20/06/2026
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NÃO MANTENHA CÃES PRESOS COM CORRENTE DURANTE A ÉPOCA DE INCÊNDIOS
Desde 1980, Portugal tem registado uma média impressionante de 18.000 incêndios florestais por ano. Embora alguns sejam provocados por causas naturais, como trovoadas durante ondas de calor intensas, a grande maioria resulta da atividade humana — incluindo fogo posto, queimadas negligentes, utilização inadequada de maquinaria e eliminação sem supervisão de resíduos agrícolas.
Estes incêndios já causaram a perda de inúmeras vidas humanas e animais. No caso dos animais, muitas destas mortes poderiam ter sido evitadas — se lhes tivesse sido dada a possibilidade de fugir.
Em 2025, a história do cão Duque chocou Portugal e o mundo. Quando um incêndio florestal atingiu a aldeia de Vila Ruiva, o Duque encontrava-se preso por uma corrente num pátio, sem qualquer possibilidade de escapar. À medida que as chamas consumiam a propriedade, um corajoso militar da GNR, o Guarda Aragão, arriscou a própria vida ao entrar no inferno de fogo para o libertar. Apesar de ter sofrido queimaduras, conseguiu arrastar o Duque para um local seguro. Tragicamente, o cão acabou por morrer devido aos efeitos do calor extremo, da inalação de fumo e das queimaduras.
Queremos sensibilizar para o facto de que, embora seja legal manter animais presos em determinadas condições, deixar um cão acorrentado durante a época de incêndios pode constituir maus-tratos ao abrigo da legislação portuguesa de proteção animal — nomeadamente do Decreto-Lei n.º 276/2001 — se essa situação impedir o animal de escapar ao perigo ou lhe causar sofrimento desnecessário.
O trágico caso do Duque relembra-nos uma verdade simples:
Nunca mantenha cães presos por corrente durante períodos de elevado risco de incêndio.
Um cão pode sobreviver — se lhe for dada uma oportunidade!