27/06/2026
Football: das elites paulistas à multidão
Samy El Khalili (Kilsztajn), palestino budista, xangô e corinthiano.
Inicialmente reservado às elites, o football foi ganhando adeptos entre as camadas populares que utilizavam a várzea da cidade para os seus jogos, com muito improviso, ginga e criatividade.
O Sport Club Corinthians, fundado em 1910, reunia operários, imigrantes italianos, espanhóis, portugueses e seus descendentes. Conseguiu se filiar à Liga de Foot-ball em 1913 e, um ano depois, conquistou seu primeiro campeonato em São Paulo, invicto, com 37 gols marcados e 9 gols tomados, fazendo jus ao título de Campeão dos Campeões. Um bafo de energia cósmica atinge qualquer um que adentra a sala dos troféus do Memorial no Parque São Jorge.
O Corinthians é reconhecido por ser um dos pioneiros na inclusão de jogadores pretos no futebol paulista – em 1919, conseguiu inscrever na APEA Asdrúbal Cunha, o Bingo, o primeiro negro a jogar com a camisa do Timão. Até os anos 1960, o Corinthians era o Time do Povo, ou seja, dos varzeanos, maloqueiros e pretos. O São Paulo era então o time da elite, dos almofadinhas; e o Palmeiras, o time dos oriundi italianos.
Em novembro de 2025 foi reinaugurado o Museu do Povo, que conta A História Preta do Corinthians.
Hoje, efetivamente, tanto o São Paulo como o Palmeiras também se caracterizam por ser times do povo e certamente se posicionam contra o racismo. O Corinthians agrega mais de 30 milhões de torcedores e as torcidas do São Paulo e do Palmeiras atingem quase 20 milhões cada uma – vamos nessa!
Axé, Saravá, Vai Corinthians!
Texto na íntegra no link abaixo:
https://diplomatique.org.br/football-das-elites-paulistas-a-multidao/