Ermo do Lampião

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Entre a Barbárie e a Liberdade: impressões de leitura e análise sobre Três Alqueires euma Vaca, de Gustavo CorçãoHá livr...
06/08/2026

Entre a Barbárie e a Liberdade: impressões de leitura e análise sobre Três Alqueires euma Vaca, de Gustavo Corção

Há livros que se encerram quando fechamos sua última página. Outros, porém, apenas começam nesse instante. Permanecem trabalhando silenciosamente na inteligência, reorganizando perguntas, corrigindo prioridades, educando o olhar. Três Alqueires e uma Vaca, de Gustavo Corção, pertence a essa segunda categoria. Não é um livro que oferece respostas rápidas nem um conjunto de fórmulas para interpretar a sociedade. É uma obra que exige do leitor algo raro em nosso tempo: disposição para pensar.

Talvez seja essa sua primeira grande virtude. Em uma época marcada pelo excesso de informação e pela escassez de contemplação, Corção recorda que pensar não consiste em acumular opiniões, mas em aprender a habitar a realidade. Seu livro nasce justamente dessa recusa em aceitar que o homem moderno, cercado de progresso técnico, tenha necessariamente se tornado mais humano.

A estrutura da obra revela esse percurso. Ao iniciar pelo humanismo de Chesterton, Corção recupera uma concepção de homem fundada na dignidade da pessoa e na abertura ao Transcendente. Em seguida, ao refletir sobre as ideias que impedem o homem de enlouquecer, mostra que não existe neutralidade intelectual: as ideias moldam culturas, orientam escolhas e constroem civilizações. Depois, ao recorrer à imagem dos "Três Alqueires e da Vaca", desloca o debate do plano abstrato para a vida concreta, lembrando que uma sociedade se sustenta sobre famílias, comunidades, trabalho, responsabilidade e vínculos reais. Finalmente, ao tratar da liberdade, evidencia que a verdadeira escravidão não nasce apenas da opressão política, mas da perda interior da Verdade.

Esses quatro momentos não constituem capítulos independentes. Formam um único movimento intelectual e espiritual. Corção parece afirmar que o homem somente preserva sua liberdade quando permanece fiel à sua própria natureza. Sempre que rompe essa fidelidade, inicia-se um lento processo de desumanização.

É justamente aí que reside, a meu ver, a atualidade da obra.

Costumamos associar a barbárie ao colapso das Instituições, às Guerras ou às grandes tragédias da História. Corção propõe uma percepção muito mais profunda e, por isso mesmo, mais inquietante. A Barbárie começa antes. Ela nasce quando deixamos de reconhecer a realidade como medida das nossas ações; quando substituímos a Verdade pelas conveniências, a Tradição pelas modas passageiras, a Pessoa pelas estatísticas, a Sabedoria pela eficiência. Uma sociedade pode conservar toda a sua sofisticação tecnológica e, ainda assim, caminhar silenciosamente para a Barbárie.

Por isso, seria um equívoco reduzir a metáfora dos "Três Alqueires e da Vaca" a uma defesa nostálgica da vida rural ou a um programa econômico. Corção parece apontar para algo muito mais radical: a necessidade de restaurar uma Ordem Humana em que o homem volte a possuir raízes, pertença, responsabilidade e limites. A imagem da pequena propriedade não vale apenas pelo que produz, mas pelo modo de existir que simboliza. Ela figura uma vida capaz de resistir ao desenraizamento, à massificação e à transformação da pessoa em mero elemento de uma engrenagem econômica ou ideológica.

Essa talvez seja uma das maiores contribuições do livro. Corção nos recorda que a civilização não é sustentada, em primeiro lugar, pelos grandes sistemas políticos, mas pelas pequenas fidelidades. São elas que mantêm viva uma cultura: a família, o trabalho honesto, a amizade, a educação, a memória, a transmissão da tradição e o compromisso cotidiano com a verdade. Quando esses vínculos desaparecem, não é apenas uma organização social que entra em crise; é a própria experiência humana que começa a se fragmentar.

