Unidos Por Arões

Unidos Por Arões Repensar Arões, Rumo à Mudança Independentes e livres de partidos políticos, trabalhamos por Arões e por todos que nos elegeram.

Somos um grupo de Aroenses que concorreu à Junta de Freguesia de Arões em Setembro de 2021 e embora nao tenhamos conseguido alcançar o pretendido elegemos 3 membros da assembleia de freguesia. Terra de gente trabalhadora, com uma beleza ímpar merece que se faça mais e melhor. Somos um grupo polivalente, com características bastante diferenciadoras, mas com uma em comum, o amor por esta terra. Estes somos nós que trabalharemos todos os dias por a nossa terra.

10/10/2025
Última intervenção do movimento UNIDOS POR ARÕES na Assembleia de FreguesiaNA DEFESA DA SAÚDE NA NOSSA TERRASATISFAÇÃO D...
09/10/2025

Última intervenção do movimento UNIDOS POR ARÕES na Assembleia de Freguesia
NA DEFESA DA SAÚDE NA NOSSA TERRA
SATISFAÇÃO DE DEVER CUMPRIDO
Nos últimos dois anos, o movimento independente Unidos Por Arões tem direcionado os seus esforços para garantir a preservação dos cuidados de saúde primários de proximidade, dedicando especial atenção à Extensão de Saúde de Arões. Estes esforços têm sido conduzidos no âmbito da Assembleia de Freguesia de Arões, identificada como o espaço legítimo onde os representantes eleitos assumem o compromisso moral e institucional de defender os interesses e o futuro da nossa comunidade.
Ao longo deste percurso, temos enfrentado de forma recorrente uma Junta de Freguesia, sustentada por uma maioria absoluta na Assembleia de Freguesia, desprovida de uma visão estratégica, sem prioridades claras e orientada por decisões meramente circunstanciais. No que toca à área da saúde, é evidente a sensação de que não só abdicaram do dever de proteger os interesses dos Aroenses, como também, em diversas ocasiões, procuraram dificultar os esforços do movimento Unidos Por Arões nesse âmbito.
Tal comportamento levanta uma reflexão profunda sobre os valores da transparência e democracia no contexto local. Que tipo de democracia é a nossa, quando uma maioria dominante no poder impede que as propostas da oposição possam sequer ser debatidas em plenário? O problema não reside em concordar ou discordar de ideias, mas sim em bloquear totalmente a sua discussão num fórum que deveria representar o expoente máximo da prática democrática na freguesia, ou seja, a Assembleia de Freguesia.
Face à relevância da questão e às barreiras impostas, recorremos em duas ocasiões a um mecanismo legal que nos assiste: o pedido de convocação de Assembleias Extraordinárias. Tal iniciativa foi possível graças à representatividade de um terço dos nove membros que compõem a Assembleia de Freguesia. Contudo, mesmo com esse respaldo legal, os prazos estabelecidos por lei para a convocação dessas sessões não foram respeitados, como ficou patente no caso desta Assembleia Extraordinária.
Ao longo destes dois anos, temos reiterado a necessidade de compromissos concretos e institucionais que salvaguardem a continuidade e a valorização da Extensão de Saúde de Arões, no âmbito do processo de descentralização de competências no setor da saúde. A nossa principal preocupação reside em assegurar que tanto a geração presente como as futuras possam continuar a usufruir dos serviços de saúde prestados pela Unidade de Arões, tal como tem ocorrido, de forma consistente, ao longo dos últimos 45 anos. Esta posição torna-se ainda mais premente se tivermos em linha de conta não só as cerca de 20 povoações dispersas pela freguesia mais extensa do concelho, como um elevado índice de envelhecimento demográfico e a vulnerabilidade do nosso tecido social.
