Associação Respirar Cascais

Associação Respirar Cascais Movimento de cidadãos com vista à constituição de uma candidatura independente à Câmara Municipal de Cascais.

O QUE CASCAIS PRECISA É DE MENOS PORTAGENS E DE MELHORES TRANSPORTES PÚBLICOS.A  discussão sobre portagens na Marginal d...
11/10/2026

O QUE CASCAIS PRECISA É DE MENOS PORTAGENS E DE MELHORES TRANSPORTES PÚBLICOS.

A discussão sobre portagens na Marginal deveria começar por outra pergunta: por que razão não está a Câmara a negociar com o Governo e com a Brisa a eliminação das portagens nas deslocações internas pela A5, designadamente entre S. Domingos de Rana, Carcavelos, Estoril e Cascais? Não se pede a gratuitidade de toda a autoestrada, mas uma utilização mais racional da rede viária do concelho.

Muitos residentes e trabalhadores evitam as portagens através da Marginal e de ruas urbanas, fazendo percursos mais longos e congestionados. Uma isenção nas ligações internas poderia reduzir quilómetros percorridos, consumo de combustível e poluição junto das zonas habitadas. Estes benefícios devem ser confirmados por estudos, que também avaliem a capacidade da A5 e o risco de atrair mais tráfego automóvel.

A Câmara deveria propor um regime experimental e transitório, aplicável a qualquer utilizador em deslocação interna, e negociar os custos com o Estado e a Brisa, aproveitando a renegociação da concessão. Um projeto-piloto, acompanhado por indicadores de tráfego e emissões, permitiria avaliar resultados concretos.

Mas a prioridade de fundo são transportes públicos eficientes: modernização da Linha de Cascais, confirmação de novos comboios em 2029, permitindo maior frequência e fiabilidade, e uma rede de metro/ transporte ligeiro de superfície e/ou BRT (com preferência clara para o TLS) em corredores próprios, articulada com comboios e autocarros, incluindo ligações norte-sul e não exclusivamente no perímetro deste concelho, mas numa base metropolitana.

Até existirem alternativas reais ao automóvel, não faz sentido agravar os encargos de quem dele depende.

Também por isso discordamos de portagens na Marginal, mesmo num modelo que isentasse residentes: penalizaria outros utilizadores, incluindo trabalhadores em Cascais residentes noutros municípios e desviaria muito trânsito para ruas urbanas. A Marginal precisa de manutenção e financiamento adequado (não se percebe o motivo da Câmara ter aprovado a proposta de receber 3 estradas nacionais sem qualquer apoio/ transferência financeira do Estado), e não de mais barreiras à mobilidade. Cascais precisa de menos portagens e de melhores transportes públicos.

P.S. - Ontem, felizmente, o Presidente da Câmara Municipal de Cascais veio afastar a ideia por si publicamente apresentada horas antes de portagens na Marginal. Uma mudança de posição para a qual terá contribuído a forte contestação pública, amplamente expressa nas redes sociais.

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A MENTIRA TEM MESMO PERNA CURTA…Na sequência de um vídeo publicado pelo João Maria Jonet nas redes sociais, sobre a inau...
23/09/2026

A MENTIRA TEM MESMO PERNA CURTA…

Na sequência de um vídeo publicado pelo João Maria Jonet nas redes sociais, sobre a inauguração da Nova Escola Secundária de Cascais, o ex-presidente da CMC, Carlos Carreiras, acusou quem questionou o custo excessivo do evento de promover uma “mentira”, criar “desinformação” e inventar um “escândalo”.
Terminou classif**ando a intervenção de um deputado da IL - Rui Rocha - e do vereador João Maria Jonet como um “atentado à democracia”.

Vamos aos factos:

1. O PRR obrigava a comunicar a obra, não a gastar €175.513 em dois eventos. A “Orientação Técnica n.º 5/2021 - Guia de Comunicação e Informação para os Beneficiários do PRR”, que estabelece as normas de divulgação aplicáveis aos projetos financiados, exige apenas “um evento ou uma atividade de comunicação”, de forma coerente, ef**az e proporcionada.

2. Dois eventos, DJ, passarela, grande palco, atuações de músicos e ecrãs gigantes foram escolhas do executivo - não obrigações do PRR.

3. Os 142 mil invocados por Carlos Carreiras são apresentados sem IVA. O encargo público adjudicado foi de €175.512,94.

Fiscalizar a utilização do dinheiro público não é um atentado à democracia, como conclui Carlos Carreiras. É precisamente o inverso: é a democracia a funcionar!