Ao longo da leitura, tornou-se inevitável pensar na condição do homem contemporâneo. Nunca produzimos tanta informação, nunca tivemos tantos recursos técnicos e, ao mesmo tempo, nunca pareceu tão difícil responder às perguntas mais elementares: quem somos, para que vivemos e o que significa uma vida verdadeiramente boa. A técnica resolveu inúmeros problemas materiais, mas não suprimiu a necessidade de sentido. Nenhum avanço científico é capaz de responder, por si só, às inquietações fundamentais do espírito humano.

Nesse aspecto, Corção permanece surpreendentemente atual. Sua crítica não é dirigida contra o progresso, mas contra a ilusão de que o progresso possa substituir a verdade. Não combate a inteligência; combate sua redução ao cálculo. Não rejeita a modernidade; questiona apenas uma modernidade que esquece o homem enquanto celebra suas próprias conquistas.

Talvez por isso sua reflexão conserve um horizonte profundamente esperançoso. Apesar do diagnóstico severo da cultura contemporânea, o autor não escreve como quem acredita na inevitabilidade da decadência. Sua esperança nasce da convicção de que o homem sempre pode reencontrar a realidade, reaprender a contemplar e reconstruir sua própria humanidade.

Ao concluir a leitura, ficou-me a impressão de que Três Alqueires e uma Vaca não pretende convencer o leitor de uma tese específica. Seu objetivo é mais exigente: ensinar novamente a pensar. Em tempos de discursos cada vez mais rápidos e certezas cada vez mais superficiais, talvez esse seja um dos maiores serviços que um livro possa prestar.

Ler Gustavo Corção, hoje, significa aceitar um convite raro: reaprender que a liberdade não floresce onde tudo é permitido, mas onde o homem reconhece a Verdade como horizonte de sua existência. Afinal, talvez a pior forma de escravidão não seja aquela imposta de fora, mas aquela que começa quando deixamos de saber quem somos.

(Luizinho, 04/08/2026)

A VacaConta-se que, certa vez, um velho sacerdote atravessava o interior do país acompanhado de um jovem sacristão. Havi...
06/08/2026

A Vaca

Conta-se que, certa vez, um velho sacerdote atravessava o interior do país acompanhado de um jovem sacristão. Haviam partido havia muitos dias e seguiam de povoado em povoado, hospedando-se onde encontrassem abrigo. Caminhavam por estradas de terra, cruzavam riachos, dormiam sob árvores quando necessário e aceitavam, com gratidão, qualquer pedaço de pão oferecido pelo caminho.

Ao cair de uma tarde, avistaram uma pequena casa de barro erguida sobre uma colina. O telhado era antigo, as paredes apresentavam rachaduras e a cerca de madeira parecia prestes a desabar. Ao redor, o terreno era seco, coberto por algumas moitas e poucas árvores retorcidas pelo vento.

Quando se aproximaram, encontraram um homem sentado diante da porta, remendando uma enxada. A esposa preparava a refeição em um fogão improvisado de lenha. Três crianças brincavam descalças na terra.

O sacerdote pediu licença para passar a noite.

O homem levantou-se imediatamente.

— Nossa casa é simples, mas será uma alegria recebê-los.

Entraram.

A mesa era pequena. Havia um pouco de leite, um pedaço de queijo, algumas raízes cozidas e pão endurecido pelo tempo. Ainda assim, tudo lhes foi servido com delicadeza.

Enquanto comiam, o sacerdote perguntou:

— Como vivem vocês neste lugar tão distante?

O homem sorriu.

— Deus sempre providencia.

Depois de alguns instantes de silêncio, acrescentou:

— Temos aquela vaca.

Apontou para um pequeno curral ao lado da casa.

Era um animal magro, já envelhecido, mas de olhar tranquilo.

— Ela nos dá leite todos os dias. Minha esposa faz queijo e manteiga. Vendemos um pouco na vila quando aparece comprador. O dinheiro compra aquilo que não conseguimos plantar. Não é muito, mas nunca nos faltou o necessário.

O sacerdote nada respondeu.

Naquela noite, depois que todos adormeceram, chamou discretamente o sacristão.

