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*No Fio da Navalha Entre a Autenticidade e a Desconfiança*Vivemos uma época curiosa. Nunca tivemos tanto acesso à inform...
24/08/2026

*No Fio da Navalha Entre a Autenticidade e a Desconfiança*

Vivemos uma época curiosa. Nunca tivemos tanto acesso à informação, à tecnologia e ao conhecimento. Mesmo assim, parece que estamos cada vez mais desconfiados e, principalmente, interessados em tentar descobrir o que existe por trás da vida e das escolhas dos outros.

A desconfiança acabou entrando no nosso cotidiano de uma maneira quase natural.

Quando alguém emagrece bastante, logo aparece alguém perguntando se está usando algum medicamento. Se uma pessoa escreve um bom texto, surge a dúvida se foi feito com inteligência artificial. Uma fotografia ficou muito bonita? Deve ter sido editada. Alguém melhorou de vida? Querem saber de onde veio o dinheiro. Cresceu profissionalmente? Alguém deve ter ajudado.

E por aí vai.

Parece que ficou difícil simplesmente reconhecer que alguém conseguiu alguma coisa sem procurar imediatamente uma explicação por trás daquela conquista.

Mas será que precisamos mesmo saber?

Se uma pessoa emagreceu com acompanhamento médico e utilizando algum dos medicamentos que hoje existem para isso, é uma decisão dela e do profissional que a acompanha. Se outra preferiu mudar a alimentação, praticar exercícios ou seguir outro caminho, também é uma decisão pessoal.

O mesmo vale para a inteligência artificial.

Ela está aí, faz parte do nosso tempo e será cada vez mais utilizada. Algumas pessoas usam para pesquisar, organizar ideias, revisar um texto ou ajudar na criação de alguma coisa. Outras preferem fazer tudo sem esse auxílio. Não vejo problema em nenhuma das duas situações.

O que talvez esteja errado é achar que precisamos descobrir qual caminho cada pessoa escolheu para depois decidir se aquilo tem ou não valor.

Nem toda escolha precisa da nossa opinião.

As ferramentas sempre mudaram. Quando surgiu a calculadora, ela não acabou com a matemática. O computador não acabou com a inteligência das pessoas. A fotografia digital não acabou com o fotógrafo e os programas de edição não eliminaram a criatividade.

Com a inteligência artificial não será diferente.

Da mesma forma acontece com a medicina. Ela evolui justamente para oferecer novas possibilidades. Se existem tratamentos que podem ajudar alguém e essa pessoa, juntamente com seu médico, entende que aquele é o melhor caminho, não vejo por que isso deveria ser motivo de julgamento ou de especulação.

A questão, portanto, não é defender ou criticar quem utiliza determinada ferramenta.

É perceber que estamos criando o hábito de desconfiar de tudo.

Existe uma diferença muito grande entre ter senso crítico e passar a vida procurando alguma coisa para desmascarar. É claro que devemos ter prudência. Nem tudo que vemos é verdadeiro e nem tudo que ouvimos merece crédito. Mas isso é bem diferente de olhar para qualquer conquista e imaginar imediatamente que existe alguma coisa escondida.

Esse comportamento vai desgastando as relações.

Hoje queremos saber quem emagreceu e como emagreceu. Quem ganhou dinheiro e como conseguiu. Quem fez algum procedimento estético. Quem tomou medicamento. Quem recebeu ajuda. Quem escreveu sozinho. Quem utilizou inteligência artificial. Quem editou uma fotografia.

Queremos conhecer os bastidores da vida das pessoas como se elas tivessem obrigação de nos apresentar uma explicação para aquilo que fazem.

E não têm.

Existem decisões que pertencem somente a quem as toma.

Naturalmente, quando nossas atitudes envolvem outras pessoas, instituições, dinheiro público ou responsabilidades coletivas, transparência é fundamental. Nesses casos existe, sim, o dever de explicar e prestar contas.

Mas não podemos transportar essa mesma lógica para a vida particular das pessoas.

Talvez seja necessário reaprender algo bastante simples: nem tudo precisa ser explicado e nós também não precisamos saber de tudo.

É possível admirar uma conquista sem investigar como ela aconteceu. É possível reconhecer um bom trabalho sem tentar descobrir imediatamente quais ferramentas foram utilizadas. E também é possível respeitar que alguém tenha escolhido um caminho diferente daquele que escolheríamos.

