Apostolado da Nobre Ordem dos Cavaleiros de Santa Cruz

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A Nobre Ordem dos Cavaleiros de Santa Cruz - Apostolado, originalmente fundada em 1822 seu propósito é a proteção da Família, da fidelidade a Pátria e os preceitos de um Estado Soberano, Independente e com Fé em Deus.

Confiança, Prudência e o Valor do SilêncioEm um mundo onde as relações humanas se tornam cada vez mais rápidas, intensas...
16/05/2026

Confiança, Prudência e o Valor do Silêncio

Em um mundo onde as relações humanas se tornam cada vez mais rápidas, intensas e superficiais, refletir sobre confiança, prudência e discrição tornou-se algo essencial. Muitas vezes acreditamos que convivência, simpatia ou afinidade são suficientes para garantir lealdade, porém a experiência da vida nos mostra que nem sempre aqueles que estão próximos caminham conosco pelos mesmos valores, intenções ou propósitos.

Muitas vezes, a sensação de proximidade e confiança faz com que baixemos naturalmente nossas defesas durante uma conversa. Nesse ambiente aparentemente seguro, acabamos revelando pensamentos, opiniões e informações sem perceber que nem todos possuem a mesma responsabilidade, discrição ou lealdade que imaginamos. E é justamente nesses momentos de excesso de espontaneidade que surgem exposições desnecessárias, interpretações equivocadas e até futuras decepções.

Uma forma de evitar esse excesso é desenvolver autocontrole comunicativo. Pensar antes de falar, avaliar o ambiente, compreender a necessidade da informação e refletir se aquilo que estamos prestes a dizer realmente precisa ser compartilhado. Nem toda afinidade representa confiança verdadeira, e nem toda proximidade significa lealdade permanente.

O filme Como Mágica apresenta essa reflexão de maneira simbólica através do peixe Boogie, personagem que conquista confiança, aproxima-se de forma amistosa e aparentemente sincera, mas que ao longo da história demonstra que nem todos caminham ao nosso lado pelos mesmos motivos. Talvez esteja justamente aí uma das maiores lições da vida, normalmente não somos feridos pelos inimigos declarados, mas por aqueles a quem permitimos entrar em nossa confiança.

A própria história reforça essa realidade. Dom Pedro I enfrentou forte desgaste político e oposição de grupos que anteriormente sustentavam sua liderança, sendo gradualmente isolado até sua abdicação. Já Dom Pedro II, mesmo após décadas de dedicação ao Brasil, viu a monarquia ruir através da articulação republicana de antigos aliados, militares e setores políticos que passaram a defender outros interesses. Em muitos momentos da humanidade, a ruptura da confiança não nasce da distância, mas da proximidade.

Na caminhada maçônica, essa reflexão possui profundo valor. A fraternidade é um dos pilares da Ordem, mas fraternidade não significa ingenuidade. O maçom aprende que prudência, discrição e equilíbrio emocional também são virtudes indispensáveis. Existem irmãos sinceros, leais e comprometidos com o bem coletivo, mas também existem pessoas movidas por vaidade, interesses pessoais, disputas e impulsos momentâneos.

Por isso, ouvir mais e falar menos, em muitos momentos, não é frieza nem desconfiança exagerada. É maturidade. O silêncio, quando acompanhado de discernimento, também é uma forma de sabedoria. A palavra tem força para construir pontes, fortalecer relações e unir pessoas, mas quando usada sem prudência pode abrir portas que jamais deveriam ter sido destrancadas.

“O homem prudente entende que nem todo silêncio é fraqueza; muitas vezes, ele é proteção, sabedoria e equilíbrio.”

Fraternalmente,
Arlindo Batista Chapeta
Secretário Geral de Comunicação do GOB
Presidente da Academia Maçônica de Letras da Baixada Santista

*Tiradentes: Um Legado de Liberdade, Consciência e Compromisso com a Nação*Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, p...
21/04/2026

*Tiradentes: Um Legado de Liberdade, Consciência e Compromisso com a Nação*

Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, permanece como uma das figuras mais simbólicas da história do Brasil. Em um tempo em que ainda não existia a compreensão de Nação como hoje conhecemos, especialmente em sua dimensão territorial, destacou-se como um idealista movido pelo desejo sincero de ver seu povo livre. Foi em Minas Gerais que iniciou um movimento que, mais do que político, era profundamente humano: o anseio por dignidade, justiça e liberdade.

