LUCKY STAR - Cineclube de Braga

LUCKY STAR - Cineclube de Braga Fundado por João Palhares e José Oliveira, situado no centro da cidade de Braga. Sessões todas as terças-feiras às 21h30 na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva.

Através de uma particular atenção à história de uma arte centenária, todas as terças feiras à noite um filme clássico poderá conviver com outro feito nos nossos dias, ou vice-versa, em relações que se pretendem produtivas e que suscitem o interesse e o debate. Cada sessão contará com uma folha de sala escrita originalmente para o efeito, que contextualize e analise o filme, bem como, em se justifi

cando, uma apresentação prévia. Sempre que seja possível contaremos com um convidado especial para apresentar o filme e participar em eventual discussão. Em resumo, quer-se devolver ao Cinema o seu estatuto belo e humilde de arte puramente popular que certo dia foi, pondo Braga no mapa da cinefilia que verdadeiramente importa, num gesto simples da partilha.

TERÇA-FEIRA NO CINECLUBE No mês de junho, o Lucky Star – Cineclube de Braga apresenta o ciclo “O Mestre e o Seu duplo”. ...
15/06/2026

TERÇA-FEIRA NO CINECLUBE

No mês de junho, o Lucky Star – Cineclube de Braga apresenta o ciclo “O Mestre e o Seu duplo”. A programação é constituída por dois documentários que incidem sobre a obra de um cineasta, seguidos pela exibição de um filme do mesmo. Nesta primeira edição foram escolhidos Yasujiro Ozu, apresentado por Wim Wenders, e Manoel de Oliveira, visto por João Botelho. Como é habitual, as sessões decorrem às terças-feiras na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva às 21h30.

Esta terça-feira dia 16 de junho será exibido “O Cinema, Manoel de Oliveira e Eu” (2016), realizado por João Botelho. Concebido após o falecimento de Manoel de Oliveira, esta obra apresenta-se simultaneamente como uma profunda homenagem ao prestigiado cineasta portuense e uma reflexão ensaística sobre a sétima arte, cruzando documentário eficção. Partindo de uma relação de amizade de mais de quatro décadas, Botelho conduz o espectador pelo universo criativo de Oliveira que atravessou mais de um século de cinema, revisitando os seus métodos de trabalho e as suas invenções formais. Botelho materializa, ainda neste filme, um argumento que Oliveira nunca filmou, transformando o filme num gesto de continuidade. Guiado pelo legado do mestre, o realizador permite que o cinema de Oliveira continue vivo e em movimento através do seu próprio olhar.

O filme estreou no IndieLisboa e foi exibido no Festival de Locarno, na Suíça. A obra obteve o Prémio João Sampaio na Janela Internacional de Cinema do Recife, no Brasil, e garantiu uma nomeação para Melhor Documentário em Longa-Metragem nos Prémios Sophia da Academia Portuguesa de Cinema. O elenco conta com Mariana Dias, António Durães, Maria João Pinho, Miguel Nunes e Ângela Marques. Destaca-se também Leonor Silveira, presença constante na filmografia de Oliveira por três décadas.

João Botelho é uma das figuras mais relevantes do cinema nacional, tendo dirigido filmes marcantes como “Conversa Acabada” (1982), “Os Maias” (2014) e “O Ano da Morte de Ricardo Reis” (2020), pautados pela adaptação literária e experimentação formal. Os seus trabalhos acumulam selecções em festivais de prestígio, com passagens por Cannes, Veneza e Berlim.

As sessões regulares do Lucky Star ocorrem no auditório da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva às terças-feiras, às 21h30. A entrada custa um euro para estudantes, dois euros para utentes da biblioteca e três euros para o público em geral. Os sócios do cineclube têm entrada livre.

TERÇA-FEIRA NO CINECLUBE No mês de junho, o Lucky Star – Cineclube de Braga apresenta o ciclo “O Mestre e o Seu duplo”. ...
08/06/2026

TERÇA-FEIRA NO CINECLUBE

No mês de junho, o Lucky Star – Cineclube de Braga apresenta o ciclo “O Mestre e o Seu duplo”. A programação é constituída por dois documentários que incidem sobre a obra de um cineasta, seguidos pela exibição de um filme do mesmo. Nesta primeira edição foram escolhidos Yasujiro Ozu e Manoel de Oliveira. Como é habitual, as sessões decorrem às terças-feiras na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva às 21h30.