Apesar destas adversidades, temos conduzido esta luta quase sempre isolados, confrontando uma Junta de Freguesia que se distancia das suas responsabilidades e, por vezes, recorre a práticas pouco democráticas. Tal postura revela-se nas manipulações exercidas sobre os trabalhos da Assembleia. Verificamos também uma falta de lealdade institucional, ao esconder informação importante, faltar à verdade, condicionar as tomadas de decisão e obstaculizar a ação fiscalizadora e institucional da Assembleia de Freguesia.
Contudo, nunca abandonámos o nosso propósito, e a nossa presença aqui hoje é prova disso. Estamos aqui porque, na última sessão ordinária da Assembleia de Freguesia, realizada a 20 de setembro, mais uma vez a maioria CDS impediu que uma proposta da UPA, relacionada com a Extensão de Saúde de Arões, fosse discutida.
De forma algo curiosa, ou talvez previsível, constatamos que, em pouco mais de uma semana após este episódio, ocorreram avanços mais relevantes do que aqueles registados nos quase dois anos dedicados a esta causa. A esta evolução parece não ser indiferente a proximidade das eleições autárquicas e a pressão gerada pelo nosso pedido para convocar uma Assembleia Extraordinária.
Podemos confirmar essa evolução consultando as deliberações públicas da última reunião da Câmara Municipal, realizada a 30 de setembro. Durante essa sessão, foi aprovado o protocolo entre a Câmara Municipal e a Junta de Freguesia relativo à gestão e operação da Extensão de Saúde de Arões. No entanto, apesar de uma ligeira alteração em relação à proposta original, o protocolo, por si só, não garante as condições mínimas indispensáveis para assegurar, de forma estável, a continuidade desta unidade de saúde numa perspetiva de médio e longo prazo.
No entanto, durante essas deliberações, foi aprovada uma proposta do vereador Tiago Fernandes, que vem complementar o protocolo e reforçar o compromisso da Câmara Municipal em garantir o funcionamento desta Unidade de Saúde.
Agradecemos ao vereador Tiago Fernandes pela sua notável sensibilidade e pelo valioso contributo na procura de uma solução mais equilibrada e justa, em defesa de Arões e da sua comunidade.
Entendemos que este compromisso institucional, em parte ainda dependente de aprovação da Assembleia Municipal, já é um passo importante, na resposta às garantias exigidas, contudo deixa ainda em aberto a necessidade de garantias adicionais por parte do município. Nesse sentido, apresentamos uma moção para ser colocada a votação pelo plenário, com o objetivo de reforçar essas garantias.
(O Movimento independente Unidos Por Arões – UPA, apresentou uma moção que visa a obtenção de um compromisso formal por parte do município que garanta a presença permanente de um médico de família em Arões – a moção foi aprovada por unanimidade do plenário, seguindo agora os trâmites legais)
Aos futuros órgãos autárquicos, que serão eleitos nas próximas eleições de 12 de outubro, caberá a responsabilidade de aprofundar este compromisso, colocando sempre em primeiro lugar os superiores interesses dos Aroenses. Porque em Arões, a saúde foi, é e continuará a ser um tema central para todos os que prezam estas terras e honram o legado das gerações que nos precederam.
O Movimento Independente Unidos por Arões (UPA) cessará automaticamente a sua atividade, a partir de 12 de outubro. Ao longo dos últimos quatro anos, dedicamo-nos com empenho à defesa dos interesses da população e à preservação dos valores que definem a nossa identidade local, ao mesmo tempo que tentamos promover os princípios democráticos que deveriam nortear a ação coletiva.
Apesar das limitações e adversidades enfrentadas, mantivemos o nosso compromisso inabalável com a construção de uma comunidade Aroense mais próspera, justa e progressista. Concluímos este percurso com a tranquilidade de quem cumpriu o seu dever, formulando votos de sucesso aos próximos representantes autárquicos.
Arões, 8 de Outubro de 2025
UPA – Unidos Por Arões

TEMPO DE BALANÇO E REFLEXÃOQuase quatro anos passados, novo ciclo político se avizinha, cumpre-me dar nota do trabalho e...
22/09/2025

