27/05/2026
“NA POLÍTICA TEMOS QUE FALAR VERDADE E SER SÉRIOS”.
Concordamos!
Por isso, vamos aos factos - sem truques de ilusionismo parlamentar, verdadeira especialidade do Sr. deputado Gonçalo Lage.
A proposta de 100% de redução da compensação urbanística deste novo projeto de licenciamento de 36 moradias T5 na Penha Longa (devida ao município pela não cedência de terrenos para espaços verdes e equipamento de utilização coletiva) foi APROVADA em reunião pública de Câmara pelo executivo PSD/CDS/Chega.
A Minuta da ATA de 28 de abril (disponível no site da CMC ao contrário das ATAS e das propostas remetidas à CMC e à AM) confirma-o: ponto 49 aprovado por maioria AD+Chega, com votos contra do PS e dos vereadores Jonet - Cascais para Viver.
Só depois, na passada segunda-feira, na Assembleia Municipal, esta proposta não foi confirmada. O que - diga-se de passagem - NUNCA tinha acontecido nos últimos 10 anos com nenhuma das propostas assentes no mesmo objetivo de REDUÇÃO DA COMPENSAÇÃO (num valor global de cerca de €12 milhões - concedidos pela Câmara aos promotores imobiliários).
Vir agora o líder da bancada do PSD informar que travou a “borla” (proposta pelo executivo do presidente Nuno Piteira Lopes), é um exercício curioso - mas humilhante: primeiro propõem a isenção da compensação para esta nova urbanização no executivo - que aprova aprova o envio à AM; depois recuam nesta última reunião logo APÓS o caso ter sido denunciado nas redes sociais pelo João Maria Jonet. No fim tentam vender o recuo como virtude, sem sequer explicar o fundamento da MUDANÇA de posição entre o que o PSD decidiu na Câmara e na Assembleia…
Mas o essencial não muda: a compensação de €1,27 milhões terá de ser paga pelos promotores.
Mais: a exposição deste caso pelo João Maria Jonet nas redes sociais (escassas horas antes da reunião da AM) deverá motivar alterações a curto prazo no regulamento municipal de compensação.
Se tal não acontecer estamos convictos que o grupo independente “Jonet - Cascais para Viver” denunciará novas propostas injustificáveis e desproporcionais de redução da compensação, ou seja, agirá pela melhor defesa do interesse público.
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