Mais do que o mártir que a história consagrou, Tiradentes revelou, em sua trajetória, uma firmeza de caráter e um compromisso com valores que poucos estavam dispostos a sustentar. Sua postura nos convida à reflexão — não pela imposição, mas pelo exemplo. Em um dos momentos mais emblemáticos de sua história, suas palavras traduzem a dimensão de sua entrega e convicção:

“Pois seja feita a vontade de Deus. Mil vidas eu tivesse, mil vidas eu daria pela libertação da minha pátria!”

Essa declaração não representa apenas coragem, mas um profundo senso de propósito, de fé e de responsabilidade com algo maior do que si mesmo. É essa essência que atravessa o tempo e nos alcança hoje.

Ainda que não existam evidências históricas que confirmem sua condição de maçom, é inegável que seus princípios dialogam com os valores da Maçonaria. Não por acaso, foram maçons da República que contribuíram para resgatar sua identidade e consolidar seu reconhecimento como Patrono Cívico do Brasil.

Sua memória nos inspira, de forma serena, a não sermos indiferentes diante das dificuldades do nosso tempo. A compreender que a construção de uma sociedade mais justa exige equilíbrio, consciência e ação responsável. A Maçonaria, como escola de pensamento e formação de líderes, nos lembra diariamente da importância de agir com liberdade, buscar a igualdade e cultivar a fraternidade em cada atitude.

Mais do que um chamado à resistência, este é um convite à responsabilidade. À construção consciente de uma sociedade melhor, com mais empatia, mais diálogo e firmeza de valores. Sem abrir mão daquilo que nos define, mas sempre avançando com sabedoria.

Porque, no fim, o verdadeiro legado de Tiradentes não está apenas em sua história, mas na forma como escolhemos viver os princípios que ele, com tanta dignidade, representou.

Fraternalmente,
Arlindo Batista Chapeta
Secretário Geral de Comunicação do GOB
Grão-Mestre Passado do Apostolado da Nobre Ordem dos Cavaleiros de Santa Cruz

*”Ritualística: Disciplina, Equilíbrio e Formação Maçônica”*A ritualística dentro de loja, bem aplicada e trabalhada com...
18/04/2026

*”Ritualística: Disciplina, Equilíbrio e Formação Maçônica”*

A ritualística dentro de loja, bem aplicada e trabalhada com perfeição, serenidade e responsabilidade, é um agente transformador do maçom. Um dos maiores agentes de transformação dentro da Maçonaria é a aplicação da ritualística com rigor, amor e alegria em loja; sua capacidade de transformar o ser humano nem sempre é plenamente compreendida pelos iniciados.

Importante destacar que, quando você se prepara para produzir uma sessão com ritualística bem executada, trabalha diversos pontos de equilíbrio dentro de si, como foco, dedicação, motivação, liderança, servidão e confiança. O foco é essencial para que possamos cumprir todos os objetivos da simbologia do ritual, bem como a forma de se expressar, conduzir e transmitir as instruções dentro do templo. Sem dedicação ao estudo dos movimentos e à prática constante, não há como realizar uma sessão capaz de engajar e envolver o irmão.

Quando, porém, os movimentos, as falas e toda a simbologia ritualística são executados com responsabilidade, você naturalmente motiva seu irmão a agir da mesma forma, tornando-se exemplo e exercendo liderança dentro da oficina — o que também o fortalece a desempenhar esse papel fora da loja.

A condução dos irmãos e o exercício dos cargos com respeito e amor fortalecem o espírito de servir ao próximo. Ao se preparar para exercer um papel com perfeição e serenidade — sendo esse papel fundamental na forma como o maçom enxerga a Maçonaria — não apenas aprendemos a servir, mas adquirimos a confiança necessária para dar continuidade à nossa evolução pessoal.

A ritualística é parte essencial da formação do maçom, pois sua aplicação verdadeira representa um ponto elevado na maneira como o maçom percebe a própria loja. É importante compreender que a preparação para executar com precisão os movimentos, as falas e a aplicação dos conceitos e símbolos do ritual é elemento central dessa formação.

