CPSE tem como missão sensibilizar o seu público para as diversas
manifestações culturais (expressões artísticas, desporto, património
material ou imaterial, etc.) e para o ambiente, aproveitando as
instalações da própria instituição (anexo próprio) e a posição central
que ocupa tanto na aldeia como no território circundante, riquíssimo
do ponto de vista ambiental. Descrição
A Casa do Povo

de Santo Estêvão (CPSE) é uma associação sem fins lucrativos, situada na aldeia de Santo Estêvão no Concelho de Tavira em pleno barrocal do Algarve, a região mais meridional de Portugal continental.. Na sua já longa história – comemorou 70 anos em 5 de Março de 2013 – a CPSE tem vindo a desenvolver as mais variadas actividades enquadradas nos propósitos estabelecidos estatutariamente. Com a publicação dos novos Estatutos, em 2001, a CPSE iniciou uma profunda renovação. Dentro dessa lógica foi inaugurado, em 15 de Agosto de 2007, o novo edifício-sede. A CPSE está agora apetrechada com instalações e equipamentos que permitem oferecer aos seus associados, e à comunidade em geral, um conjunto diversificado de actividades: do desporto à leitura, da música à navegação virtual. Historial
As Casas do Povo (CP) foram criadas por Decreto-Lei nº 23051, em 23 de Setembro de 1933. A de Santo Estêvão de Tavira (CPSE) surgiu cerca de dez anos depois, em 5 de Março de 1943, embora já existisse como delegação da Casa do Povo da Luz de Tavira. Podem elencar-se dois grandes períodos historiográficos das CP: o período até 1974 em que, como parte de um projecto político de matriz corporativa, se constituíram como ligações privilegiadas entre o Estado e as comunidades rurais e seus trabalhadores; o período pós-25 de Abril, em que se adaptaram a um projecto político de matriz democrática, caminhando lenta, mas progressivamente, para a independência jurídica e financeira do poder central. Os primeiros Estatutos da CPSE, que datam do ano da sua constituição, continham já todas as vertentes de actuação que marcariam a história das CP até 1974: uma função educativa e cultural e uma função assistencialista e previdencial; esta última estabelecida pelo Decreto-Lei nº 30710 de 29 de Agosto de 1940. Até 1949 a CPSE funcionou junto do edifício da actual Farmácia (Cesário Tavares), ano em que passou para a casa onde hoje é a residência da Dra. Maria Luísa Cesário Tavares. Com mais espaço disponível foi então possível implementar um consultório médico, uma biblioteca, uma sala de leitura e salas de convívio onde a Direcção instalou, por exemplo, um primeiro aparelho de TSF. Foi nestes primeiros anos criado o Rancho Folclórico. Em 1954 a CPSE adquiriu o edifício que funcionou como sede até 2006, altura em que sofreu uma profunda remodelação. Entre 1955 e 1963 a CPSE adquiriu ainda parcelas de terreno em frente da sua sede com a finalidade de construir um salão apto para espectáculos de maiores dimensões, objectivo que só indirectamente foi conseguido: em 1982 parte desses terrenos foram doados à Junta de Freguesia de Santo Estêvão (JFSE) para que neles fosse construído o seu edifício-sede, com o compromisso do Salão poder ser usado pela CPSE sempre que esta o requeresse. Até 1974, as CP desempenharam pois um papel fundamental na assistência médica, na velhice ou na oferta cultural e educacional às populações rurais. A criação, já em regime democrático, de sistemas de saúde e de previdência universais (Serviço Nacional de Saúde e Segurança Social), veio substituir parte das funções tradicionais das CP. O caminho traçado para as CP desde então, e a CPSE não foi excepção, foi o da lenta mas progressiva desvinculação da tutela do Estado. Até se constituírem como associações de direito privado, em 1990 e através do Decreto-lei 246/90 de 27 de Julho, as CP passaram ainda pela tutela do Estado através da Junta das Casas do Povo (Decreto-Lei nº4/82 de 11 de Janeiro) e, na sequência da extinção desta em 1985 (Decreto-Lei nº185/85, de 29 de Maio), através dos Centros Regionais de Segurança Social. Dependendo da sua história particular, as funções actualmente desempenhadas por cada uma das CP continuam a ter uma forte ligação às comunidades rurais em que surgiram, apesar de mudanças demográficas terem transformado radicalmente o contexto sociocultural de muitas delas. Santo Estêvão está também em rápida transformação, apesar de continuar a ser uma freguesia eminentemente rural, de povoamento disperso, e das actividades agrícolas ainda não terem cedido totalmente ao sector terciário. O espectro das actividades das CP continua também a ser vasto e pode ir desde a assistência social, em valências que o Estado não pôde chamar a si (centros de dia ou residências para os mais velhos, infantários, etc.), até às mais variadas actividades de índole cultural, quer sejam de âmbito desportivo, educativo, artístico, etc. A assistência à velhice foi assumida em Santo Estêvão pelo Centro Social, instituição que se encarrega de proporcionar um conjunto diversificado de serviços dirigidos à população mais idosa, quer seja no apoio domiciliário, quer seja no Centro de Dia. A CPSE mudou os seus Estatutos em 16 de Maio de 2001, publicados em Diário da República em 20 de Outubro do mesmo ano. Nesse mesmo ano passou a Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS). Depois de um interregno de alguns anos, devido à remodelação das instalações e ao seu reapetrechamento, a CPSE está agora em condições de desenvolver um conjunto variado de actividades centradas sobretudo na oferta e produção culturais. Tal oferta/produção não pode deixar de ter em conta as mudanças significativas ocorridas no tecido social da aldeia: aumento da escolaridade e do nível de vida e consequente aumento da demanda de oferta cultural; acréscimo da diversidade linguística e cultural da população residente, por via da fixação de populações migrantes com a mais variada origem e motivações; melhoria das acessibilidades, etc. A CPSE não poderia deixar de dar resposta às novas exigências trazidas pelas mudanças atrás enunciadas e assumir uma programação de qualidade que pretende reunir o que a aldeia tem para oferecer – cativando os seus residentes e incentivando-os a participar das suas actividades – e o que de melhor se faz na região, no país e, se possível, fora dele.