P.S. Há ainda uma contradição por esclarecer: Carlos Carreiras afirma que a verba da inauguração foi financiada pelo PRR, mas o anúncio oficial do concurso, publicado no Diário da República, indica expressamente, no campo “Fundos UE”: “Não”.

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08/08/2026

Caso Hilton: é assim que o PSD esclarece os cascaenses?

Chamado a defender os sucessivos executivos municipais liderados pelo PSD, sob a marca Viva Cascais, responsáveis pela desastrosa gestão do licenciamento de um novo “mamarracho” no litoral do concelho, Gonçalo Lage evitou os problemas do licenciamento apontados pelo Ministério Público: mais 2.135m2 de construção no licenciamento em 2019, índice de 1,66 onde o PDM admitia no máximo 1,5; sete pisos onde seriam admissíveis quatro, violação do regime da REN e do domínio público hídrico e uma controversa anexação de terrenos para suprir o problema da área de construção a mais construída neste empreendimento.

Sobre isto, nem uma palavra do deputado e líder da bancada social-democrata na Assembleia Municipal. Gonçalo Lage preferiu focar-se no Contrato (CPCV) para a Câmara vender um terreno municipal com 823m2, sem concurso, onde o interesse público nos parece claramente mal defendido.

Começou por proclamar: «Quem não deve, não teme e vai até ao fim para obter todos os esclarecimentos!»

Curiosa exclamação, considerando o facto da Câmara ter resistido judicialmente à entrega dos documentos deste processo à SOS Quinta dos Ingleses, só disponibilizados cerca de 16 meses depois do pedido em janeiro de 2024. Também se regista que a oposição chegou à Assembleia Municipal extraordinária sem o prometido acesso à documentação via VPN.

Invocou então o Sr. Deputado que «o projeto foi aprovado por todas as entidades externas».

Mas os pareceres da APA ou da CCDR respeitam ao licenciamento (e mesmo nessa matéria terão falhado, como a Câmara, na definição do número máximo de pisos e da edif**abilidade). Estas entidades não avaliam o tema que Gonçalo Lage estava a abordar: o preço, a proteção do património municipal, as alterações ao CPCV ou a falta de uma avaliação comercial atualizada.

Afirmou ainda que «a venda foi efetuada por um valor superior às duas avaliações».

Omitiu que tais avaliações eram de 2009 e a escritura realizou-se em 10 de março de 2020. Entretanto, mudaram o PDM, a classif**ação urbanística do terreno, a promitente compradora e uma condição essencial do CPCV, alterada por acordo entre as partes. Tudo mudou, menos os 312.700 euros, fixados por referência ao VPT do CIMI em 2009, um valor fiscal e não uma avaliação de mercado em 2020.

Neste processo subsistiam dúvidas sobre o valor e até sobre a área real do terreno. Antes do CPCV de 17 de janeiro de 2012, a Câmara deveria ter feito um levantamento topográfico e retif**ado, se necessário, a descrição predial na Conservatória e a matriz nas Finanças. Vendeu em 2020 sem eliminar essas incertezas.

Seguiram-se outras afirmações expressivas «não é possível construir um hotel num terreno de 800 metros quadrados!» e, a parcela do município «não tem sequer um metro quadrado de construção!».

Acontece que ninguém afirmou que a construção dos dois blocos do Hotel, com 67 quartos e 116 apartamentos, estavam implantados nos 823m2 municipais. O que importa saber é que a parcela transmitiu edif**abilidade ao conjunto. As duas avaliações de 2009 reconheceram aptidão edif**atória a cerca de 2/3 do terreno dadas as condicionantes do Espaço Canal e da REN. É também absolutamente falso que este terreno estivesse todo em REN, como o Ministro Miguel Pinto Luz afirmou em abril de 2025 numa entrevista a José Gomes Ferreira, na SIC-N.

Por fim, Gonçalo Lage invocou como justif**ação para o atraso da venda a condição do CPCV que remetia a escritura para depois da licença de construção. Omitiu que a Câmara e o promotor, “Encosta da Carreira” retiraram essa condição no Contrato. A escritura ocorreu em 10/03/2020 porque essa cláusula foi eliminada e, curiosamente, no próprio dia em que o executivo aprovou a venda.

