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A Transparência Brasil é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que atua para promover a transparência, a integridade e o controle social do poder público. A Transparência Brasil é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que atua para promover a transparência e o controle social do poder público, contribuindo para a integridade e o aperfeiçoamento das instituições, das políticas públicas e do processo democrático.

A Transparência Brasil apresentou, na última 6ª feira (14.ago.2026), recomendações para aprimorar o Painel de Remuneraçã...
19/08/2026

A Transparência Brasil apresentou, na última 6ª feira (14.ago.2026), recomendações para aprimorar o Painel de Remuneração dos Magistrados, ferramenta do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que divulga os contracheques da magistratura. As propostas foram enviadas à consulta pública do Observatório Nacional de Integridade e Transparência (ONIT) e miram falhas de disponibilidade, completude e qualidade nos dados publicados.

Hoje, mesmo com interface mais responsiva e maior integração de dados, o painel segue funcionando apenas como um dashboard, não como um portal de dados abertos: sua infraestrutura não contempla o acesso automatizado aos dados publicados, uma vez que não dispõe de URLs lógicas e padronizadas para download direto dos arquivos e nem fornece acesso via API, duas práticas recomendadas pela organização.

No campo da qualidade, a TB defende a inclusão da distinção de magistrados ativos e inativos na base e a criação de um identificador único por magistrado, cuja ausência compromete a precisão e integridade das análises remuneratórias, por exemplo, pela existência de homônimos e por mudanças de sobrenome em casos de casamento ou divórcio.

A organização recomenda ainda que pagamentos retroativos venham acompanhados da verba específica e da fundamentação legal, normativa ou judicial de cada rubrica, além da padronização das nomenclaturas de rubricas remuneratórias entre tribunais, com efeito retroativo.

A TB também sugere a implementação de travas e alertas automáticos para identificar inconsistências no momento de alimentação das bases, como valores muito acima da mediana de um benefício ou rubricas heterogêneas lançadas em campo de texto livre.

Mais informações em transparencia.org.br

O ministro Gilmar Mendes, relator da ADI 7.892 no STF, votou nesta sexta (14.ago.2026) pela inconstitucionalidade da exi...
14/08/2026

O ministro Gilmar Mendes, relator da ADI 7.892 no STF, votou nesta sexta (14.ago.2026) pela inconstitucionalidade da exigência de identificação prévia para acessar salários de membros e servidores do Ministério Público, citando um levantamento da Transparência Brasil (TB) para sustentar o argumento. O julgamento segue no plenário virtual até 21 de agosto.

A regra questionada, prevista na Resolução 281/2023 do CNMP, condiciona a consulta a contracheques de promotores e procuradores à identificação do usuário. Para o relator, a exigência fere a LAI: transforma em transparência passiva uma informação que deveria ser divulgada de forma proativa, criando fricção e risco de constrangimento a cidadãos e jornalistas.

O voto cita diretamente um relatório da TB, de agosto de 2025, que identificou dez MPs estaduais exigindo dados pessoais para liberar a consulta às remunerações, de CPF a login com foto pelo Gov.br.

A ação foi movida pela Abraji com apoio da TB, que, junto a outras quatro organizações, pediu para atuar como amicus curiae no processo, pedido não analisado pelo STF.

Mais informações em transparencia.org.br

O coordenador de projetos da Transparência Brasil, Cristiano Pavini, comentou ao Jornal da Cultura, em reportagem exibid...
14/08/2026

O coordenador de projetos da Transparência Brasil, Cristiano Pavini, comentou ao Jornal da Cultura, em reportagem exibida no sábado (8.ago), a auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre as chamadas emendas Pix.

A auditoria, a maior já realizada pelo TCU, analisou por amostragem repasses executados entre 2020 e 2024, num total de quase R$ 200 milhões. Desse total, 82 casos apresentaram indícios de irregularidades como superfaturamento, fraudes em licitações e desvios de finalidade, com prejuízo estimado em mais de R$ 55 milhões aos cofres públicos. O ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino determinou o envio do relatório à Polícia Federal para apuração de possíveis crimes.

Para Pavini, os achados não surpreendem e reforçam a necessidade de responsabilização de gestores e parlamentares, além de mudanças normativas no uso desses recursos. Ele também apontou a baixa qualidade das prestações de contas, muitas vezes descritas em uma única linha, sem detalhamento algum, e criticou o desenho estrutural das emendas Pix, que funcionam como uma espécie de doação do orçamento da União, deixando estados e municípios livres para usar o recurso como bem entenderem.

