11/06/2026
Toda transformação verdadeira encontra alguma resistência, porque deixa de ser “familiar”, “habitual”.
É assim na vida, no trabalho, dentro de casa, no desenvolvimento mediúnico…
E tem uma coisa bonita nisso: quando algo dentro da gente começa a amadurecer, nem sempre a primeira sensação é perceber que crescemos.
Às vezes a gente só percebe que começou a olhar para as mesmas coisas de um jeito diferente.
A sessão ou a gira continua acontecendo.
Os fundamentos continuam ali.
Mas algo dentro da gente começa a prestar atenção em coisas que antes passavam despercebidas.
E nesse caminho podem aparecer momentos de silêncio, introspecção ou de reflexão.
Talvez você já tenha pensado:
“Por que essa sessão ou esse conselho me tocou diferente hoje?”
“Por que estou percebendo coisas que antes eu não percebia?”
“Será que estou mudando?”
“Será que estou aprendendo um jeito novo de viver minha espiritualidade?”
Nem toda pergunta é sinal de afastamento, às vezes é só sinal de maior percepção, de mais atenção a si próprio.
Eu diria que crescer não significa virar outra pessoa. É continuar sendo quem somos só que com mais consciência, mais verdade, mais autoconfiança, mais maturidade, mais humildade e mais profundidade.
Nem todo silêncio é desinteresse.
Nem toda introspecção é dúvida.
Nem todo médium que parece diferente deixou de sentir.
Às vezes o médium só está atravessando um novo momento do caminho.
E talvez esse seja um convite para todos nós (Para quem chegou agora, quem está há anos, quem está empolgado pra um dia iniciar na Umbanda e também para quem está redescobrindo a própria caminhada).
Penso que se transformar não é abandonar a raiz. É perceber que continuamos sendo nós, só que de um jeito mais maduro.
Salve!