— Levante-se.

Ainda sonolento, o rapaz o acompanhou para fora.

A lua iluminava o campo.

O sacerdote caminhou até o curral.

Abriu a porteira.

Olhou para a vaca por alguns segundos.

Depois disse calmamente:

— Leve-a até a beira do despenhadeiro.

O jovem empalideceu.

— Padre... não...

— Faça o que estou lhe pedindo.

O sacristão sentiu um nó na garganta.

— Mas... eles vivem dela.

O velho permaneceu em silêncio.

O rapaz obedeceu.

Conduziu lentamente o animal até a borda da escarpa. A vaca caminhava sem resistência, como se apenas seguisse alguém conhecido.

Quando chegaram ao alto, o sacerdote fez apenas um gesto com a cabeça.

O sacristão fechou os olhos.

Empurrou.

O som das pedras rolando pela encosta misturou-se ao mugido que desapareceu na escuridão.

Nenhum dos dois voltou a dizer uma palavra naquela madrugada.

Antes do amanhecer, partiram.

Durante toda a viagem, o jovem carregava um peso que não conseguia explicar. Muitas vezes quis perguntar por quê. Outras tantas pensou em abandonar o sacerdote. Nunca encontrou coragem.

Os anos passaram.

O rapaz tornou-se homem.

Seguiu outro caminho, mas jamais esqueceu aquela noite.

Certa ocasião, ao atravessar novamente aquela região, resolveu procurar a antiga casa.

Temia encontrá-la abandonada.

Imaginava que a família tivesse sucumbido à fome.

Quando alcançou a colina, porém, parou sem acreditar.

A velha cerca havia desaparecido.

No lugar da pequena casa de barro havia uma construção ampla, caiada de branco, cercada por árvores frutíferas.

O terreno seco transformara-se em uma propriedade cultivada.

Havia plantações espalhadas pelos campos, animais nos currais, ferramentas novas e gente trabalhando.

Sem compreender o que via, aproximou-se.

O homem abriu a porta.

Estava mais velho.

Reconheceu imediatamente o visitante.

Sorriu.

Abraçou-o.

Convidou-o para entrar.

A mesa agora era grande.

Havia pão fresco, frutas, leite, legumes e café recém-passado.

Depois da refeição, o antigo sacristão não conseguiu conter a pergunta.

— O que aconteceu aqui?

O homem permaneceu algum tempo olhando pela janela.

Depois respondeu:

— Naquela época, nossa vida dependia de uma única vaca.

Fez uma pausa.

— Na manhã seguinte à partida de vocês, nós a encontramos morta ao pé do precipício.

Silêncio.

— Pensamos que tudo estava perdido.

Olhou novamente para os campos.

— Durante muitos dias não soubemos o que fazer. Depois começamos a plantar aquilo que nunca havíamos plantado. Aprendemos novos ofícios. Trabalhamos em terras vizinhas. Vendemos o que produzíamos. Erramos muitas vezes. Recomeçamos outras tantas.

Sorriu discretamente.

— Descobrimos que éramos capazes de fazer coisas que nunca havíamos imaginado.

O visitante abaixou os olhos.

Os dois permaneceram em silêncio por um longo tempo.

Lá fora, o vento atravessava a plantação.

Ao longe, ouviam-se apenas o canto dos pássaros e o barulho das folhas balançando sob a luz tranquila do fim da tarde.

06/08/2026Cor Litúrgica: BrancoTransfiguração do Senhor - Festa | Quinta-feiraPrimeira Leitura (Dn 7,9-10,13-14)Leitura ...
06/08/2026

06/08/2026

Cor Litúrgica: Branco

Transfiguração do Senhor - Festa | Quinta-feira

Primeira Leitura (Dn 7,9-10,13-14)

Leitura da Profecia de Daniel.