Dedicar-se a cumprir rigorosamente os princípios do ritual é dever do maçom. Precisamos que nossos irmãos compreendam isso dessa forma e tratem a ritualística com a devida responsabilidade, estudando e praticando constantemente, para que possam oferecer o melhor de si dentro da loja e, assim, servir com respeito e amor ao próximo.

Vejo com satisfação a preocupação e o empenho dos nossos Secretários Gerais e Estaduais de Ritualística na correta aplicação do ritual. Sou um incentivador do trabalho desses irmãos e deixo aqui minha gratidão a toda a equipe, em nome do Eminente irmão Pedro Juk, Secretário Geral de Ritualística do GOB, grande aplicador dessa doutrina.

Que possamos manter vivas nossas tradições e o respeito pelos rituais aplicados em loja e no capítulo.

Fraternalmente,
Arlindo Batista Chapeta
-Secretário-Geral de Comunicação do GOB
-Pró-Primeiro Grande Principal do Supremo Grande Capítulo dos Maçons do Sagrado Arco Real do Brasil - GOB

Os Grão-Mestres das Ordens Progressivas de Aperfeiçoamento Maçônico estiveram reunidos em almoço de organização e planej...
16/04/2026

Os Grão-Mestres das Ordens Progressivas de Aperfeiçoamento Maçônico estiveram reunidos em almoço de organização e planejamento voltado ao desenvolvimento dessas instituições. O encontro foi marcado pela avaliação dos trabalhos realizados em favor do Mestre Maçom, bem como por ajustes destinados ao aprimoramento da programação e ao fortalecimento do trabalho contínuo e conjunto entre as Ordens.

Na ocasião, também foi debatida a sucessão, nos próximos meses, da Grande Loja de Mestres Maçons da Marca do Brasil, do Grande Priorado do Brasil e do Apostolado da Nobre Ordem dos Cavaleiros de Santa Cruz.

Estiveram presentes o Pró-Primeiro Grande Principal do Supremo Grande Capítulo dos Maçons do Sagrado Arco Real do Brasil, Arlindo Batista Chapeta; o Grão-Mestre da Grande Loja de Mestres Maçons da Marca do Brasil, Mário Sérgio Munes da Costa; o Grão-Mestre do Grande Priorado do Brasil, Gerson Magdaleno; o Grão-Prior do Grande Priorado Retificado do Brasil da Ordem dos Cavaleiros Benfeitores da Cidade Santa (GPRB – CBCS), Carlos Alberto Bessa Gonçalves; o Grão-Mestre Arconte-Rei do Apostolado, Manoel Oliveira Leite; e o Senescal do Grande Priorado do Brasil, Édson Constiuc.

Boas notícias virão em breve.

Que a Ordem prospere.

Igreja Católica e Maçonaria: uma abordagem institucionalAo tratar da relação entre a Igreja Católica e a Maçonaria, ente...
08/04/2026

Igreja Católica e Maçonaria: uma abordagem institucional

Ao tratar da relação entre a Igreja Católica e a Maçonaria, entendo que é preciso reconhecer, com serenidade, que se trata de um tema historicamente marcado por posicionamentos distintos e por compreensões próprias de cada instituição.

Desde o século XVIII, com as primeiras manifestações formais da Igreja, estabeleceu-se um distanciamento que atravessou o tempo. Ainda assim, sob a perspectiva maçônica que compartilho, a Ordem nunca se apresentou como alternativa ou oposição a qualquer religião. Sempre a compreendi como uma instituição de caráter filosófico, moral e espiritual, voltada ao aperfeiçoamento do homem e ao fortalecimento de valores como ética, responsabilidade e fraternidade.

Na Maçonaria, convivem homens de diferentes crenças, unidos pelo respeito à liberdade de consciência. Esse é, para mim, um ponto essencial: cada irmão mantém sua fé e sua convicção, sem qualquer imposição, encontrando na Ordem um espaço de reflexão e crescimento.

