Midões

Midões Página dedicada a Midões onde podem ser colocadas imagens, fotos e publicações relacionadas com Sebastião. Afonso Henriques.

A Freguesia de Midões está situada no limite nordeste do concelho de Tábua, distrito de Coimbra, junto à marge m esquerda do rio Mondego, tem aproximadamente 1800 habitantes e como actividades económicas principais destacam-se a agro-pecuária, ovinicultura e comércio. O seu orago é Nossa Senhora das Neves, celebrada anualmente a 4 de Agosto. O topónimo "Midões" deriva do baixo-latim "(Vílla) Midon

is", "a quinta de Midão", aludindo ao nome de um antigo proprietário. Relativamente ao povoamento do território da freguesia, diz a tradição que Midões deve ter tido origem numa antiquíssima cidade com o nome "Nabril" Sabe-se que a região foi habitada pelos romanos, tendo aparecido várias pedras lapidares, duas das quais foram aplicadas nas paredes laterais da capela de S. No ano 969, Midões foi doada, com todo o seu território, ao Mosteiro de Lorvão; nesta época, destacou-se na freguesia uma personagem que é hoje lendária, D. Paz, pois ele foi a primeira individualidade autêntica em Midões, a ele se devendo o foral que tornou Midões num verdadeiro município, após o coutamento outorgado por D.

03/05/2026

Muitas mães:
Tu não foste só mãe,
como todas as outras,
muitas…
Foste mãe, foste pai, foste tudo.
Desde o momento
em que abriste as pernas
com tanto amor para nos procriar,
até ao momento em que as voltaste
a abrir para que nos “aparassem”.
Foste quem sempre nos deu de comer,
desde a mama até quando repartias

as refeições pelos restantes,
e ficavas sempre prejudicada
não te importando
de que o teu quinhão fosse o mais pequeno.
Foste quem nos mandou batizar
sem que para isso
soubessem das nossas opiniões,
quem por obscurantismo e subserviência
nos obrigou a ir à missa,
a comungar,
a crismar.
Sim,
foste quem nos transmitiu
muitos ensinamentos.
Ensinaste-nos que é do trabalho que tudo vem,
que não devemos
viver à custa do trabalho dos outros.
Também sempre nos disseste
ser da máxima importância
sabermos avaliar o nosso trabalho,
não vacilar em exigir o seu reconhecimento.
Ensinaste-nos a deitar cedo e cedo erguer
Ensinaste-nos a produzir meios
para a nossa subsistência,
batatas,
milho,
pão.
Mas também nos ensinaste
a não baixar a cabeça por humilhação,
transmitiste-nos irreverência!
Ensinaste-nos a respeitar todos,
nomeadamente os mais velhos,
a sabermos respeitarmo-nos a nós próprios,
disseste-nos que só nos respeitando
a nós próprios conseguiríamos
granjear o respeito dos outros.
a dar os bons dias a toda a gente,
a ajudar a levantar quem estava no chão .
Deste-nos chineladas sábias,
que só hoje sinto a dor com que tu o fazias…
mas eram necessárias…
Um beijo para ti e para todas as mães,
as que “aí estão?”
Também para as que um dia aí vão estar!
Fonseca!

17/04/2026
16/04/2026

Armindo Borges Marques
Estejam onde estiverem, Pai: ANTÓNIO MARQUES (Carriço,) Mãe: ALTINA MARIA BORGES MARQUES, e Irmão: JOSÉ MANUEL BORGES MARQUES, tal com nós, estão Orgulhosos!!!!.

A catedral das Beiras
07/04/2026

A catedral das Beiras

Porque algumas pessoas neste grupo necessitam treinar o olhar....aqui vai uma foto com mais ou menos 15 anos da capela e...
04/04/2026

Porque algumas pessoas neste grupo necessitam treinar o olhar....aqui vai uma foto com mais ou menos 15 anos da capela em honra de São Miguel num outeiro do mesmo nome

De onde esta foto foi tirada?
03/04/2026

De onde esta foto foi tirada?