9 Eu continuava olhando até que foram colocados uns tronos, e um Ancião de muitos dias aí tomou lugar. Sua veste era branca como neve e os cabelos da cabeça, como lã pura; seu trono eram chamas de fogo, e as rodas do trono, como fogo em brasa. 10 Derramava-se aí um rio de fogo que nascia diante dele; serviam-no milhares de milhares, e milhões de milhões assistiam-no ao trono; foi instalado o tribunal e os livros foram abertos. 13 Continuei insistindo na visão noturna, e eis que, entre as nuvens do céu, vinha um como filho de homem, aproximando-se do Ancião de muitos dias, e foi conduzido à sua presença. 14 Foram-lhe dados poder, glória e realeza, e todos os povos, nações e línguas o serviam: seu poder é um poder eterno que não lhe será tirado, e seu reino, um reino que não se dissolverá.

Palavra do Senhor.

Graças a Deus.

Primeira Leitura (2Pd 1,16-19)

Leitura da Segunda Carta de São Pedro.

Caríssimos: 16 Não foi seguindo fábulas habilmente inventadas que vos demos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, mas sim, por termos sido testemunhas oculares da sua majestade. 17 Efetivamente, ele recebeu honra e glória da parte de Deus Pai, quando do seio da esplêndida glória se fez ouvir aquela voz que dizia: "Este é o meu Filho bem-amado, no qual ponho o meu bem-querer". 18 Esta voz, nós a ouvimos, vinda do céu, quando estávamos com ele no monte santo. 19 E assim se nos tornou ainda mais firme a palavra da profecia, que fazeis bem em ter diante dos olhos, como lâmpada que brilha em lugar escuro, até clarear o dia e levantar-se a estrela da manhã em vossos corações.

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.

Responsório Sl 96(97),1-2.5-6.9 (R. 1a.9a)

- Deus é Rei, é o Altíssimo, muito acima do universo.

- Deus é Rei, é o Altíssimo, muito acima do universo.

- Deus é Rei! Exulte a terra de alegria, e as ilhas numerosas rejubilem! Treva e nuvem o rodeiam no seu trono, que se apoia na justiça e no direito.

- As montanhas se derretem como cera ante a face do Senhor de toda a terra; e assim proclama o céu sua justiça, todos os povos podem ver a sua glória.

- Porque vós sois o Altíssimo, Senhor, muito acima do universo que criastes, e de muito superais todos os deuses.

Evangelho (Mt 17,1-9)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.

- Eis meu Filho muito amado, nele está meu bem-querer, escutai-o, todos vós!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1 Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e os levou a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. 2 E foi transfigurado diante deles; o seu rosto brilhou como o sol e as suas roupas ficaram brancas como a luz. 3 Nisto apareceram-lhes Moisés e Elias, conversando com Jesus. 4 Então Pedro tomou a palavra e disse: "Senhor, é bom ficarmos aqui. Se queres, vou fazer aqui três tendas: uma para ti, outra para Moisés, e outra para Elias". 5 Pedro ainda estava falando, quando uma nuvem luminosa os cobriu com sua sombra. E da nuvem uma voz dizia: "Este é o meu Filho amado, no qual eu pus todo meu agrado. Escutai-o!" 6 Quando ouviram isto, os discípulos ficaram muito assustados e caíram com o rosto em terra. 7 Jesus se aproximou, tocou neles e disse: "Levantai-vos, e não tenhais medo". 8 Os discípulos ergueram os olhos e não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus. 9 Quando desciam da montanha, Jesus ordenou-lhes: "Não conteis a ninguém esta visão até que o Filho do Homem tenha ressuscitado dos mortos".

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Tema da Oração – Agosto de 2026“A Voz do Leão: escutar, responder e caminhar”Se Janeiro foi o despertar,Fevereiro o fund...
05/08/2026

Tema da Oração – Agosto de 2026

“A Voz do Leão: escutar, responder e caminhar”

Se Janeiro foi o despertar,
Fevereiro o fundamento,
Março o deserto,
Abril a Ressurreição,
Maio a permanência,
Junho o envio
e Julho a perseverança...

Agosto é o chamado.

É o mês em que o Senhor volta a pronunciar nosso nome.

Não porque tenhamos nos perdido,
mas porque toda vocação precisa ser renovada.

O Leão continua caminhando à nossa frente.

