14/09/2026
🚨 BREAKING NEWS: PROJETO BEIRA PARADO! QUO VADIS SOPHIA?
— Tempos turbulentos para a Lightsource bp – e boas notícias para a Beira Baixa?
Depois de anos de resistência, crítica e participação pública, chega finalmente uma notícia que podemos celebrar:
🟢 A CENTRAL SOLAR DA BEIRA VAI SER ABANDONADA!
Segundo o ECO, a Lightsource bp decidiu não avançar com o projeto da Central Solar da Beira, anteriormente avaliado em cerca de 242 milhões de euros.
A razão apresentada pela empresa é clara: as alterações exigidas no processo de avaliação ambiental tornaram o projeto financeiramente inviável.
Não será apresentada qualquer nova versão reformulada no âmbito do atual procedimento de AIA. A própria empresa confirma que o projeto, na forma anteriormente apresentada e naquela localização, não terá continuidade.
👉 A Beira está, portanto, fora de jogo.
É uma excelente notícia para o território, para as populações e para todos aqueles que não desistiram de lutar contra estes projetos e por uma outra forma de produzir energia.
Mas a história não termina aqui.
🟠 E O QUE SE PASSA COM A SOPHIA?
No mesmo dia, o ECO publica novos detalhes sobre a reformulação da megacentral Sophia.
E estas alterações são particularmente importantes para nós:
Deixa de haver painéis solares no concelho do Fundão.
Na nova versão, os painéis solares continuam previstos nos concelhos de Penamacor e Idanha-a-Nova.
O projeto passa de:
➡️ 867 MWp → 573 MWp (-34 %)
➡️ 395 ha → 258 ha de área de painéis (-35 %)
No Fundão, a instalação fotovoltaica desaparece completamente – pelo concelho passará "apenas" uma linha de muito alta tensão até à subestação do Fundão.
Também desaparecem quatro corredores previstos para linhas aéreas de média tensão. As duas linhas de muito alta tensão inicialmente previstas passam a ser uma única linha, junto às linhas já existentes.
A Lightsource bp apresenta estas alterações como resultado das críticas, pareceres e contactos realizados após a primeira consulta pública, que recebeu 12.693 participações.
Estes acontecimentos mostram que a mobilização de milhares de pessoas contra estes projetos destrutivos está a produzir resultados. Mas mesmo a versão reduzida da Sophia terá consequências profundas para a região. Por isso, neste momento decisivo, não podemos baixar a guarda na defesa da natureza, da biodiversidade, da riqueza cultural e da saúde das populações da Beira Baixa!
❗ MAS TAMBÉM A SOPHIA 2.0 ESTÁ LONGE DE SER UMA REALIDADE
A nova versão do projeto deverá ser entregue até 2 de outubro. Depois disso, está prevista uma nova consulta pública, provavelmente em outubro.
E há aqui uma informação importante: a decisão final de investimento ainda não foi tomada e a viabilidade económica do projeto não está garantida. Segundo a empresa, a estruturação financeira só deverá estar concluída dentro de cerca de três anos.
Se tudo correr de acordo com os planos da empresa, a construção só começaria a partir de 2029 e a entrada em funcionamento aconteceria, no melhor dos cenários, em 2031.
🔴 EM RESUMO:
BEIRA: ❌ abandonada por falta de viabilidade financeira.
SOPHIA: 🟠 signif**ativamente reduzida e reformulada – sem painéis solares no Fundão, "apenas" em Penamacor e Idanha-a-Nova – mas ainda sem decisão final de investimento.
E há ainda outra incógnita: em julho, a Reuters e o Financial Times noticiaram que a BP estava em negociações avançadas para vender a Lightsource bp a um consórcio formado pela Qualitas Energy e pela Wren House, o braço de investimento em infraestruturas da Kuwait Investment Authority, o fundo soberano do Kuwait. O negócio ainda não estava concluído.
Quo vadis, Sophia?
A história está longe de ter terminado.
E nós continuaremos atentos. 👀
O Interior não está à venda.
O rosto e a alma da Beira Baixa não são negociáveis!
📌 Fontes: ECO, artigos publicados em 14/09/2026; Reuters, artigo publicado em 24/07/2026 – ver links na descrição das respetivas imagens.