A tecnologia vai continuar avançando. A medicina também. Daqui a alguns anos estaremos utilizando ferramentas que hoje sequer conseguimos imaginar. Muitas coisas que atualmente provocam discussão provavelmente serão absolutamente normais no futuro.

Sempre aconteceu assim.

Por isso, acredito que o grande desafio não esteja em descobrir quem usa inteligência artificial, quem utiliza determinado medicamento ou quem recorre a qualquer outra ferramenta moderna.

O desafio está em aprender a conviver com essas mudanças sem transformar nossas relações em uma permanente investigação sobre a vida dos outros.

Ferramentas não retiram necessariamente o mérito de ninguém. Muitas vezes elas apenas ajudam uma pessoa a chegar onde queria chegar.

No final, talvez estejamos realmente vivendo sobre esse fio da navalha entre a autenticidade e a desconfiança.

Precisamos do senso crítico, sem dúvida. Mas precisamos também entender que existe um limite entre aquilo que é nossa preocupação e aquilo que pertence exclusivamente à vida do outro.

E talvez a palavra que esteja faltando seja justamente respeito.

Respeito pelas escolhas, pelos caminhos diferentes e também pela privacidade.

Antes de tentar descobrir como alguém conseguiu alguma coisa, talvez possamos simplesmente reconhecer que conseguiu. Antes de criar uma teoria sobre a vida de uma pessoa, vale lembrar que conhecemos apenas uma pequena parte da história dela.

E há situações em que simplesmente não perguntar também é uma forma de respeito.

Confiar não significa acreditar em tudo ou ser ingênuo. Significa apenas entender que não precisamos viver procurando explicações para cada decisão tomada pelas pessoas ao nosso redor.

Em um tempo em que todos parecem querer saber tudo sobre todos, talvez seja importante recuperar um princípio muito simples de convivência:

a vida do outro pertence ao outro.

Podemos ter nossas opiniões, nossas escolhas e até nossas dúvidas. Mas nem tudo precisa ser investigado, explicado ou julgado.

Às vezes, basta respeitar.

Fraternalmente,

Arlindo Batista Chapeta
Presidente da Academia Maçônica de Letras da Baixada Santista

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Ideias, reflexões e experiências para quem acredita que pensar também é uma forma de construir.

*Ontem Foi Dor, Hoje É Vitória*Muitas vezes, aquilo que hoje nos faz sofrer será, amanhã, o motivo da nossa maior celebr...
04/08/2026

*Ontem Foi Dor, Hoje É Vitória*

Muitas vezes, aquilo que hoje nos faz sofrer será, amanhã, o motivo da nossa maior celebração. Existe uma conhecida canção gospel que transmite exatamente essa mensagem: confiar nas promessas de Deus, perseverar e continuar trabalhando para que as bênçãos se manifestem em nossas vidas.

Ao longo da caminhada, todos enfrentamos momentos de aflição. Há dias em que as dificuldades são tão intensas que chegamos a questionar se Deus continua olhando por nós. Nesses momentos, a fé é colocada à prova, e é justamente ela que nos sustenta quando a razão já não consegue explicar tudo o que estamos vivendo.

Quem acredita em Deus compreende que nenhuma provação é inútil. Cada desafio traz consigo uma oportunidade de crescimento, fortalecimento e amadurecimento. As dificuldades não existem apenas para nos testar, mas também para nos preparar para aquilo que ainda está por vir.

Os obstáculos fazem parte de qualquer trajetória de sucesso. Não é a ausência deles que determina a vitória, mas a maneira como escolhemos enfrentá-los. Quando caminhamos com esperança, trabalhamos com dedicação e mantemos a confiança no Criador, encontramos forças para seguir mesmo quando tudo parece contrário.

Deus jamais abandona um filho. Seus propósitos nem sempre são compreendidos no momento em que acontecem, mas o tempo revela aquilo que a ansiedade não consegue enxergar. Muitas das portas que hoje permanecem fechadas estão apenas preparando o momento certo para se abrirem.

Por isso, nunca desista dos seus sonhos. Continue fazendo a sua parte, aperfeiçoando-se, trabalhando com honestidade, cultivando o bem e fortalecendo a sua fé. A vitória pode não chegar no tempo que desejamos, mas ela sempre tem um propósito maior do que imaginamos.

Quando esse dia chegar, você olhará para trás e compreenderá que cada lágrima, cada luta e cada dificuldade tiveram um significado. Então poderá dizer, com gratidão e convicção: ontem foi dor, hoje é vitória.

