02/08/2026
Hoje, nossa Paróquia Santa Marta celebra com alegria a festa de sua padroeira. Neste dia de graça, desejamos que, por sua intercessão e pelo testemunho de sua vida, todos aprendamos uma nova maneira de viver: uma vida inteiramente voltada para o Reino de Deus e para Cristo, servindo com amor, acolhendo com generosidade e testemunhando a fé nas pequenas atitudes de cada dia. Que Santa Marta nos ensine a fazer de nossa casa, de nossa comunidade e de nosso coração um lugar onde Jesus seja sempre bem recebido.
MENSAGEM A SANTA MARTA:
Marta, fizeram leitura apressada de sua vida. A sua história acabou resumida a um único instante. Bastou uma palavra de Jesus para que muitos passassem a enxergá la apenas como a mulher inquieta, ocupada demais, incapaz de parar. Como se toda a sua vida pudesse ser reduzida àquela cena. E não foi isso que Jesus pretendia, pois essa não é a verdade inteira.
Antes de qualquer correção, houve um gesto de amor. Foi você quem abriu a porta da casa. Foi você quem acolheu Jesus. Enquanto tantos o escutavam, você cuidava para que nada faltasse. Seu coração falava na linguagem do serviço. Sua maneira de amar era preparar a mesa, organizar a casa, oferecer o melhor. Isso não é um defeito. É uma vocação.
O problema nunca esteve na sua disposição para servir. Nunca esteve na prontidão das suas mãos. O problema começou quando o fazer ocupou o lugar do encontro, quando o serviço deixou de nascer da presença e passou a sufocá la. Foi isso que Jesus viu!
Ele não rejeitou o seu jeito de amar. Não pediu que você deixasse de servir. Apenas devolveu ao seu coração a ordem das coisas. Porque existe um serviço que nasce da comunhão com Deus e existe um serviço que, mesmo cheio de boas intenções, acaba nos afastando d’Ele.
Conhecemos esse caminho, Santa Marta. Muitos de nós somos pessoas que enxergam o que precisa ser feito e logo nos levantamos para agir. Já experimentamos a alegria de servir, mas também conhecemos o cansaço de servir sem permanecer. Já realizamos muitas coisas enquanto, por dentro, nos afastávamos d’Aquele por quem tudo fazemos.
Talvez seja por isso que a sua história nos alcança tão profundamente. Vemos muitos homens e mulheres vivendo assim. Pessoas generosas, incansáveis, que carregam o peso de tantas responsabilidades. Fazem muito pelos outros, mas pouco a pouco vão perdendo o contato consigo mesmas e com Deus. E, sem perceber, começam a acreditar que o problema está em serem como Marta. Não está!
O problema não é ser Marta. O problema é viver uma Marta desencontrada de si e do Senhor. Quando o coração reencontra o seu centro, o serviço deixa de ser um peso e volta a ser expressão do amor. As mãos continuam trabalhando, mas já não caminham sozinhas. A ação brota da intimidade, e a intimidade dá sentido à ação.
Talvez Jesus não esteja pedindo que façamos menos, mas esteja apenas convidando cada um de nós a permanecermos mais, porque é no coração que repousa aos pés do Mestre que as mãos encontram a força para servir sem se perder. E é desse lugar que nasce todo serviço verdadeiramente cristão!