Em Defesa dos Territórios Pesqueiros

Em Defesa dos Territórios Pesqueiros Informações para nos contatar, mapa e direções, formulário para nos contatar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de Em Defesa dos Territórios Pesqueiros, Organização de conservação do ambiente, Região Metropolitana do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.

A Campanha Em Defesa dos Territórios Pesqueiros, é uma luta que busca proteger os espaços e os direitos dos pescadores artesanais, especialmente a pesca artesanal. É criada no inicio dos anos 2000, pelo Grupo Homens do Mar, que em 2007 originou a AHOMAR - Associação Homens e Mulheres do Mar da Baía de Guanabara, que logo tomou um rumo e destaque mundial pela preservação do meio ambiente e na defesa das comunidades tradicionais do Rio de Janeiro. Isso inclui a proteção contra impactos ambientais, a garantia de acesso aos recursos naturais e a reivindicação de políticas públicas que reconheçam a importância da pesca artesanal.

A ação de ativismo que reúne várias entidades, dentre elas os pescadores artesanais de Magé, São Gonçalo, Ilha do Govern...
23/09/2026

A ação de ativismo que reúne várias entidades, dentre elas os pescadores artesanais de Magé, São Gonçalo, Ilha do Governador, da AHOMAR - Associação Homens e Mulheres do Mar da Baía de Guanabara (Ahomar), da Acamm, Atpmg, Amupescar - Associação das Mulheres da Pesca no Litoral do Rio de Janeiro e do Sindicato dos Pescadores Profissionais e Pescadores Artesanais, Aprendizes de Pesca e Pescadores Amadores do Estado do Rio de Janeiro (SINDPESCA-RJ) e a 350.org, organizações ambientalistas e de pescadores exigem o fim da exploração de combustíveis fósseis, para proteger o litoral brasileiro dos impactos dos combustíveis fósseis sobre as comunidades mais vulneráveis, a biodiversidade e o clima global.

A campanha "Em Defesa dos Territórios Pesqueiros" é uma articulação nacional e histórica liderada por pescadores artesan...
10/09/2026

A campanha "Em Defesa dos Territórios Pesqueiros" é uma articulação nacional e histórica liderada por pescadores artesanais, movimentos sociais e entidades de apoio, com destaque para a atuação da AHOMAR (Associação dos Homens e Mulheres do Mar da Baía de Guanabara) no estado do Rio de Janeiro.

O objetivo central dessa mobilização a defesa dos territórios e ecossistemas pesqueiros, é garantir o modo de vida e saberes das comunidades tradicionais, a regularização e proteção jurídica das áreas de terra e água tradicionalmente utilizadas pelas comunidades pesqueiras para sua subsistência, cultura e trabalho.

Principais Pilares da MobilizaçãoDemarcação dos Territórios:
Apoio a projetos de lei (como o PL 131/2020) que visam assegurar o acesso prioritário dos pescadores artesanais aos recursos naturais contra a invasão de grandes empreendimentos.

Enfrentamento aos Impactos da Indústria:
Combate à poluição provocada pelo derramamento de óleo, descarte de efluentes tóxicos e avanço das infraestruturas portuárias e petrolíferas que restringem as áreas de pesca artesanal.

Monitoramento e Tecnologia:
Uso de ferramentas coletivas, como a Patrulha Ambiental da Pesca e aplicativos de celular desenvolvidos pela própria Rede AHOMAR, que permitem aos pescadores mapear, rastrear e denunciar crimes ambientais na Baía de Guanabara.

Justiça Socioambiental e Direitos Humanos:
Proteção das lideranças pesqueiras ameaçadas por grupos armados e segurança privada de grandes indústrias, além da garantia de direitos previdenciários e assistenciais.

(foto Augusto Duran)

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26/06/2026
Reunião sobre a criação de Unidade de Conservação Marinha e Corredor Ecológico.Este encontro foi uma solicitação da LIPE...
29/04/2026

Reunião sobre a criação de Unidade de Conservação Marinha e Corredor Ecológico.

Este encontro foi uma solicitação da LIPESCA - Liga das Entidades da Pesca do Rio de Janeiro, atendendo a demanda apresentada pelas entidades representativas da pesca artesanal e pesca profissional, com o intuito de sanar dúvidas e ampliar o diálogo entre a categoria e os órgãos governamentais.

Ocorreu no dia 27 de abril de 2026, no auditório do IBAMA-RJ

O Instituto Estadual do Ambiente (INEA) e a Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (SEAS) propõem a criação de uma Unidade de Conservação marinha estadual nas praias
selvagens do Rio de Janeiro, com o objetivo de proteger a biodiversidade marinha, ordenar os usos do território e garantir a manutenção dos recursos naturais de forma sustentável.