TEMPO DE BALANÇO E REFLEXÃO
Quase quatro anos passados, novo ciclo político se avizinha, cumpre-me dar nota do trabalho efetuado.
Em 2021 apresentámos um projeto que, após escrutínio democrático, não foi escolhido pela maioria dos Aroenses. No entanto, e respeitando os princípios da democracia, dedicámos todo o nosso esforço para assegurar a sua implementação e execução. Fizemo-lo com empenho e responsabilidade, conscientes do nosso dever.
Apesar de defendermos temas que sempre considerámos prioritários e estratégicos para a nossa comunidade — como o abastecimento de água ao domicílio, o saneamento básico e uma cobertura eficaz de Internet — sentimos que caminhámos sozinhos, isolados, e infelizmente não conseguimos alcançar o sucesso desejado. No entanto, graças à nossa persistência e resiliência, foi possível alcançar algumas melhorias importantes, tais como:
– Descentralizámos as Assembleias pelas diferentes povoações da freguesia, tornando-as mais democráticas e participativas.
- Incentivámos uma maior exigência de rigor e profissionalismo nos trabalhos dessas Assembleias, contribuindo para a elaboração de atas mais detalhadas e para a sua publicação na página web da freguesia.
- Lutámos por maior transparência na ação da Junta de Freguesia, questionando continuamente decisões e processos. Da mesma forma que nos predispusemos, por diversas vezes, a trabalhar em conjunto. Enfrentámos sempre resistência por parte de uma Junta, fechada sobre si mesma e apoiada numa maioria absoluta silenciosa.
De forma recorrente, os nossos pedidos de esclarecimentos sobre o planeamento e desenvolvimento de obras e projetos foram ignorados, desrespeitando a legislação vigente.
Uma das nossas maiores batalhas nos últimos dois anos foi levar à discussão o futuro da Extensão de Saúde de Arões, no contexto da transferência de competências na área da saúde. A ausência de garantias formais por parte do município gerou preocupações legítimas sobre a segurança desse processo. Em sede de Assembleia de Freguesia apresentámos exposições, propostas, requerimentos, moções e pedidos de Assembleias Extraordinárias. Num tema tão sensível como este, sentimos, muitas vezes, que a Junta de Freguesia e a maioria CDS-PP, atuaram mais como força de bloqueio do que como verdadeiros defensores dos interesses relacionados com a saúde na nossa terra. Este debate ainda não está encerrado e continuará na agenda dos novos órgãos autárquicos.
Infelizmente, outras propostas e sugestões que apresentámos também não avançaram, tais como:
- A elaboração de um projeto abrangente na “Zona de Lazer” do Moinho Novo;
- A criação de um Posto Avançado de Socorro na Serra;
- Análises às águas públicas domésticas e dos fontanários;
- O acesso e ligação à praia da Carriça;
- Formação e instalação de um desfibrilhador, vital em situações urgentes.
Apesar deste contexto desfavorável permanecemos firmes e determinados na nossa luta.
Também levámos as nossas preocupações à Assembleia Municipal de Vale de Cambra, em 27 de junho de 2025, onde dois representantes do UPA subiram ao púlpito para denunciar diversas situações vividas na Serra e pela comunidade de Arões.
Sinto alguma frustração, mas com a consciência do dever cumprido. Gosto de desafios e luto sempre pela vitória. Aqui saio com a sensação que ganhava os assaltos, mas não a contenda. Francamente, e não duvidando das boas intenções e gosto pela terra do atual executivo, entendo que se encontra esgotado, sem visão estratégica e completo desnorte.
Novo ciclo vai começar em breve - estou fora do processo - mas esperemos que novos ventos tragam prosperidade com gente capaz, competente, arrojada, dinâmica, ambiciosa, com carácter e sobretudo com rumo e vontade de vencer.
Por último não podia deixar de manifestar publicamente o meu apreço e profunda gratidão pelo empenho, disponibilidade e competência demonstrada pelos meus companheiros de luta na defesa intransigente dos interesses e melhoria das condições de vida dos Aroenses.
Para a nossa comunidade votos de melhores dias, muita saúde e que nunca desistam.
Um abraço,
Altino Gonçalves

