07/10/2026
NO ENCONTRO ENTRE PROJETO ESTÚDIO, DECLAMAR POESIA E TAGV, A POESIA REVELOU-SE COMO INSURGÊNCIA
Haverá algo mais insurgente do que a palavra? Talvez o gesto? E se um e outro confluírem no propósito de insurgir? Dito isto, tudo isto, haverá local mais insurgente do que um teatro, espaço por excelência para o seu encontro? Depois de se colocarem estas e outras questões, os elementos do Projeto Estúdio, numa colaboração com o coletivo declAMAR Poesia, propuseram-se encontrar respostas, guiando uma “Visita Poética Insurgente” ao Teatro Académico de Gil Vicdente.
Aconteceu na passada segunda-feira: a porta de vidro do TAGV abriu e os pés e as rodas das cadeiras como que saíram do chão, percorrendo palco e bastidores, escutando poemas ou vendo-os ganhar outras formas na parede, escrevendo frases na longa folha branca. E porque a poesia é para ser dita, até gritada, interpretada e reinterpretada, escolhida ou descoberta e, evidentemente, declamada, foram muitas as formas encontradas pelo grupo de teatro da APCC - Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra de, com o público, se insurgir dentro dela.
O convite era para voltar a pôr etiquetas nas coisas, arrumar as máquinas, acordar as infâncias, tirar o pó ao futuro, duplicar os beijos e ampliar os gestos, mas não foi difícil que, do diálogo entre criadores, intérpretes e espetadores/participantes, resultassem outras ações plenas de insurgência. Porque afinal, pode olhar-se para o título “Visita Poética Insurgente” como sendo composto por três sinónimos.
A “Visita Poética Insurgente” fez parte do programa da Festa da Praça da República, organizada pelo TAGV para ser um lugar de encontro entre criação artística, memória, espaço público e vizinhança. Foi também a primeira apresentação do Projeto Estúdio no âmbito do seu programa “Insurgente”, iniciado este ano e que apresenta um conjunto completo de ações em torno de livros, objetos e gestos que se insurjam.
Esta notícia completa está disponível pelo link nos comentários.