Fraternalmente
Arlindo Batista Chapeta

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Qual Maçonaria Estamos Praticando?Qual Maçonaria estamos praticando? A que nos transforma ou apenas a que nos mantém igu...
19/07/2026

Qual Maçonaria Estamos Praticando?

Qual Maçonaria estamos praticando? A que nos transforma ou apenas a que nos mantém iguais?

A Maçonaria é uma escola de aprimoramento pessoal. Sua linguagem é simbólica, suas ferramentas são inspiradas na construção operativa e seus ensinamentos apontam para a edificação de um homem melhor. Mas uma pergunta precisa ser feita com sinceridade: estamos realmente utilizando essas ferramentas para transformar a nossa vida? E, mais importante ainda, como medimos essa transformação?

Ao longo dos meus vinte anos de Ordem, essa talvez tenha sido a reflexão que mais me acompanhou. Como a Maçonaria transformou a minha vida?

Posso afirmar, sem hesitar, que ela me tornou um homem melhor. Mais do que isso, ensinou-me algo ainda mais valioso: reconhecer diariamente as minhas imperfeições. Compreendi que a evolução não é um estado permanente, mas um exercício constante. Basta um momento de orgulho, de vaidade, de ira ou de descuido para retrocedermos anos de aprendizado.

A Maçonaria não nos promete homens perfeitos. Ela nos convida a sermos homens conscientes de nossas limitações. Ensina que a queda faz parte da caminhada, mas também que jamais devemos desistir. Se necessário for, voltamos ao início, retomamos as ferramentas e recomeçamos nossa construção interior.

Frequentar as sessões, estudar os rituais, apresentar trabalhos ou ouvir palestras sobre filosofia, história, espiritualidade e simbolismo, por si só, não nos torna melhores. Todo esse conhecimento só cumpre sua finalidade quando ultrapassa as paredes do Templo e passa a fazer parte das nossas atitudes.

A verdadeira pergunta não é o quanto aprendemos, mas o quanto aplicamos. Como cada símbolo, cada alegoria e cada ferramenta podem nos ajudar a sermos melhores pais, filhos, esposos, profissionais, amigos e cidadãos? Primeiro compreendemos o ensinamento. Depois, temos a coragem de vivê-lo.

Vivemos em uma época em que o tempo é escasso, os relacionamentos se tornam superficiais e a competição parece ocupar o lugar da cooperação. Talvez nunca tenha sido tão necessário colocar em prática aquilo que aprendemos na Ordem. Afinal, a verdadeira construção maçônica acontece quando o homem leva o Templo para dentro de si e faz de sua própria vida a maior obra que poderá realizar.

No fim, a resposta à pergunta inicial depende apenas de cada um de nós. Estamos praticando a Maçonaria que transforma ou apenas a Maçonaria que frequentamos?

Fraternalmente,
Arlindo Batista Chapeta

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Cumprindo um compromisso assumido pela gestão do Soberano Grão-Mestre Geral Ademir Cândido da Silva e do Sapientíssimo I...
11/07/2026

Cumprindo um compromisso assumido pela gestão do Soberano Grão-Mestre Geral Ademir Cândido da Silva e do Sapientíssimo Irmão Adalberto Aluízio Eyng com o fortalecimento do Sagrado Arco Real do Grande Oriente do Brasil, e também um compromisso pessoal, temos a satisfação de anunciar que, nos próximos dias, será lançado o livro Sob o Véu do Arco Real: Reflexões sobre a Jornada Interior.

Em sua primeira edição, a obra será disponibilizada em formato e-book, gratuitamente, a todos os Companheiros do Sagrado Arco Real, reafirmando o compromisso de democratizar o conhecimento e incentivar o estudo contínuo.

A obra nasce com o propósito de contribuir para a formação filosófica dos Companheiros do Sagrado Arco Real, oferecendo reflexões que estimulem o estudo, o aperfeiçoamento e a compreensão dos profundos ensinamentos dessa Ordem, tão rica em simbolismo e espiritualidade.

Nossa intenção é criar uma sólida base de estudos filosóficos sobre o Sagrado Arco Real, contribuindo para o aprofundamento do conhecimento e oferecendo uma perspectiva que auxilie os Companheiros a direcionarem suas concepções sobre essa extraordinária Ordem. Não se trata de estabelecer verdades absolutas, mas de apresentar reflexões capazes de despertar o pensamento, incentivar o estudo e fortalecer a vivência dos elevados princípios do Arco Real.