Sua voz não grita.
Ela chama.

Ela atravessa os ruídos,
vence os medos,
alcança o coração
e desperta novamente a esperança.

Neste mês vocacional,
queremos aprender, antes de tudo,
a escutar.

Porque somente quem escuta
é capaz de responder com liberdade.

Intenções de Oração

Pela Escuta do Coração

Senhor,

faz silêncio dentro de nós.

Silencia nossas inquietações,
nossas distrações,
nossos medos
e nossas pressas.

Que reconheçamos a Tua voz
no cotidiano,
na oração,
na Palavra,
nos irmãos
e nos acontecimentos de cada dia.

Que nunca confundamos
o barulho do mundo
com o chamado do Teu coração.

Pela Fidelidade à Vocação

Senhor,

renova em nós o primeiro amor.

Recorda-nos o dia em que nos chamaste.

Quando vierem o cansaço
ou a dúvida,
faz-nos recordar
que toda vocação nasce do Teu amor
e encontra em Ti a sua força.

Que sejamos fiéis
não apenas nos grandes momentos,
mas sobretudo na simplicidade de cada dia.

Pelas Vocações da Igreja

Abençoa aqueles que disseste:
"Vem e segue-me."

Guarda os bispos,
os sacerdotes,
os diáconos,
os religiosos e religiosas,
os missionários,
os seminaristas,
os consagrados,
os esposos,
as famílias,
os jovens que discernem seu caminho
e todos os leigos chamados a santificar o mundo.

Que cada pessoa descubra
a beleza da missão que lhe confiaste.

Pelo Projeto Ermo do Lampião

Senhor,

faz do Ermo um lugar
onde as pessoas encontrem a Tua voz.

Que nossas palavras conduzam ao Teu Evangelho.

Que nossos encontros despertem esperança.

Que nossa amizade revele a Tua presença.

Guarda a Diretoria,
o Jornal,
a Editora,
a Banda Aslam,
o Clube de Leitura,
os Encontros Literários,
o Grupo de Intercessão
e todas as nossas missões.

Que nunca percamos
a simplicidade,
a verdade
e a alegria de servir.

Pela Verdadeira Pátria

Somos peregrinos.

Como lembrava São João Batista Scalabrini,
caminhamos rumo a uma Pátria que não é terrena.

Que jamais nos acomodemos
como se esta fosse nossa morada definitiva.

Como os antigos reis e rainhas de Nárnia,
queremos atravessar todas as estações
com os olhos fixos
na terra prometida pelo verdadeiro Rei.

Que cada passo
nos aproxime mais do Céu.

Oração Final

Senhor Jesus,

Leão verdadeiro,
Pastor que conhece cada ovelha pelo nome,

obrigado porque continuas a nos chamar.

Mesmo quando vacilamos,
Tu permaneces fiel.

Mesmo quando nos distraímos,
Tua voz continua ecoando.

Dá-nos um coração atento,
capaz de reconhecer
Teus passos na floresta,
Tua presença nas tempestades
e Teu chamado nos caminhos mais simples.

Que o Projeto Ermo do Lampião
seja sempre uma casa de escuta,
de formação,
de amizade
e de esperança.

Conduze-nos com paciência.

Ensina-nos a responder,
como Maria:
"Faça-se em mim segundo a Tua Palavra."

E quando a peregrinação deste mundo terminar,
que possamos ouvir,
dos Teus próprios lábios,
o chamado definitivo:

"Vinde, benditos de meu Pai."

Então atravessaremos,
pela última vez,
as portas da verdadeira Nárnia,
onde contemplaremos o Teu rosto
e permaneceremos Contigo para sempre.

Toda a Unidade.

Amém.

Depois de quase 10 anos de procura... ele finalmente chegou! 🦁📚❤️Muito obrigado, Henrique, por ter encontrado esse tesou...
03/08/2026

Depois de quase 10 anos de procura... ele finalmente chegou! 🦁📚❤️

Muito obrigado, Henrique, por ter encontrado esse tesouro para mim.

Depois de tantos anos procurando, finalmente ele chegou!