Esta terça-feira, dia 9 de junho, o ciclo prossegue com “Crepúsculo em Tóquio” (1957), do realizador japonês Yasujiro Ozu. A narrativa centra-se em duas irmãs. A mais velha, Takako, regressa ao lar paterno para fugir de um casamento infeliz, enquanto a mais nova, Akiko, ainda lá reside. O reaparecimento inesperado da mãe, que as abandonara há vários anos, desencadeia uma série de tensões que expõem as fragilidades familiares e as dificuldades de adaptação a um Japão em rápida transformação. Situado no período do pós-guerra, o filme aborda questões como a desagregação da família tradicional, a gravidez indesejada e a distância entre gerações.

O filme integra a fase final da carreira de Ozu e apresenta os temas centrais da sua obra. Através de enquadramentos fixos e de uma encenação depurada, o realizador constrói uma reflexão sobre as transformações sociais que atravessaram o Japão. Embora tenha tido menor destaque, “Crepúsculo em Tóquio” foi progressivamente reavaliado pela crítica e pelos estudos de cinema, sendo hoje considerado uma obra importante para compreender a evolução temática de Ozu e a representação das mudanças sociais no Japão da década de 1950.

Yasujirō Ozu é hoje reconhecido como uma das figuras fundamentais da história do cinema. Autor de obras como “Primavera Tardia” (1949), “Início do Verão” (1951), “Viagem a Tóquio” (1953) e “Bom Dia” (1959), desenvolveu uma linguagem cinematográfica singular que influenciou sucessivas gerações de cineastas. Realizadores tão distintos como Wim Wenders, Jim Jarmusch, Aki Kaurismäki, Hou Hsiao-hsien, Hirokazu Kore-eda ou Abbas Kiarostami reconheceram a importância da sua obra, destacando a forma como Ozu transformou o quotidiano e os pequenos gestos em matéria cinematográfica.

As sessões regulares do Lucky Star ocorrem no auditório da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva às terças-feiras, às 21h30. A entrada custa um euro para estudantes, dois euros para utentes da biblioteca e três euros para o público em geral. Os sócios do cineclube têm entrada livre.

02/06/2026

JUNHO NO CINECLUBE

No mês de junho, o Lucky Star – Cineclube de Braga, apresenta o ciclo “O Mestre e o Seu duplo”. A programação é constituída por dois documentários que incidem sobre a obra de um cineasta, seguidos pela exibição de um filme do mesmo. Nesta primeira edição, foram escolhidos Yasujiro Ozu, apresentado por Wim Wenders, e Manoel de Oliveira, visto por João Botelho. Como é habitual, as sessões decorrem às terças-feiras na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, às 21h30. O projecto de cinema ao ar livre “Fora de Portas” volta às ruas de Braga em junho também.

Esta segunda-feira à noite, dia 1, às 21h30, na Praça António Losa, decorre a segunda sessão de cinema ao ar livre do ciclo “Fora de Portas”. Será exibido o filme “Onde F**a a Casa do Meu Amigo” (1987) do realizador iraniano de Abbas Kiarostami.

Na terça, 2 de junho, arranca o ciclo de cinema regular na BLCS, onde será exibido “Tokyo-Ga” (1985) de Wim Wenders. O realizador viaja até Tóquio em busca da cidade imortalizada por Yasujiro Ozu.

No dia 9, o ciclo prossegue com um filme de Yasujiro Ozu: “Crepúsculo em Tóquio” (1957). Este drama familiar, acompanha duas irmãs que enfrentam crises paralelas: o abandono materno, uma gravidez indesejada e conflitos conjugais.

Na terça 16, o ciclo é a vez de “O Cinema, Manoel de Oliveira e Eu” (2016) de João Botelho. Mais do que um retrato, a obra funde documentário e ficção: Botelho realiza um argumento que Oliveira nunca filmou, transformando o filme num gesto de continuidade.