«F**a reposta a verdade!», concluiu o líder da bancada do PSD.

Não f**a. F**a exposta a tentativa de virar a atenção para “onde estavam os tijolos” e de evitar responder quanto valia o terreno municipal, que edif**abilidade transmitiu àquela operação urbanística e porque razão quase tudo mudou entre 2009 e 2020, menos o preço.

P.S. O Deputado refere-se a “denúncias anónimas”!? A participação que esteve na origem deste processo foi assumida por uma conhecida associação do município: a SOS-Quinta dos Ingleses.

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DO AERÓDROMO DE TIRES AO “CASCAIS AIRPORT”: CRESCER SEM PLANEAMENTO TERRITORIAL, SEM MODELO ECONÓMICO E SEM AVALIAR OS I...
26/07/2026

DO AERÓDROMO DE TIRES AO “CASCAIS AIRPORT”: CRESCER SEM PLANEAMENTO TERRITORIAL, SEM MODELO ECONÓMICO E SEM AVALIAR OS IMPACTOS?

Miguel Barros fez muito bem ao recordar hoje no Facebook um artigo seu, publicado em janeiro de 2023. Passados mais de três anos, muitas das questões então colocadas continuam sem uma resposta pública suficientemente clara.

Os responsáveis políticos que governaram a CM Cascais nos últimos mandatos optaram por transformar progressivamente o antigo Aeródromo de Tires no chamado “Aeroporto de Cascais”, orientando a infraestrutura para um número crescente de movimentos de jatos executivos e aeronaves de maior dimensão.

Esta opção foi acompanhada pela saída ou transferência de escolas de aviação e de parte da aviação ligeira, mas não foi precedida por um verdadeiro DEBATE PÚBLICO sobre o modelo de desenvolvimento pretendido para o aeródromo, os seus custos, os seus benefícios e os impactos para as populações vizinhas.

Há ainda uma contradição que não pode ser ignorada. Ao mesmo tempo que promoveu a intensif**ação da operação aeroportuária, a Câmara permitiu a expansão, consolidação ou legalização de áreas urbanas na envolvente do aeródromo, incluindo o bairro de génese ilegal situado imediatamente a sul da pista.

Não é aceitável que se procure agora desvalorizar as queixas dos moradores com o argumento de que o aeródromo já existia antes das habitações ou de que algumas tiveram origem em Áreas Urbanas de Génese Ilegal. Primeiro porque não é verdade para o conjunto de habitações existentes junto ao aeródromo e segundo, fundamentalmente, porque os moradores dessas áreas têm exatamente os mesmos direitos à segurança, ao descanso, à saúde e à qualidade de vida que todos os restantes munícipes!

Além disso, foi a própria Câmara Municipal de Cascais que, enquanto entidade responsável pelo ordenamento do território e pelo controlo urbanístico, permitiu ou conduziu à consolidação dessas áreas residenciais, incluindo nos últimos mandatos de maiorias da AD/ Viva Cascais. Não pode, por isso, promover simultaneamente a expansão da atividade aeroportuária e depois transferir para os moradores a responsabilidade pelos conflitos que essa “estratégia” agravou.

A gestão de uma infraestrutura aeroportuária exige coerência entre a política aeronáutica, o ordenamento do território, a proteção civil, a saúde pública e a defesa das populações. Exige também informação rigorosa sobre as servidões aeronáuticas, as áreas de maior risco estatístico de acidente, os corredores de aproximação e descolagem e as limitações à ocupação urbana na envolvente da pista.

Apesar das promessas feitas, continuam por apresentar publicamente estudos atualizados, INDEPENDENTES, e suficientemente esclarecedores sobre o ruído, a poluição atmosférica e o risco de acidente associados à evolução mais recente da operação aeroportuária. Também não é conhecido, com o detalhe necessário, o modelo económico que sustenta os avultados investimentos municipais realizados e a expansão dos voos executivos.

Como não responsabilizar politicamente os sucessivos executivos da AD/Viva Cascais por esta falta de coerência entre a gestão do aeródromo e o ordenamento do território, pela ausência de verdadeira participação pública e pela forma como têm sido tratadas as preocupações legítimas de centenas de munícipes?

A questão não é apenas saber se o aeródromo de Tires pode receber mais e maiores aviões. Também é saber quem decidiu, com base em que estudos, com que custos, com que riscos e com que medidas concretas de proteção das populações.

É essa TRANSPARÊNCIA que continua claramente a faltar neste processo.