PRÓXIMA ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE ARÕES É NA AGUALVAPor proposta do movimento independente "Unidos Por Arões - UPA", ao...
16/09/2025

PRÓXIMA ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE ARÕES É NA AGUALVA

Por proposta do movimento independente "Unidos Por Arões - UPA", ao longo deste mandato a realização das Assembleia de Freguesia foram descentralizadas pelas diversas povoações da freguesia.

Assim, já se realizaram sessões em: Arões; Cabrum; Felgueira; Campo de Arca – Cercal; Souto Mau – Lameiras; Salgueira - Chão do Carvalho; Ervedoso e Mouta Velha - Carvalhal do Chão. A próxima e última deste mandato realiza-se este sábado pelas 18h00 na Agualva.

Fazemos votos para que no novo mandato, independentemente de quem ganhe, esta prática tenha continuidade.

Para reflexão....Para os menos atentos ou com falhas de memória, temos vindo a apresentar o manifesto eleitoral do CDS-P...
12/09/2025

Para reflexão....

Para os menos atentos ou com falhas de memória, temos vindo a apresentar o manifesto eleitoral do CDS-PP Arões onde constam as promessas efetuadas para o quadriénio 2021-2025.
A menos de um mês do término do mandato cumpre-nos efetuar o balanço e respetivo grau de concretização.
UPA

FREGUESIA DE ARÕES E OS COMPROMISSOS DE HÁ 4 ANOSPara avivar um pouco a memória, propomos hoje uma análise centrada nas ...
05/09/2025

FREGUESIA DE ARÕES E OS COMPROMISSOS DE HÁ 4 ANOS

Para avivar um pouco a memória, propomos hoje uma análise centrada nas seguintes áreas: Turismo, Agricultura e Desenvolvimento Rural.

Sob a liderança do CDS-PP, esta Junta de Freguesia de Arões tem sido responsável pela gestão dos destinos da nossa comunidade desde setembro de 2021. O atual executivo, com uma ampla maioria absoluta, conta ainda com um apoio político favorável quer na Câmara Municipal, quer na Assembleia Municipal de Vale de Cambra. Este cenário privilegiado ofereceu condições únicas para impulsionar projetos e honrar os compromissos firmados junto dos eleitores.

Com o final do mandato a aproximar-se, é legítimo questionar: até que ponto as metas e promessas apresentadas no programa eleitoral do CDS-PP foram realmente cumpridas?

F**a o convite para uma reflexão individual sobre este tema.

FREGUESIA DE ARÕES E OS COMPROMISSOS DE HÁ 4 ANOSPara avivar um pouco a memória, propomos hoje uma análise centrada nas ...
30/08/2025

FREGUESIA DE ARÕES E OS COMPROMISSOS DE HÁ 4 ANOS

Para avivar um pouco a memória, propomos hoje uma análise centrada nas seguintes áreas: Educação, Associativismo, Cultura e Desporto

Sob a liderança do CDS-PP, esta Junta de Freguesia de Arões tem sido responsável pela gestão dos destinos da nossa comunidade desde setembro de 2021. O atual executivo, com uma ampla maioria absoluta, conta ainda com um apoio político favorável quer na Câmara Municipal, quer na Assembleia Municipal de Vale de Cambra. Este cenário privilegiado ofereceu condições únicas para impulsionar projetos e honrar os compromissos firmados junto dos eleitores.

Com o final do mandato a aproximar-se, é legítimo questionar: até que ponto as metas e promessas apresentadas no programa eleitoral do CDS-PP foram realmente cumpridas?

F**a o convite para uma reflexão individual sobre este tema.