Esperamos que esta obra se torne uma importante ferramenta de estudo, inspiração e crescimento, fortalecendo ainda mais a cultura do conhecimento, da pesquisa e do aperfeiçoamento contínuo em nossa Ordem.

Em breve, o lançamento oficial.

Sob o Véu do Arco Real: Reflexões sobre a Jornada Interior

Arlindo Batista Chapeta
Pró-Primeiro Grande Principal do Supremo Grande Capítulo dos Maçons do Sagrado Arco Real do Brasil – SGCMSARB

https://www.facebook.com/share/19Ej4TMuPJ/?mibextid=wwXIfr

*O Maçom e a Liberdade de Refletir*É perceptível que, com o passar do tempo, a Maçonaria e os maçons passaram a aprimora...
27/05/2026

*O Maçom e a Liberdade de Refletir*

É perceptível que, com o passar do tempo, a Maçonaria e os maçons passaram a aprimorar ainda mais a forma de lidar com opiniões diversas, fortalecendo o respeito ao diálogo, à convivência fraterna e à liberdade de pensamento. Saber ouvir, compreender o momento de falar e até mesmo optar pelo silêncio demonstra maturidade e equilíbrio. Entretanto, isso jamais pode significar a perda do senso crítico sobre aquilo que é certo ou errado, e isso precisa permanecer muito claro.

A tolerância jamais pode ser confundida com omissão intelectual. O respeito às opiniões não exige que o maçom abra mão da sua capacidade de discernir, refletir e posicionar-se diante dos desafios morais, sociais e humanos do nosso tempo.

Tenho sido bastante crítico nos últimos meses sobre a necessidade de a Maçonaria voltar a concentrar esforços na qualidade dos ensinamentos e, principalmente, na profundidade dos debates em Loja. Precisamos fortalecer ambientes onde o irmão possa pensar, argumentar, aprender e amadurecer suas opiniões com equilíbrio, responsabilidade e consciência.

A Loja Maçônica não deve ser apenas um espaço de repetição ritualística, mas também um verdadeiro centro de formação humana, filosófica e intelectual. Um local onde homens livres possam desenvolver sensibilidade para compreender os problemas da sociedade e capacidade para contribuir positivamente com ela.

Quando o maçom perde o hábito da reflexão crítica, corre o risco de apenas acompanhar pensamentos prontos, deixando de exercer uma das maiores virtudes da própria Maçonaria, a liberdade de consciência.

“Quando o maçom abandona a capacidade de refletir, corre o risco de entregar sua própria luz às mãos do pensamento alheio.”

Arlindo Batista Chapeta
Secretário Geral de Comunicação do Grande Oriente do Brasil
Pró-Primeiro Grande Principal do Sagrado Arco Real do Brasil

17/05/2026
*Confiança, Prudência e o Valor do Silêncio*Em um mundo onde as relações humanas se tornam cada vez mais rápidas, intens...
16/05/2026

*Confiança, Prudência e o Valor do Silêncio*

Em um mundo onde as relações humanas se tornam cada vez mais rápidas, intensas e superficiais, refletir sobre confiança, prudência e discrição tornou-se algo essencial. Muitas vezes acreditamos que convivência, simpatia ou afinidade são suficientes para garantir lealdade, porém a experiência da vida nos mostra que nem sempre aqueles que estão próximos caminham conosco pelos mesmos valores, intenções ou propósitos.

Muitas vezes, a sensação de proximidade e confiança faz com que baixemos naturalmente nossas defesas durante uma conversa. Nesse ambiente aparentemente seguro, acabamos revelando pensamentos, opiniões e informações sem perceber que nem todos possuem a mesma responsabilidade, discrição ou lealdade que imaginamos. E é justamente nesses momentos de excesso de espontaneidade que surgem exposições desnecessárias, interpretações equivocadas e até futuras decepções.

Uma forma de evitar esse excesso é desenvolver autocontrole comunicativo. Pensar antes de falar, avaliar o ambiente, compreender a necessidade da informação e refletir se aquilo que estamos prestes a dizer realmente precisa ser compartilhado. Nem toda afinidade representa confiança verdadeira, e nem toda proximidade significa lealdade permanente.

O filme Como Mágica apresenta essa reflexão de maneira simbólica através do peixe Boogie, personagem que conquista confiança, aproxima-se de forma amistosa e aparentemente sincera, mas que ao longo da história demonstra que nem todos caminham ao nosso lado pelos mesmos motivos. Talvez esteja justamente aí uma das maiores lições da vida, normalmente não somos feridos pelos inimigos declarados, mas por aqueles a quem permitimos entrar em nossa confiança.