No dia 30 de junho, o ciclo encerra com a versão restaurada de“Aniki-Bóbó” (1942) do eterno Manoel de Oliveira. A narrativa centra-se em Carlitos, o sonhador tímido, e Eduardinho, o líder destemido. Ambos cortejam Teresinha, a única rapariga do grupo. A tensão aumenta entre os rapazes e o grupo vira-se contra Carlitos.

As sessões do Lucky Star ocorrem no auditório da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva às terças-feiras às 21h30. A entrada custa um euro para estudantes, dois euros para utentes da biblioteca e três euros para o público em geral. Os sócios do cineclube têm entrada livre.

TERÇA-FEIRA NO CINECLUBE  No mês de junho, o Lucky Star – Cineclube de Braga, apresenta o ciclo “O Mestre e o Seu duplo”...
02/06/2026

TERÇA-FEIRA NO CINECLUBE

No mês de junho, o Lucky Star – Cineclube de Braga, apresenta o ciclo “O Mestre e o Seu duplo”. A programação é constituída por dois documentários que incidem sobre a obra de um cineasta, seguidos pela exibição de um filme do mesmo. Nesta primeira edição, foram escolhidos Yasujiro Ozu, apresentado por Wim Wenders, e Manoel de Oliveira, visto por João Botelho. Como é habitual, as sessões decorrem às terças-feiras na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, às 21h30.

Esta terça-feira, dia 2 de junho, o ciclo abre com o documentário “Tokyo-Ga” (1985), do realizador alemão Wim Wenders. Realizado durante uma viagem a Tóquio, o filme parte da admiração de Wim Wenders pelo cinema de Yasujirō Ozu, particularmente por obras como “Viagem a Tóquio”(1953). Entre imagens da cidade contemporânea, salas de pachinko, comboios, ruas e centros comerciais, Wenders procura vestígios do Japão filmado por Ozu, confrontando-se simultaneamente com a modernização acelerada e a transformação cultural do país.

Mais do que um documentário convencional, “Tokyo-Ga” assume a forma de diário de viagem e ensaio cinematográfico, cruzando observação documental, homenagem cinéfila e reflexões pessoais do realizador. O filme inclui ainda encontros com colaboradores próximos de Ozu, como o actor Chishū Ryū e o director de fotografia Yuharu Atsuta, bem como uma breve aparição do realizador Werner Herzog.

Figura central do Novo Cinema Alemão, Wim Wenders desenvolveu uma filmografia notável. Entre os seus filmes mais reconhecidos destacam-se “Paris, Texas” (1984), “As Asas do Desejo” (1987), “Lisbon Story” (1994) e o documentário “Buena Vista Social Club”(1999). Ao longo das décadas, “Tokyo-Ga” tornou-se uma obra de referência do ensaio cinematográfico, sendo frequentemente discutido pela forma como articula cinefilia com o diário de viagem e como reflecte sobre o desaparecimento de certos espaços e modos de vida. Partindo da homenagem, o filme mostra Tóquio como um lugar de memória cinematográfica e de observação das transformações culturais impulsionadas pelas novas tecnologias e pelo consumismo, problematizando a saturação visual da modernidade a par da sobrevivência da sétima arte.

As sessões regulares do Lucky Star ocorrem no auditório da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva às terças-feiras, às 21h30. A entrada custa um euro para estudantes, dois euros para utentes da biblioteca e três euros para o público em geral. Os sócios do cineclube têm entrada livre.

JUNHO NO CINECLUBENo mês de junho, o Lucky Star – Cineclube de Braga, apresenta o ciclo “O Mestre e o Seu duplo”. A prog...
01/06/2026

JUNHO NO CINECLUBE

No mês de junho, o Lucky Star – Cineclube de Braga, apresenta o ciclo “O Mestre e o Seu duplo”. A programação é constituída por dois documentários que incidem sobre a obra de um cineasta, seguidos pela exibição de um filme do mesmo. Nesta primeira edição, foram escolhidos Yasujiro Ozu, apresentado por WimWenders, e Manoel de Oliveira, visto por João Botelho. Como é habitual, as sessões decorrem às terças-feiras na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, às 21h30. O projecto de cinema ao ar livre “Fora de Portas” volta às ruas de Braga em junho também.