Fotos aéreas do aeródromo de Tires respectivamente em 2013 e 2025.

O ESTADO MISERÁVEL A QUE CHEGOU A LINHA DE CASCAIS.O nosso comentário à seguinte publicação do Miguel Barros:https://www...
26/06/2026

O ESTADO MISERÁVEL A QUE CHEGOU A LINHA DE CASCAIS.

O nosso comentário à seguinte publicação do Miguel Barros:

https://www.facebook.com/share/p/188BR9MVpd/?mibextid=wwXIfr

Porque é que sucessivos governos e ministros da tutela não foram mais exigentes com os responsáveis que permitiram que estações, passagens inferiores, elevadores, acessos e atravessamentos chegassem a este estado e nele permanecessem durante tanto tempo?

E porque é que os municípios que agora dizem querer ter uma palavra decisiva na Linha de Cascais não começam por intervir já onde podem: exigindo protocolos concretos para limpeza, manutenção, segurança, iluminação, acessos e resolução de pontos críticos, como a passagem de nível de São João do Estoril?

Noutras situações, inclusive em equipamentos e infraestruturas sob responsabilidade do Estado central, a Câmara Municipal de Cascais não hesitou em colaborar, financiar ou intervir.

Porque não o faz também aqui, em articulação com a IP, a CP e os municípios de Oeiras e Lisboa?

O problema da Linha de Cascais não se resolve com slogans sobre gestão pública ou privada. Resolve-se com investimento, exigência, fiscalização e responsabilidades bem definidas. E, nesta matéria, todos têm falhado: Estado, empresas públicas e autarquias (as últimas não propriamente por competências atribuídas mas no dever de representar milhares de cidadãos diariamente lesados com transportes públicos absolutamente desqualif**ados).

Associação Respirar Cascais

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27/05/2026

“NA POLÍTICA TEMOS QUE FALAR VERDADE E SER SÉRIOS”.

Concordamos!

Por isso, vamos aos factos - sem truques de ilusionismo parlamentar, verdadeira especialidade do Sr. deputado Gonçalo Lage.

A proposta de 100% de redução da compensação urbanística deste novo projeto de licenciamento de 36 moradias T5 na Penha Longa (devida ao município pela não cedência de terrenos para espaços verdes e equipamento de utilização coletiva) foi APROVADA em reunião pública de Câmara pelo executivo PSD/CDS/Chega.

A Minuta da ATA de 28 de abril (disponível no site da CMC ao contrário das ATAS e das propostas remetidas à CMC e à AM) confirma-o: ponto 49 aprovado por maioria AD+Chega, com votos contra do PS e dos vereadores Jonet - Cascais para Viver.

Só depois, na passada segunda-feira, na Assembleia Municipal, esta proposta não foi confirmada. O que - diga-se de passagem - NUNCA tinha acontecido nos últimos 10 anos com nenhuma das propostas assentes no mesmo objetivo de REDUÇÃO DA COMPENSAÇÃO (num valor global de cerca de €12 milhões - concedidos pela Câmara aos promotores imobiliários).

Vir agora o líder da bancada do PSD informar que travou a “borla” (proposta pelo executivo do presidente Nuno Piteira Lopes), é um exercício curioso - mas humilhante: primeiro propõem a isenção da compensação para esta nova urbanização no executivo - que aprova aprova o envio à AM; depois recuam nesta última reunião logo APÓS o caso ter sido denunciado nas redes sociais pelo João Maria Jonet. No fim tentam vender o recuo como virtude, sem sequer explicar o fundamento da MUDANÇA de posição entre o que o PSD decidiu na Câmara e na Assembleia…

Mas o essencial não muda: a compensação de €1,27 milhões terá de ser paga pelos promotores.

Mais: a exposição deste caso pelo João Maria Jonet nas redes sociais (escassas horas antes da reunião da AM) deverá motivar alterações a curto prazo no regulamento municipal de compensação.

Se tal não acontecer estamos convictos que o grupo independente “Jonet - Cascais para Viver” denunciará novas propostas injustificáveis e desproporcionais de redução da compensação, ou seja, agirá pela melhor defesa do interesse público.

https://www.facebook.com/share/r/1DwKxosmnx/?mibextid=wwXIfr

TRANSPARÊNCIA DA CÂMARA DE CASCAIS EM “DEBATE” NAS REDES SOCIAIS…Quando um diretor municipal da transparência responde a...
17/05/2026

TRANSPARÊNCIA DA CÂMARA DE CASCAIS EM “DEBATE” NAS REDES SOCIAIS…

Quando um diretor municipal da transparência responde a dúvidas legítimas de um munícipe com irritação, ataques pessoais e desqualif**ação moral, a discussão deixa de ser sobre TRANSPARÊNCIA e passa a ser sobre cultura institucional.