QUAL O NIVEL DE CONCRETIZAÇÃO DOS COMPROMISSOS ASSUMIDOS EM 2021?Considera que o desempenho da Junta de Freguesia é dign...
27/08/2025

QUAL O NIVEL DE CONCRETIZAÇÃO DOS COMPROMISSOS ASSUMIDOS EM 2021?
Considera que o desempenho da Junta de Freguesia é digno da confiança que os cidadãos de Arões nela depositaram?

Sob a liderança do CDS/PP, esta Junta de Freguesia de Arões tem conduzido os destinos da nossa comunidade desde setembro de 2021. O atual executivo dispõe de uma maioria absoluta em Arões e beneficia de um cenário político amplamente propício na Câmara Municipal e na Assembleia Municipal de Vale de Cambra. Estas circunstâncias favoráveis proporcionaram, ao longo dos últimos quatro anos, uma oportunidade excecional para avançar nos projetos e cumprir os compromissos assumidos com os eleitores.

Sem margem para desculpas e com o término do mandato a aproximar-se, é oportuno questionar até que ponto os objetivos propostos no programa eleitoral do CDS/PP foram efetivamente concretizados.

Hoje propomos para analisar as seguintes áreas: Saúde, Água, Saneamento, Rede de transportes.
F**a o desafio para cada um fazer a sua própria reflexão.

QUAL O NIVEL DE CONCRETIZAÇÃO DOS COMPROMISSOS ASSUMIDOS EM 2021?Considera que o desempenho da Junta de Freguesia é dign...
19/08/2025

QUAL O NIVEL DE CONCRETIZAÇÃO DOS COMPROMISSOS ASSUMIDOS EM 2021?
Considera que o desempenho da Junta de Freguesia é digno da confiança que os cidadãos de Arões nela depositaram?

Sob a liderança do CDS/PP, esta Junta de Freguesia de Arões tem conduzido os destinos da nossa comunidade desde setembro de 2021. O atual executivo dispõe de uma maioria absoluta em Arões e beneficia de um cenário político amplamente propício na Câmara Municipal e na Assembleia Municipal de Vale de Cambra. Estas circunstâncias favoráveis proporcionaram, ao longo dos últimos quatro anos, uma oportunidade excecional para avançar nos projetos e cumprir os compromissos assumidos com os eleitores.

Sem margem para desculpas e com o término do mandato a aproximar-se, é oportuno questionar até que ponto os objetivos propostos no programa eleitoral do CDS/PP foram efetivamente concretizados.

Hoje propomos para analisar as seguintes áreas: Indústria, Segurança, Acessibilidades e Toponímica.
F**a o desafio para cada um fazer a sua própria reflexão.

UNIDOS POR ARÕES PARTILHOU REFLEXÃO NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE VALE DE CAMBRA  No dia 27 de junho, um representante do m...
04/07/2025

UNIDOS POR ARÕES PARTILHOU REFLEXÃO NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE VALE DE CAMBRA
No dia 27 de junho, um representante do movimento de cidadãos aroenses UPA – Unidos Por Arões, participou na Assembleia Municipal de Vale de Cambra, onde apresentou uma reflexão sobre os desafios da gestão autárquica em regiões menos desenvolvidas.
A intervenção resultou de uma análise aprofundada sobre questões ligadas à cidadania, ao exercício do poder em áreas rurais e às dificuldades associadas a uma administração autárquica moderna.
Segue-se o texto da apresentação realizada na Assembleia Municipal de Vale de Cambra.