Um beijo muito carinhoso para a Gislene, para o Gustavo e para a Elisa. Muito obrigado pelo carinho de vocês! ❤️

As Crônicas de Nárnia voltaram para casa 🦁📚❤️

Gratidão a Deus e a todos que fizeram parte dessa alegria!

02/08/2026Cor Litúrgica: Verde18º Domingo do Tempo Comum | DomingoPrimeira Leitura (Is 55,1-3)Leitura do Livro do Profet...
02/08/2026

02/08/2026

Cor Litúrgica: Verde

18º Domingo do Tempo Comum | Domingo

Primeira Leitura (Is 55,1-3)

Leitura do Livro do Profeta Isaías.

Assim diz o Senhor: 1 "Ó vós todos que estais com sede, vinde às águas; vós que não tendes dinheiro, apressai-vos, vinde e comei, vinde comprar sem dinheiro, tomar vinho e leite, sem nenhuma paga. 2 Por que gastar dinheiro com outra coisa que não o pão, desperdiçar o salário senão com satisfação completa? Ouvi-me com atenção, e alimentai-vos bem, para deleite e revigoramento do vosso corpo. 3 Inclinai vosso ouvido e vinde a mim, ouvi e tereis vida; farei convosco um pacto eterno, manterei fielmente as graças concedidas a Davi".

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.

Responsório Sl 144(145),8-9.15-16.17-18 (R. cf. 16)

- Vós abris a vossa mão e saciais os vossos filhos.

- Vós abris a vossa mão e saciais os vossos filhos.

- Misericórdia e piedade é o Senhor, ele é amor, é paciência, é compaixão. O Senhor é muito bom para com todos, sua ternura abraça toda criatura.

- Todos os olhos, ó Senhor, em vós esperam e vós lhes dais no tempo certo o alimento; vós abris a vossa mão prodigamente e saciais todo ser vivo com fartura.

- É justo o Senhor em seus caminhos, é santo em toda obra que ele faz. Ele está perto da pessoa que o invoca, de todo aquele que o invoca lealmente.

Segunda Leitura (Rm 8,35.37-39)

Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos.

Irmãos: 35 Quem nos separará do amor de Cristo? Tribulação? Angústia? Perseguição? Fome? Nudez? Perigo? Espada? 37 Em tudo isso, somos mais que vencedores, graças àquele que nos amou! 38 Tenho a certeza de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os poderes celestiais, nem o presente nem o futuro, nem as forças cósmicas, 39 nem a altura, nem a profundeza, nem outra criatura qualquer, será capaz de nos separar do amor de Deus por nós, manifestado em Cristo Jesus, nosso Senhor.

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.

Evangelho (Mt 14,13-21)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.

- O homem não vive somente de pão, mas vive de toda palavra que sai da boca de Deus, e não só de pão. Amém. Aleluia, Aleluia!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 13 Quando soube da morte de João Batista, Jesus partiu e foi de barco para um lugar deserto e afastado. Mas, quando as multidões souberam disso, saíram das cidades e o seguiram a pé. 14 Ao sair do barco, Jesus viu uma grande multidão. Encheu-se de compaixão por eles e curou os que estavam doentes. 15 Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram: "Este lugar é deserto e a hora já está adiantada. Despede as multidões, para que possam ir aos povoados comprar comida!" 16 Jesus porém lhes disse: "Eles não precisam ir embora. Dai-lhes vós mesmos de comer!" 17 Os discípulos responderam: "Só temos aqui cinco pães e dois peixes". 18 Jesus disse: "Trazei-os aqui". 19 Jesus mandou que as multidões se sentassem na grama. Então pegou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu e pronunciou a bênção. Em seguida partiu os pães, e os deu aos discípulos. Os discípulos os distribuíram às multidões. 20 Todos comeram e ficaram satisfeitos, e dos pedaços que sobraram, recolheram ainda doze cestos cheios. 21 E os que haviam comido eram mais ou menos cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Endereço

Avenida República Do Líbano, 1391/Jardim Cruzeiro Do Sul
São Carlos, SP
13.572-081

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