01/06/2026
A Direção da Casa do Povo de Santo Estêvão manifesta o seu mais profundo pesar pelo falecimento do Dr Virgílio Lança, pr...
29/05/2026

A Direção da Casa do Povo de Santo Estêvão manifesta o seu mais profundo pesar pelo falecimento do Dr Virgílio Lança, presença assídua e estimada nas iniciativas culturais e recreativas promovidas por esta instituição.

Habitual espetador e amigo da Casa do Povo, o Dr Virgílio Lança acompanhou, ao longo dos anos, inúmeros momentos de convívio, cultura e partilha, deixando a sua marca pela simpatia, proximidade e carinho com que sempre viveu a vida da comunidade.

Neste momento de tristeza e consternação, a Direção endereça à família, amigos e a todos os que com ele privaram as mais sinceras condolências, associando-se à dor da sua perda.

Que a sua memória permaneça viva entre todos aqueles que tiveram o privilégio da sua amizade e presença.

𝐍𝐨𝐭𝐚 𝐝𝐞 𝐏𝐞𝐬𝐚𝐫 - 𝐕𝐢𝐫𝐠𝐢́𝐥𝐢𝐨 𝐋𝐚𝐧𝐜̧𝐚

“Silêncio, porque”… partiu quem fazia cantar a guitarra. O Município de Tavira manifesta, publicamente, o seu pesar pelo falecimento de Virgílio Lança. A sua partida representa uma perda para a cultura e para o fado em particular, assim como para todos aqueles que tiveram o privilégio de o conhecer.

Natural de Vila Real de Santo António, o músico e professor, na Escola Secundária de Tavira, Virgílio Lança radicou-se, em Tavira, dedicando a sua vida à educação e ao fado.

Era licenciado, em Economia, pela Universidade de Coimbra, onde começou a cantar e integrar grupos de fado, tendo partilhado o palco com grandes nomes, nomeadamente, com a Amália Rodrigues.

Era uma figura ativa na região, participando em recitais, eventos culturais e em projetos como o “Música nas Igrejas”, promovido pela Academia de Música de Tavira com o apoio da autarquia. A sua presença, no programa “Verão em Tavira”, nomeadamente, no ciclo Fado no Coreto, ficará para sempre na memória de todos nós.