Cidadania e poder – O voto como moeda de troca
DESAFIOS DA GESTÃO AUTÁRQUICA NAS REGIÕES MENOS DESENVOLVIDAS

Nos meios rurais menos desenvolvidos, a política tende a afastar-se do seu objetivo central que é promover o desenvolvimento social e a coesão comunitária. Muitas vezes, o exercício do poder transforma-se num processo opaco, desvinculado de princípios éticos e de responsabilidades coletivas. Aqui, existe uma permanente tentação de se instalarem práticas de poder, distorcidas e sedimentadas ao longo dos anos, marcadas por um autoritarismo dissimulado. Nestes contextos, os dirigentes locais assumem comportamentos quase soberanos, ditando arbitrariamente decisões e rumos de acordo com as suas conveniências pessoais ou dos seus apoiantes mais próximos.

Em certas localidades, o voto perde o seu caráter democrático, transformando-se numa espécie de "moeda de troca". O acesso a "melhoramentos" ou apoios específicos, é frequentemente condicionado pela lealdade política e pela aceitação tácita de sistemas de favorecimento. A inclusão e os privilégios dependem do apoio incondicional aos detentores do poder, enquanto que quem desafia este modelo enfrenta represálias subtis, como ameaças veladas, isolamento social ou negligência administrativa deliberada.

Esta distorção do propósito fundamental da política resulta na sua instrumentalização para fortalecer interesses específicos, em vez de servir o bem coletivo. Estes sistemas sustentam-se em estratégias de dependência institucionalizada, no medo cultivado e na ausência de alternativas reais. Quando um autarca interpreta o seu cargo como uma extensão quase feudal da sua influência sobre o destino da comunidade, instala-se um regime autoritário mascarado pela aparência democrática.

Além disso, muitos destes dirigentes demonstram uma reduzida capacidade para lidar com as exigências da gestão pública contemporânea. O desenvolvimento sustentável, a valorização cultural ou a preservação ambiental raramente entram nas suas prioridades ou são integrados nas aspirações locais. Em vez disso, prevalece a estagnação económica e social, agravada por uma ausência contínua de investimentos estruturais e pela repetição de políticas arcaicas que parecem presas ao passado.

Outro problema recorrente é a má gestão dos recursos públicos. Muitas vezes desprovidos de planeamento estratégico, os investimentos são orientados para resultados eleitorais imediatistas. Assim, privilegia-se a realização de iniciativas visíveis e superficiais – como obras cosméticas – em detrimento de projetos que respondam às necessidades estruturais das comunidades. Tal abordagem não só perpetua os problemas existentes como também condena estas regiões a ciclos contínuos de retrocesso.

Esta desconexão com as comunidades enfraquece o tecido social local e alimenta o pessimismo coletivo. A saturação dos cidadãos face às promessas incumpridas e a desconfiança generalizada nas instituições criam um terreno fértil para a resignação e o conformismo coletivo. O envelhecimento populacional, aliado à baixa literacia cívica e ao isolamento geográfico típico destas regiões, acentua ainda mais este ciclo vicioso, limitando a aplicação de possíveis soluções inovadoras.

A passividade – ou até a conivência – dos partidos políticos perante estas práticas contribui para o declínio dos valores democráticos. Quando os interesses partidários e pessoais se sobrepõem às necessidades locais, alimentam-se modelos ultrapassados que condenam as futuras gerações à ausência de alternativas e ao abandono progressivo.

Para superar este cenário, é essencial adotar um compromisso verdadeiramente transformador. É imperativo investir na formação técnica e cívica dos dirigentes autárquicos, reforçar os mecanismos institucionais que previnam abusos de poder e revitalizar o papel dos órgãos de comunicação social e das associações locais enquanto agentes promotores da fiscalização pública. Desta forma, será possível fomentar um espaço onde a pluralidade de vozes seja respeitada e onde cada cidadão se sinta representado com justiça e dignidade.

Nenhuma comunidade deve estar sujeita à arbitrariedade daqueles que confundem serviço público com um direito absoluto sobre os destinos coletivos. É crucial resgatar o significado da cidadania ativa e devolver à política o seu propósito primordial: servir os cidadãos com responsabilidade, sem exclusões, promovendo um futuro comunitário baseado na integridade e na partilha.
UPA | junho | 2025

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