É importante destacar também um dado da realidade brasileira: estima-se que mais de 85% dos maçons no Brasil se declarem católicos ou tenham vivência na fé católica. Muitos desses irmãos são cristãos atuantes, participam assiduamente da vida religiosa e, não raramente, exercem funções relevantes em suas comunidades, colaborando com obras de caridade e com a própria liturgia. Esse aspecto evidencia que, na prática, a convivência entre fé e vivência maçônica é uma realidade presente na vida de muitos.

As divergências históricas, a meu ver, decorrem principalmente de interpretações distintas sobre temas sensíveis, especialmente no campo espiritual. Essas diferenças acabaram por consolidar posições institucionais que contribuíram para o distanciamento da cúpula da Igreja com a Maçonaria.

Por outro lado, não posso deixar de observar que, no plano individual, há aqueles que buscam conciliar sua vivência religiosa com os ensinamentos da Ordem. Isso demonstra que o tema não é simples, e que comporta diferentes formas de compreensão.

Diante disso, procuro tratar essa questão com equilíbrio e respeito. Mais do que acentuar divergências, entendo que o assunto exige maturidade, reconhecimento das diferenças e valorização de tudo aquilo que contribui para o aprimoramento moral e espiritual do ser humano.

Arlindo Batista Chapeta
-Presidente da Academia Maçônica de Letras da Baixada Santista e membro da AIMI
-Secretário Geral de Comunicação do GOB

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*Tempos de Pressão, Tempos de Evolução: O Papel Transformador da Maçonaria através das Ordens de Aperfeiçoamento*Os temp...
22/03/2026

*Tempos de Pressão, Tempos de Evolução: O Papel Transformador da Maçonaria através das Ordens de Aperfeiçoamento*

Os tempos modernos exigem, de cada um de nós, uma profunda transformação de atitudes e comportamentos.
A pressão cotidiana — impulsionada pela competitividade no mercado de trabalho, pela exposição constante nas redes sociais e pelas tensões do cenário político — tem conduzido o homem a um estado contínuo de desgaste emocional e social, intensificando, inclusive, a agressividade nas relações humanas.

Nesse ambiente desafiador, a Maçonaria reafirma seu papel essencial como escola de valores e instrumento de equilíbrio nas relações humanas.

As Ordens de Aperfeiçoamento — como o Sagrado Arco Real, Mestres Maçons da Marca, Nautas da Arca Real, Apostolado, Cavaleiros Templários, Malta e Sacerdotes Templários, entre outras — constituem verdadeiras jornadas de elevação moral e espiritual. Nelas, encontram-se ensinamentos perenes sobre misericórdia, perdão, fraternidade, lealdade, coragem, devoção, respeito, verdade e amor ao próximo, pilares indispensáveis à construção de uma sociedade mais justa e harmoniosa, para honra e glória do Criador.

Esses corpos progressivos de ensino, aliados à base sólida do simbolismo maçônico, formam homens mais conscientes de seu papel no mundo, preparados não apenas para o aperfeiçoamento pessoal, mas, sobretudo, para servir à humanidade com responsabilidade e propósito.

Entretanto, é fundamental compreender que o verdadeiro valor desses ensinamentos reside em sua prática. Mais do que adquirir conhecimento, é indispensável vivenciá-lo com autenticidade, transformando-o em atitudes concretas no cotidiano.

Observa-se, nos últimos anos, um movimento crescente da Maçonaria, em âmbito mundial, no incentivo à vivência prática desses valores. No Brasil, as Potências Regulares caminham firmemente nessa direção, fortalecendo o compromisso com uma Maçonaria mais ativa, presente e verdadeiramente transformadora, em harmonia com suas Ordens de Aperfeiçoamento.

Confesso, de forma pessoal, que a participação nas sessões do simbolismo e das Ordens tem sido, para mim, um momento único de evolução, aprendizado e reflexão. Estar ao lado dos meus irmãos e, com eles, buscar o aprimoramento constante como ser humano é algo verdadeiramente imensurável.

Permanece em mim o sincero desejo de que, unidos, possamos evoluir continuamente e contribuir, de forma efetiva, para o bem-estar da humanidade, sempre com um olhar fraterno voltado ao próximo.

Fraternalmente,
Ir. Arlindo Chapeta
PPGP – Sagrado Arco Real
GMA da GLMMMB
PGMP do GPB

07/09/2025

Endereço

São Paulo, SP

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