A própria história reforça essa realidade. Dom Pedro I enfrentou forte desgaste político e oposição de grupos que anteriormente sustentavam sua liderança, sendo gradualmente isolado até sua abdicação. Já Dom Pedro II, mesmo após décadas de dedicação ao Brasil, viu a monarquia ruir através da articulação republicana de antigos aliados, militares e setores políticos que passaram a defender outros interesses. Em muitos momentos da humanidade, a ruptura da confiança não nasce da distância, mas da proximidade.

Na caminhada maçônica, essa reflexão possui profundo valor. A fraternidade é um dos pilares da Ordem, mas fraternidade não significa ingenuidade. O maçom aprende que prudência, discrição e equilíbrio emocional também são virtudes indispensáveis. Existem irmãos sinceros, leais e comprometidos com o bem coletivo, mas também existem pessoas movidas por vaidade, interesses pessoais, disputas e impulsos momentâneos.

Por isso, ouvir mais e falar menos, em muitos momentos, não é frieza nem desconfiança exagerada. É maturidade. O silêncio, quando acompanhado de discernimento, também é uma forma de sabedoria. A palavra tem força para construir pontes, fortalecer relações e unir pessoas, mas quando usada sem prudência pode abrir portas que jamais deveriam ter sido destrancadas.

“O homem prudente entende que nem todo silêncio é fraqueza; muitas vezes, ele é proteção, sabedoria e equilíbrio.”

Fraternalmente,
Arlindo Batista Chapeta
Secretário Geral de Comunicação do GOB
Presidente da Academia Maçônica de Letras da Baixada Santista

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Posse do Venerável Comandante da Loja de Nautas da Arca Real Praia GrandeA Loja de Nautas da Arca Real Praia Grande real...
29/04/2026

Posse do Venerável Comandante da Loja de Nautas da Arca Real Praia Grande

A Loja de Nautas da Arca Real Praia Grande realizou a cerimônia de posse do Venerável Comandante, Irmão Rafael Morimoto, em momento marcado pela fraternidade, compromisso e fortalecimento dos laços maçônicos.

A solenidade contou com a presença do Soberano Irmão Arlindo Batista Chapeta, Grão-Mestre Adjunto da Grande Loja de Mestres Maçons da Marca do Brasil, que prestigiou o ato e reforçou a importância do trabalho desenvolvido pelos Nautas da Arca Real.

A posse representa mais um passo na continuidade dos trabalhos da Loja, valorizando a dedicação, a união e o aperfeiçoamento dos Irmãos em prol da Ordem.

+*A Vida Não é um Story, é Construção - Entre a Ilusão das Telas e a Verdade da Loja*Vivemos dias em que a felicidade pa...
28/04/2026

+*A Vida Não é um Story, é Construção - Entre a Ilusão das Telas e a Verdade da Loja*

Vivemos dias em que a felicidade passou a ser apresentada como espetáculo e não como construção. Imagens cuidadosamente selecionadas ocupam o espaço das telas, enquanto a realidade, com suas dificuldades e aprendizados, permanece oculta. Nesse ambiente, reconhecer e valorizar as pequenas conquistas torna-se um ato de consciência e equilíbrio.

A Maçonaria oferece ao iniciado um caminho seguro diante dessa distorção. O estudo correto de sua simbologia e de suas alegorias não é apenas um exercício intelectual, mas um instrumento de proteção da mente. Ao compreender os ensinamentos que ali estão contidos, o maçom desenvolve a capacidade de enxergar além das aparências e de interpretar a vida com profundidade, sem se deixar levar pelas ilusões passageiras do mundo virtual.

Existe, dentro da Loja, uma potência silenciosa de aprendizado que muitas vezes não é percebida em sua totalidade. A convivência entre irmãos, a disciplina ritualística, o respeito ao tempo de cada um e a prática constante das virtudes moldam o caráter de forma contínua. É nesse ambiente que o homem se reconhece como verdadeiramente é, sem filtros, sem máscaras, aprendendo a lidar com suas limitações e a evoluir com autenticidade.

Enquanto as redes sociais apresentam uma realidade frequentemente desconectada da verdade, a vivência em Loja ensina o valor da presença, do olhar direto, da palavra sincera e da construção de relações reais. O maçom passa a compreender que a vida não se sustenta em aparências, mas na solidez dos princípios e na coerência entre o que se pensa, o que se diz e o que se faz.