Esta segunda-feira à noite, dia 1, às 21h30, na Praça António Losa, decorre a segunda sessão de cinema ao ar livre do ciclo “Fora de Portas”. Será exibido o filme “Onde F**a a Casa do Meu Amigo” (1987) do realizador iraniano de Abbas Kiarostami. A narrativa centra-se em Ahmed, um rapaz de oito anos, que levou por engano o caderno do seu amigo Mohammad. Para que não seja expulso da escola, Ahmed parte em busca da casa do amigo, na aldeia vizinha. A sessão Fora de Portas é gratuita e indicada para toda a família.

Na terça, 2 de junho, arranca o ciclo de cinema regular na BLCS, onde será exibido “Tokyo-Ga” (1985) de Wim Wenders. O realizador viaja até Tóquio em busca da cidade imortalizada por Yasujiro Ozu. Acompanhado por Ed Lachmann, o realizador confronta a modernidade dos anos 80 com a obra do mestre japonês.

No dia 9, o ciclo prossegue com um filme de Yasujiro Ozu: “Crepúsculo em Tóquio” (1957). Este drama familiar, acompanha duas irmãs que enfrentam crises paralelas: o abandono materno, uma gravidez indesejada e conflitos conjugais.

Na terça 16, o ciclo é a vez de “O Cinema, Manoel de Oliveira e Eu” (2016) de João Botelho. Mais do que um retrato, a obra funde documentário e ficção: Botelho realiza um argumento que Oliveira nunca filmou, transformando o filme num gesto de continuidade.

No dia 30 de junho, o ciclo encerra com a versão restaurada de“Aniki-Bóbó” (1942) do eterno Manoel de Oliveira. A narrativa centra-se em Carlitos, o sonhador tímido, e Eduardinho, o líder destemido. Ambos cortejam Teresinha, a única rapariga do grupo. A tensão aumenta entre os rapazes e o grupo vira-se contra Carlitos.

As sessões do Lucky Star ocorrem no auditório da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva às terças-feiras às 21h30. A entrada custa um euro para estudantes, dois euros para utentes da biblioteca e três euros para o público em geral. Os sócios do cineclube têm entrada livre.

CINEMA FORA DE PORTAS — ENTRADA LIVRENa segunda-feira, 1 de junho, às 21h30, realizar-se-á a segunda sessão de cinema ao...
31/05/2026

CINEMA FORA DE PORTAS — ENTRADA LIVRE

Na segunda-feira, 1 de junho, às 21h30, realizar-se-á a segunda sessão de cinema ao ar livre do ciclo “Fora de Portas”, na Praça António Losa. Será exibido o filme “Onde F**a a Casa do Meu Amigo” (1987) do realizador iraniano de Abbas Kiarostami. A narrativa centra-se em Ahmed, um rapaz de oito anos, que levou por engano o caderno do seu amigo Mohammad. Para que o seu amigo não seja expulso da escola, Ahmed parte em busca da casa de Mohammad, na aldeia vizinha.

Frequentemente centrado no olhar infantil, na paisagem rural iraniana e em dilemas morais simples, Abbas Kiarostami foi uma das figuras centrais da Nova Vaga Iraniana e um dos cineastas mais influentes do cinema contemporâneo. Ganhou reconhecimento internacional com filmes como “Onde F**a a Casa do Meu Amigo?” (1987), “Close-Up” (1990), “O Sabor da Cereja” (1997) — vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes — e “O Vento Levar-nos-á” (1999).

A sessão Fora de Portas tem o apoio da Câmara Municipal de Braga e da Faz Cultura. A entrada é gratuita e indicada para toda a família.