Em 2014, fundou, com o também já falecido Miguel Drago, a associação cultural “Fado com História”, em Tavira, um espaço dedicado à divulgação, valorização e preservação do fado, Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO, com atuações regulares ao vivo.

Pelo seu percurso e pelo modo como Virgílio Lança marcou a cultura e o fado, em Tavira e no Algarve, o Município de Tavira, presta-lhe, neste momento de luto, um sentido reconhecimento e expressa à sua esposa Elizabete Coelho, restante família, colegas e amigos as mais sinceras condolências.

𝗧𝗮𝘃𝗶𝗿𝗮 𝗖𝗼𝗻𝘃𝗶𝗱’𝗮 𝗮 𝗣𝗲𝗱𝗮𝗹𝗮𝗿 𝗲 𝗖𝗮𝗺𝗶𝗻𝗵𝗮𝗿 𝘀𝗼𝗯 𝗮𝘀 𝗲𝘀𝘁𝗿𝗲𝗹𝗮𝘀 🚴‍♂️✨🌙Até junho, Tavira promove as iniciativas “Tavira Convid’a Ped...
25/05/2026

𝗧𝗮𝘃𝗶𝗿𝗮 𝗖𝗼𝗻𝘃𝗶𝗱’𝗮 𝗮 𝗣𝗲𝗱𝗮𝗹𝗮𝗿 𝗲 𝗖𝗮𝗺𝗶𝗻𝗵𝗮𝗿 𝘀𝗼𝗯 𝗮𝘀 𝗲𝘀𝘁𝗿𝗲𝗹𝗮𝘀 🚴‍♂️✨🌙

Até junho, Tavira promove as iniciativas “Tavira Convid’a Pedalar ao Luar” e “Todos a Caminhar sob as Estrelas”, integradas no programa municipal de promoção da atividade física.

Com partida e chegada na Praça da República, estas atividades decorrem em horário noturno sempre à quarta-feira:
🚴‍♂️ Pedalar ao Luar – 19h30
🚶‍♀️ Caminhar sob as Estrelas – 21h00

A participação é gratuita e aberta a todos, promovendo o bem-estar, o convívio e o contacto com a cidade à noite. 🌌

GABRIEL GOMES – ACORDEÃO - Espetáculo UMA HISTÓRIA ASSIMGabriel Gomes apresenta-se pela primeira vez em nome próprio com...
19/05/2026

GABRIEL GOMES – ACORDEÃO - Espetáculo UMA HISTÓRIA ASSIM

Gabriel Gomes apresenta-se pela primeira vez em nome próprio com Uma História Assim, um álbum instrumental que nasce da relação profunda que mantém há décadas com o acordeão.

Em registo totalmente a solo - com exceção do tema-título, onde se junta Rodrigo Leão ao piano - o músico dá voz a uma narrativa musical que atribui ao instrumento, mas que é também a sua.

No estúdio, a respiração do artista confunde-se com a do próprio acordeão, fundindo intérprete e instrumento numa só identidade sonora. Produzido por Gabriel Gomes, em parceria com Rodrigo Leão e João Eleutério, o disco tem edição prevista para o primeiro trimestre de 2026.

Com uma carreira iniciada no final dos anos 80, integrou a Sétima Legião e foi membro fundador dos Madredeus, contribuindo para alguns dos discos mais marcantes de ambos os projectos. Paralelamente, explorou os caminhos da música electrónica em trabalhos como Projecto Om e Tjak, e criou com Rodrigo Leão o grupo Os Poetas. Mantém-se, desde então, como presença activa em palco e estúdio, colaborando com artistas como Tim e Jorge Palma, sem nunca se afastar do acordeão - o seu instrumento de eleição.

Em 2015 cofundou o projeto Fandango, que unia acordeão, guitarra portuguesa e electrónica. Agora, em 2026, chegou finalmente o momento de assinar música em nome próprio. “Uma História Assim” é a celebração dessa viagem: um regresso íntimo ao acordeão e ao lugar onde tudo começou.

Endereço

Rua Do Pinheiro S/n
Pinheiro
8800-506

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