22/03/2026

Ele há coisas…

Para que servem as palavras
se as não soubermos usar?
Para que serve uma boa prosa
se não nos leva a lado nenhum?
Para que serve tanto estudo,
tanto “queimar pestanas”,
se o fizermos sem sentido?
Para que servem tantos dias da criança
se depois nada fazemos
para que elas não sofram?
Para que serve a sabedoria
se não lhes soubermos dar uso?
Para que serve a melodia
se não acertamos os compasso?
Para que serve estudarmos a guerra
se não soubermos construir a paz?
Para que serve construirmos versos
se não soubermos dar sentido aos poemas?
Para que serve semearmos grandes searas
se não conseguirmos colher o pão?
Para que serve?
Para que serve?
Para que serve?

Fonseca com problemas de compreensão..

21/03/2026

( Tanta gente por aqui vai dizendo…antigamente é que era bom…)

As sacas

Se a chuva amainasse as “gabardines” estariam menos molhadas e seriam novamente utilizadas no regresso a casa, caso contrário seriam um estorvo e de nada serviriam para tapar a chuva ou o frio. As “gabardines” eram sacos do adubo que depois de lavados e com os fundos metidos para dentro se vestiam ficando presos pelas bainhas nas nossas cabeças, à falta de melhor era uma sorte termos estes sacos para nos protegermos da chuva e do frio. Casacos impermeáveis ou capuchos só para os filhos dos mais abastados. Os alunos que moravam nas quintas ou nas aldeias mais distantes sofriam muito. O Inverno era rigoroso e o vestuário ou calçado para lhe fazer frente não estava ao alcance da carteira da esmagadora maioria das pessoas da terra. Quantas vezes não tinham os nossos pais de pedir fiado um par de botas ao António Camilo ou ao Chinama para que nós não andássemos descalços e depois irem pagando conforme as possibilidades, o mesmo acontecia com o Zé Alfaiate ou com o Teso. A vida era dura e nossos pais faziam tudo quanto era possível, mas às vezes não chegava mesmo, e alguns de nós tínhamos que andar descalços. Com a roupa era a mesma coisa, a que dava para aproveitar de uns para os outros nem sempre era suficiente e por mais remendos que nossas mães lhe “botassem” nunca tapavam aquilo que seria desejável, muitos de nós andávamos com os joelhos e com os fundilhos das calças rotas. Pelo Natal ou pela Páscoa quando vendiam o porco na feira ou quando recebiam o dinheiro da colheita das batatas é que nossos pais tinham condições para nos comprar qualquer coisa, mas os filhos por vezes eram muitos e dificilmente chegava para todos.
A escola era frequentada pelos alunos que moravam em Midões, mas também do Coito, Tojais, Vale de Gaios, Casal da Senhora, Ribeira e outras quintas espalhadas pela área geográfica da freguesia nos seus arrabaldes. Os alunos iam chegando, os meninos concentravam-se debaixo do telheiro que havia nas traseiras da escola, as meninas no alpendre de entrada, não me lembro se uns vestiam azul e outros cor de rosa, mas que havia discriminação sexual lá isso havia, meninos de um lado meninas do outro. Porém as casas de banho se é que assim se podiam chamar eram contíguas, lembro-me que nunca funcionavam por falta de água, os rapazes lá se desenrascavam nas traseiras destas, qual papel higiénico qual gaita, nada disso existia. Para cúmulo da inexistência de higiene, precisamente mesmo ao lado de onde os rapazes defecavam havia um poço que fazendo acionar uma bomba manual, bomba grande e circular, debitava água que se bebia diretamente de uma to****ra existente na parede das casas de banho. Claro está que tanto a urina como as fezes iam sempre para dentro do poço.
Recordo-me de quando os rapazes que vinham de mais longe chegavam, se acendiam grandes fogueiras aos cantos do telheiro, para com isso os aquecer, eles próprios já traziam ramos de pinheiro ou outros para o efeito. Eram condições muito duras e injustas para as crianças, que assim passavam o dia inteiro de aulas, os de mais longe traziam refeições na lancheira, refeições que disso só tinham o nome. Nos intervalos os rapazes jogavam à bola, à bilharda ou ao espeto, o professor Matos era um companheiro no jogo, nunca faltava!
As meninas debaixo das árvores ou no alpendre jogavam à macaca e à pedrinha…nada de misturas!

O chato do Fonseca!

Endereço

Coimbra

Website

Notificações

Seja o primeiro a receber as novidades e deixe-nos enviar-lhe um email quando Midões publica notícias e promoções. O seu endereço de email não será utilizado para qualquer outro propósito, e pode cancelar a subscrição a qualquer momento.

Compartilhar