Encontra aqui a localização da sessão: https://maps.app.goo.gl/5yb7r5RZT6hNr4z67?g_st=ic

30/05/2026

CINEMA FORA DE PORTAS — ENTRADA LIVRE

Na segunda-feira, 1 de junho, às 21h30, realizar-se-á a segunda sessão de cinema ao ar livre do ciclo “Fora de Portas”, na Praça António Losa. Será exibido o filme “Onde F**a a Casa do Meu Amigo” (1987) do realizador iraniano de Abbas Kiarostami. A narrativa centra-se em Ahmed, um rapaz de oito anos, que levou por engano o caderno do seu amigo Mohammad. Para que o seu amigo não seja expulso da escola, Ahmed parte em busca da casa de Mohammad, na aldeia vizinha.

Frequentemente centrado no olhar infantil, na paisagem rural iraniana e em dilemas morais simples, Abbas Kiarostami foi uma das figuras centrais da Nova Vaga Iraniana e um dos cineastas mais influentes do cinema contemporâneo. Ganhou reconhecimento internacional com filmes como “Onde F**a a Casa do Meu Amigo?” (1987), “Close-Up” (1990), “O Sabor da Cereja” (1997) — vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes — e “O Vento Levar-nos-á” (1999).

A sessão Fora de Portas tem o apoio da Câmara Municipal de Braga e da Faz Cultura. A entrada é gratuita e indicada para toda a família.

TERÇA-FEIRA NO CINECLUBE— Com presença do realizador, André Gil MataEm maio, o Lucky Star – Cineclube de Braga, promove ...
25/05/2026

TERÇA-FEIRA NO CINECLUBE

— Com presença do realizador, André Gil Mata

Em maio, o Lucky Star – Cineclube de Braga, promove o cinema português que, com diferentes linguagens, inquietações e estéticas, tem vindo a renovar o panorama do cinema nacional. Com o título: “Novíssimo Cinema Português”, o ciclo junta filmes diversos que, através da experimentação, do documentário contemplativo ou da ficção, revelam o presente do nosso cinema. Como é habitual, o ciclo regular decorre às terças-feiras na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva às 21h30.

Esta terça-feira, dia 26 de maio, o ciclo encerra com “Sob a Chama da Candeia” (2024), de André Gil Mata, que estará presente na sessão. Ambientado no Norte de Portugal, o filme acompanha Alzira e Beatriz, duas mulheres que partilham há décadas o espaço de uma antiga casa senhorial marcada pela passagem do tempo e pelas memórias. Interpretadas por Eva Ras e Márcia Breia, as personagens movem-se num espaço doméstico fechado, onde os gestos quotidianos, os objectos e a rotina assumem um papel central na construção narrativa.

Filmado em 16mm, “Sob a Chama da Candeia” privilegia planos longos e uma mise-en-scène centrada na duração, no silêncio e na observação do espaço. O filme atravessa diferentes temporalidades dentro da mesma casa, explorando temas como a memória, o envelhecimento, a condição feminina e as relações de classe. Foiparcialmente inspirado nas memórias familiares do realizador.

O filme estreou no FIDMarseille, integrando a competição Ciné+, e passou posteriormente pelo Festival de Cinema de Sevilha. A crítica destacou particularmente o trabalho de fotografia de Frederico Lobo, a montagem de Claire Atherton (colaboradora regular de Chantal Akerman) e o modo como o filme articula espaço e tempo, através da encenação.

André Gil Mata tem desenvolvido uma obra marcada pela atenção ao tempo, à materialidade dos espaços e à dimensão sensorial da imagem. Formado na Film Factory de Béla Tarr, em Sarajevo, o realizador é também autor de filmes como “Cativeiro” (2012), “Como Me Apaixonei por Eva Ras” (2016) e “A Árvore” (2018). O realizador integra, ainda, a Rua Escura Filmes, cooperativa de produção cinematográfica independente fundada em 2020, no Porto.

As sessões regulares do Lucky Star ocorrem no auditório da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva às terças-feiras, às 21h30. A entrada custa um euro para estudantes, dois euros para utentes da biblioteca e três euros para o público em geral. Os sócios do cineclube têm entrada livre.

Endereço

Biblioteca Lúcio Craveiro Da Silva
Braga

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