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O Supremo Tribunal Federal (STF) julga, a partir desta sexta-feira (14.ago.2026), a Ação Direta de Inconstitucionalidade...
12/08/2026

O Supremo Tribunal Federal (STF) julga, a partir desta sexta-feira (14.ago.2026), a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7.892, movida pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) contra a exigência de identificação prévia para acessar salários de promotores e procuradores. A Transparência Brasil (TB) e outras quatro organizações pediram para atuar como amici curiae no processo, mas o pedido ainda não foi apreciado. O julgamento ocorre no plenário virtual, sob relatoria do ministro Gilmar Mendes, e deve ser encerrado até 21 de agosto.

A ação, movida em outubro de 2025 com apoio da Rede Liberdade, questiona o artigo 172 da Resolução nº 281/2023 do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que passou a exigir identificação prévia do usuário como condição para o acesso aos contracheques pagos pelo MP. Estudos da Transparência Brasil embasaram a ação. Em agosto de 2025, a TB identificou dez MPs estaduais que exigiam dados pessoais — nome, CPF e, em alguns casos, celular e login pelo Gov.br com compartilhamento de foto — para liberar consulta a remunerações.

O pedido de ingresso como amigo da corte pela TB foi realizado em conjunto com outras quatro organizações: República.org, Plataforma Justa, Movimento Pessoas à Frente e Open Knowledge Brasil, todos representados pelo escritório Rubens Naves Santos Jr Amorim. Para a TB, a resolução do MP afronta a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais e a Lei de Acesso a Informação, e cria intimidações para o exercício do controle social sobre as remunerações, justamente em um cenário em que os privilégios pagos aos membros do sistema de justiça estão em evidência.

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A Transparência Brasil e outras 14 organizações da sociedade civil protocolaram, nesta terça-feira (11.ago), uma carta c...
12/08/2026

A Transparência Brasil e outras 14 organizações da sociedade civil protocolaram, nesta terça-feira (11.ago), uma carta conjunta ao ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinícius Marques de Carvalho. O documento pede que a CGU mantenha a decisão que determina a entrega da base de dados de honorários advocatícios de sucumbência pagos a advogados públicos pela Advocacia-Geral da União (AGU).
Os honorários somaram R$ 12,7 bilhões entre janeiro de 2020 e agosto de 2025, conforme estudo da TB com o Movimento Pessoas à Frente.

Os dados alimentam o Painel dos Honorários Advocatícios de Sucumbência, mantido pela própria AGU, que impõe limitações de consultas globais e não permite o download dos arquivos. A TB solicitou acesso à base via Lei de Acesso a Informação (LAI) em set.2025, há onze meses. Após negativas da AGU, reiteradas em duas instâncias recursais, a CGU decidiu, em 25.mai.2026, a favor da entrega da base. A AGU chegou a se comprometer a cumprir a decisão. Menos de um mês depois, porém, o órgão pediu à CGU a revisão do entendimento.

No pedido de revisão, a AGU alega risco de "perfilhamento excessivo" da vida financeira dos servidores e possíveis "interpretações equivocadas" que prejudicariam sua "imagem institucional". Para as organizações signatárias, o primeiro argumento abriria um precedente perigoso, que poderia ser usado para impedir a divulgação de qualquer base remuneratória de agentes públicos. O segundo revela a intenção da AGU de controlar como informações públicas são interpretadas.

A carta também questiona a competência do ministro para julgar o pedido, que caberia à Secretaria Nacional de Transparência e Acesso à Informação, e reforça que os dados já existem e já alimentam uma ferramenta pública da própria AGU, sem necessidade de sistematização adicional.

As entidades pedem o indeferimento do pedido de revisão e o cumprimento imediato da decisão da CGU. “Um governo comprometido com transparência pública não deve sucumbir a pressões deste cunho e retirar da sociedade o seu direito constitucional de acesso a informações públicas”, finaliza a carta.

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Um calendário de pagamentos determinou, pela primeira vez, que 65% das emendas parlamentares fossem liberadas até o fim ...
07/08/2026

Um calendário de pagamentos determinou, pela primeira vez, que 65% das emendas parlamentares fossem liberadas até o fim do primeiro semestre — meses antes das eleições de outubro.

Segundo a Folha de S.Paulo, até o início de julho, R$ 26,55 bilhões já haviam sido repassados aos municípios.
Mas emendas parlamentares são usadas como moeda eleitoral?