Mesmo admitindo que exista uma explicação técnica legítima para o papel de Rodrigo Mota na plataforma Dyntra, a forma como a informação é apresentada cria objetivamente uma aparência de conflito de interesses e falta de independência da avaliação.

Em matéria de transparência pública, a aparência de imparcialidade também conta.

A publicação de Miguel Barros não nos parece atacar pessoalmente o técnico Rodrigo Mota, mas antes questionar a metodologia e a credibilidade do processo que conduz a uma determinada classif**ação da CM Cascais num ranking público de transparência.

E sendo essa uma questão institucional, a responsabilidade principal não é de um técnico intermédio, mas de quem dirige esta área e do executivo municipal que a tutela.

Até este momento, a intervenção do diretor municipal Pedro Caldeira Santos neste “debate” não permitiu esclarecer a dúvida colocada por Miguel Barros.

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O QUE ACONTECEU ÀS BANDEIRAS AZUIS EM CASCAIS?A Associação Bandeira Azul anunciou, no Centro de Interpretação Ambiental ...
16/05/2026

O QUE ACONTECEU ÀS BANDEIRAS AZUIS EM CASCAIS?

A Associação Bandeira Azul anunciou, no Centro de Interpretação Ambiental da Pedra do Sal, em São Pedro do Estoril, que Portugal terá este ano 438 Bandeiras Azuis, menos 6 do que em 2025. Metade dessas perdas corresponde a 3 praias do concelho de Cascais.

A praia do Tamariz surge surpreendentemente sem Bandeira Azul. Desconhece-se ainda o motivo. Poderá estar relacionado com episódios de poluição associados às algas asiáticas? Com descargas pontuais em linhas de água onde continuam a ocorrer afluências indevidas de esgotos domésticos ou industriais? Para já, não existe explicação pública conhecida.

Certo é que as praias das Moitas, Tamariz e Poça perderam este ano a Bandeira Azul.

Consequentemente, entre a Praia dos Pescadores, na Baía de Cascais, e São Pedro do Estoril não haverá nesta época balnear uma única Bandeira Azul - em 8 praias balneares possíveis.

No total, o concelho f**a praticamente dividido a meio entre praias com e sem Bandeira Azul, facto que merece registo e reflexão.

A DESILUSÃO NA PROGRAMAÇÃO E NA EXECUÇÃO DE NOVA HABITAÇÃO PÚBLICA EM CASCAIS.Promessa eleitoral de Carlos Carreiras e N...
11/05/2026

A DESILUSÃO NA PROGRAMAÇÃO E NA EXECUÇÃO DE NOVA HABITAÇÃO PÚBLICA EM CASCAIS.

Promessa eleitoral de Carlos Carreiras e Nuno Piteira Lopes:

* 3.600 novas habitações até 2029;
* 800 novas habitações por ano durante 10 anos.

🥳🥳🥳

Mas a realidade inscrita na Estratégia Local de Habitação (ELH) - inicialmente prevista até 2028, financiada pelo PRR e agora prolongada - aponta afinal para cerca de 2.500 novas habitações até 2036.

😤😤😤

A grande diferença entre os ambiciosos números anunciados e a realidade (na ELH e no terreno) resulta da forma como são contabilizados cerca de 2100 fogos municipais requalif**ados - no exterior dos edifícios - com financiamento do PRR. Estes 2100 fogos já existiam em 2013 (primeira eleição de Carlos Carreiras na presidência da CMC), sobretudo em bairros PER, e continuam ocupados por inquilinos municipais.

Ou seja:

* não são novos fogos;
* nem representam (2100) novas soluções de habitação para quem procura casa acessível em Cascais;

Mais 2500 fogos entre 2026 e 2036, incluindo novas habitações e fogos dispersos, adquiridos/ a adquirir pela Câmara essencialmente por via do exercício do direito de preferência, representará AFINAL uma média de 227 novas habitações por ano.

Infelizmente muito longe da ambição projetada por Carlos Carreiras (800 fogos/ ano).

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