Essa formação permite ao iniciado caminhar com segurança em meio a um mundo cada vez mais distante do real. Ele não se afasta das ferramentas modernas, mas não se submete a elas. Aprende a utilizá-las com discernimento, sem permitir que interfiram em sua essência ou distorçam sua percepção da vida.

A verdadeira transformação ocorre quando o homem deixa de buscar validação externa e passa a construir sua própria base interior. É nesse ponto que a Maçonaria cumpre seu papel mais elevado, formando indivíduos capazes de viver com equilíbrio, responsabilidade e consciência, influenciando positivamente todos ao seu redor.

A convivência em Loja não apenas ensina, ela define. É ali que se formam homens reais, preparados para enfrentar um mundo que muitas vezes se apresenta de forma ilusória, mas que exige firmeza, clareza e verdade.

Aquele que aprende a ver com os olhos da consciência jamais se deixa enganar pelo brilho superficial das aparências, pois já encontrou dentro de si aquilo que o sustenta. A felicidade verdadeira não é aquela que se mostra, mas aquela que se constrói com verdade, todos os dias, longe dos olhares e firme na essência do ser.

“O homem que aprende na Loja não vive de aparências, ele constrói sua verdade, compreende o mundo e não se perde nele.”

Fraternalmente,
Arlindo Batista Chapeta
Secretário Geral de Comunicação do GOB
Pró-Primeiro Grande Principal do SGCMSARB-GOB

*”Ritualística: Disciplina, Equilíbrio e Formação Maçônica”*A ritualística dentro de loja, bem aplicada e trabalhada com...
18/04/2026

*”Ritualística: Disciplina, Equilíbrio e Formação Maçônica”*

A ritualística dentro de loja, bem aplicada e trabalhada com perfeição, serenidade e responsabilidade, é um agente transformador do maçom. Um dos maiores agentes de transformação dentro da Maçonaria é a aplicação da ritualística com rigor, amor e alegria em loja; sua capacidade de transformar o ser humano nem sempre é plenamente compreendida pelos iniciados.

Importante destacar que, quando você se prepara para produzir uma sessão com ritualística bem executada, trabalha diversos pontos de equilíbrio dentro de si, como foco, dedicação, motivação, liderança, servidão e confiança. O foco é essencial para que possamos cumprir todos os objetivos da simbologia do ritual, bem como a forma de se expressar, conduzir e transmitir as instruções dentro do templo. Sem dedicação ao estudo dos movimentos e à prática constante, não há como realizar uma sessão capaz de engajar e envolver o irmão.

Quando, porém, os movimentos, as falas e toda a simbologia ritualística são executados com responsabilidade, você naturalmente motiva seu irmão a agir da mesma forma, tornando-se exemplo e exercendo liderança dentro da oficina — o que também o fortalece a desempenhar esse papel fora da loja.

A condução dos irmãos e o exercício dos cargos com respeito e amor fortalecem o espírito de servir ao próximo. Ao se preparar para exercer um papel com perfeição e serenidade — sendo esse papel fundamental na forma como o maçom enxerga a Maçonaria — não apenas aprendemos a servir, mas adquirimos a confiança necessária para dar continuidade à nossa evolução pessoal.

A ritualística é parte essencial da formação do maçom, pois sua aplicação verdadeira representa um ponto elevado na maneira como o maçom percebe a própria loja. É importante compreender que a preparação para executar com precisão os movimentos, as falas e a aplicação dos conceitos e símbolos do ritual é elemento central dessa formação.

Dedicar-se a cumprir rigorosamente os princípios do ritual é dever do maçom. Precisamos que nossos irmãos compreendam isso dessa forma e tratem a ritualística com a devida responsabilidade, estudando e praticando constantemente, para que possam oferecer o melhor de si dentro da loja e, assim, servir com respeito e amor ao próximo.

Vejo com satisfação a preocupação e o empenho dos nossos Secretários Gerais e Estaduais de Ritualística na correta aplicação do ritual. Sou um incentivador do trabalho desses irmãos e deixo aqui minha gratidão a toda a equipe, em nome do Eminente irmão Pedro Juk, Secretário Geral de Ritualística do GOB, grande aplicador dessa doutrina.

Que possamos manter vivas nossas tradições e o respeito pelos rituais aplicados em loja e no capítulo.

Fraternalmente,
Arlindo Batista Chapeta
-Secretário-Geral de Comunicação do GOB
-Pró-Primeiro Grande Principal do Supremo Grande Capítulo dos Maçons do Sagrado Arco Real do Brasil - GOB

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São Paulo, SP

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