A pergunta já foi investigada por diferentes pesquisas ao longo dos anos, e a resposta é mais complexa do que parece. Entenda no carrossel.

Mais informações em transparencia.org.br

Um calendário de pagamentos determinou, pela primeira vez, que 65% das emendas parlamentares fossem liberadas até o fim ...
07/08/2026

Um calendário de pagamentos determinou, pela primeira vez, que 65% das emendas parlamentares fossem liberadas até o fim do primeiro semestre — meses antes das eleições de outubro.

Segundo a Folha de S.Paulo, até o início de julho, R$ 26,55 bilhões já haviam sido repassados aos municípios.
Mas emendas parlamentares são usadas como moeda eleitoral?

A pergunta já foi investigada por diferentes pesquisas ao longo dos anos, e a resposta é mais complexa do que parece. Entenda no carrossel.

Mais informações no link da bio.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) voltou a divulgar o CPF de candidatos nas bases eleitorais, depois de dois anos de m...
30/07/2026

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) voltou a divulgar o CPF de candidatos nas bases eleitorais, depois de dois anos de mobilização da Transparência Brasil (TB) e de outras organizações. A mudança foi confirmada nesta semana, com a disponibilização dos dados de registros de candidaturas às eleições de 2026.

O dado havia se tornado sigiloso em 2024, quando uma resolução do TSE retirou o CPF de todas as bases de candidatos, inclusive de eleições anteriores, sob o argumento de conformidade com a LGPD. O CPF é essencial para identificar candidatas e candidatos de forma inequívoca, evitando confusões entre homônimos, permitindo também o controle social sobre candidaturas "laranja", distorções patrimoniais e condenações judiciais, entre outros.

Ainda em 2024, a TB e a Abraji se reuniram com a então presidente do TSE, Carmen Lúcia, para a retomada do CPF, mas o dado continuou oculto. Em janeiro de 2026, a TB e outras oito organizações enviaram novo ofício pedindo a retomada da divulgação. A sugestão foi incorporada pelo ministro Nunes Marques nas minutas das resoluções para as eleições de 2026, posteriormente aprovadas.

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A diretora executiva da Transparência Brasil, Juliana Sakai, comentou ao portal estadunidense Courthouse News Service, e...
29/07/2026

A diretora executiva da Transparência Brasil, Juliana Sakai, comentou ao portal estadunidense Courthouse News Service, em reportagem publicada nesta terça-feira (28.jul), o apagão de dados públicos provocado pelas regras eleitorais brasileiras.

A reportagem mostra que órgãos do governo têm retirado do ar registros científicos, documentos de políticas públicas e outras informações de acesso público durante o período de restrição eleitoral, previsto na Lei nº 9.504/1997.

Essa restrição, no entanto, vale apenas para o uso de comunicações oficiais em benefício de campanhas, e não autoriza a suspensão de dados que devem ser disponibilizados via Lei de Acesso a Informação.

Para Sakai, a legislação eleitoral é implementada com muito mais rigor do que a lei de transparência, o que acaba levando à violação desta última. Ela também destaca que as remoções decorrem tanto do excesso de zelo e receio de sofrer sanções eleitorais, quanto da falta de planejamento de órgãos públicos ao não produzir materiais sem logos ou slogans de governos.

O problema não é novo. Em 2024, a Transparência Brasil apresentou à Justiça eleitoral propostas para dar mais segurança jurídica aos órgãos sem comprometer o acesso a informação; em 2026, foi a vez da Controladoria Geral da União, mas o TSE infelizmente não tem dado a atenção devida a este problema e não fez as adequações na resolução eleitoral.

Mais informações em transparencia.org.br.

24/07/2026

Natália Neris, gerente de incidência do Pacto pela Democracia, reforça um ponto central do nosso movimento: as regras dos tribunais superiores não são um debate técnico, restrito a juristas. As decisões dessas cortes afetam eleições, direitos fundamentais e políticas públicas — ou seja, afetam a vida de toda a sociedade brasileira.

Instituições fortes e legítimas são a base de uma democracia sólida. E isso exige aprimorar continuamente suas regras, sem abrir mão da autonomia dos tribunais nem do seu papel de garantir a Constituição.

É por isso que defendemos um código de conduta claro para o STF e os tribunais superiores.

Se você concorda, assine a petição: https://c.org/d28QrCCrfQ

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