14/07/2026
A APAS não pode ficar indiferente.
Enquanto Presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação, manifesto a nossa profunda preocupação com a decisão de alargar o prazo para a correção dos exames nacionais.
Mais uma vez, são os alunos e as suas famílias que vivem na incerteza. Depois de um ano letivo exigente e de um período de exames marcado pela pressão e pelo esforço, esperava-se que os resultados fossem divulgados dentro dos prazos previstos, permitindo aos estudantes preparar com tranquilidade a sua candidatura ao ensino superior.
Compreendemos e respeitamos o trabalho dos professores, cuja responsabilidade na correção das provas é inegável. No entanto, compete ao Ministério da Educação garantir que existem condições para que todo o processo decorra sem que os alunos sejam prejudicados.
Os exames nacionais não podem estar sujeitos a sucessivos atrasos e improvisações. A educação exige planeamento, rigor e responsabilidade. Quando estas falham, quem paga o preço são os jovens, precisamente aqueles que mais deveriam ser protegidos.
A APAS apela ao Ministério da Educação para que assuma as suas responsabilidades, apresente soluções eficazes e garanta que situações como esta não se repitam. Os alunos merecem estabilidade, previsibilidade e respeito pelo seu percurso escolar.
Perante as notícias que têm vindo a público sobre possíveis trocas de provas durante o processo de correção, apelamos ainda a todos os alunos para que solicitem a consulta dos seus exames, verificando se a prova corrigida corresponde efetivamente àquela que realizaram. Esta é uma forma de reforçar a transparência do processo e de garantir que qualquer eventual irregularidade possa ser identificada e corrigida pelos meios previstos.
Defender os alunos é a nossa missão. E é por eles que continuaremos a fazer ouvir a nossa voz.
André Henriques
Presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação