19/09/2026
Na França, uma lei mudou a forma como grandes supermercados lidam com alimentos que não foram vendidos.
Desde 2016, supermercados com mais de 400 metros quadrados precisam estabelecer acordos com instituições de caridade ou bancos de alimentos para facilitar a doação de produtos que ainda estão próprios para o consumo.
A proposta é simples: uma comida que continua segura não deve ser descartada apenas porque não foi vendida ou porque está perto do fim do período de comercialização.
Em vez de ir para o lixo, esses alimentos podem chegar a pessoas atendidas por organizações sociais.
E quando já não são adequados para o consumo humano, a legislação estabelece uma ordem de prioridades para incentivar outros destinos, como alimentação animal, compostagem ou aproveitamento energético.
A medida surgiu diante de um problema que parecia contraditório: enquanto supermercados descartavam alimentos que ainda poderiam ser aproveitados, organizações sociais buscavam produtos para ajudar famílias em situação de necessidade.
O limite de 400 metros quadrados também é importante porque inclui muitos supermercados além dos grandes hipermercados.
A ideia por trás da regra é direta: reduzir o desperdício e dar um destino útil aos alimentos antes que eles simplesmente terminem no lixo.
Porque, se ainda pode alimentar alguém, desperdiçar deixa de ser a única opção.