Apresentou a proposta de acordo com o diretor Cleber Ferreira do (INEA), visa assegurar a conservação de ecossistemas marinho-costeiros estratégicos, conciliando a proteção ambiental com atividades compatíveis, como pesquisa científ**a, turismo sustentável e pesca de baixo impacto.

Foi explanado que esta iniciativa irá contemplar ainda a implantação de um corredor ecológico marinho, destinado a promover a conectividade entre o Monumento Natural das Ilhas Cagarras, o Hope Spot das Ilhas Cagarras e Águas do Entorno e outras áreas protegidas da região, favorecendo o fluxo de espécies, ampliando a resiliência dos ecossistemas e fortalecendo a gestão integrada do território marinho em escala regional.

Parceria:
IBAMA RJ
Federação Liga das Entidades de Pesca do Rio de Janeiro - LIPESCARJ

20/04/2026

O representante da Associação Homens e Mulheres do Mar (AHOMAR), , e ativista pelo meio ambiente, .ahomar, esteve na para denunciar a poluição, os vazamentos e as intimidações causadas por grandes petroleiras contra comunidades pesqueiras.

O pescador artesanal faz parte dos afetados pela exploração de petróleo e contribuiu para a construção do relatório inédito da Anistia Internacional “Extinção por Extração: Por que o ciclo de vida dos combustíveis fósseis ameaça a vida, a natureza e os direitos humanos.”, lançado oficialmente na última sexta-feira, durante o evento “TAMO NO CLIMA”, em Belém do Pará.

Te convidamos a conhecer essa e outras histórias de pessoas que vivem os efeitos da exploração de combustíveis fosseis em suas vidas diariamente.

Segundo o relatório, hoje, cerca de 2 bilhões de pessoas são afetadas pelas indústrias de combustíveis fosseis no mundo todo.

Isso quer dizer que 1 em cada 4 pessoas no mundo vive a menos de 5 km de alguma infraestrutura de combustíveis fósseis e estão expostas a riscos diversos.

̧ãomarinha ́adeguanabara

12/04/2026

O representante da Associação Homens e Mulheres do Mar (AHOMAR), , e ativista pelo meio ambiente, .ahomar, esteve na para denunciar a poluição, os vazamentos e as intimidações causadas por grandes petroleiras contra comunidades pesqueiras.

O pescador artesanal faz parte dos afetados pela exploração de petróleo e contribuiu para a construção do relatório inédito da Anistia Internacional “Extinção por Extração: Por que o ciclo de vida dos combustíveis fósseis ameaça a vida, a natureza e os direitos humanos.”, lançado oficialmente na última sexta-feira, durante o evento “TAMO NO CLIMA”, em Belém do Pará.

Te convidamos a conhecer essa e outras histórias de pessoas que vivem os efeitos da exploração de combustíveis fosseis em suas vidas diariamente. Segundo o relatório, hoje, cerca de 2 bilhões de pessoas são afetadas pelas indústrias de combustíveis fosseis no mundo todo.
Isso quer dizer que 1 em cada 4 pessoas no mundo vive a menos de 5 km de alguma infraestrutura de combustíveis fósseis e estão expostas a riscos diversos.

̧ãomarinha ́adeguanabara

21/03/2026
https://oeco.org.br/.../galeria-com-proximidade-da-cop.../Galeria: Com proximidade da COP, mobilização pelo clima se esp...
06/03/2026

https://oeco.org.br/.../galeria-com-proximidade-da-cop.../
Galeria: Com proximidade da COP, mobilização pelo clima se espalha pelo mundo
https://oeco.org.br/.../galeria-com-proximidade-da-cop.../

A menos de três semanas para o início da 28ª reunião da Conferência do Clima da ONU, que dessa vez ocorrerá em Dubai, nos Emirados Árabes, as organizações que lutam por justiça climática iniciaram uma série de manifestações pelo país, que devem ocorrer até o fim de novembro.

No Rio de Janeiro, ativistas mobilizados pela Rede da Associação dos Homens e Mulheres do Mar da Baía de Guanabara (Rede Ahomar) e pela ONG de campanhas por justiça climática 350.org. se reuniram na última sexta-feira (03) para protestar pelo fim dos combustíveis fósseis e por uma transição energética justa e popular.

As ações de mobilização também ocorreram em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul; e em Silves, no Amazonas e em pelo menos 60 países. O objetivo é mobilizar as comunidades afetadas pela crise climática e exigir que os recursos que alimentam petróleo, gás e carvão sejam redirecionados para as energias renováveis.

A transição energética é um dos temas da COP 28, que terá como país sede um dos maiores produtores de petróleo do mundo, os Emirados Árabes Unidos.

́adeguanabara ́

https://oeco.org.br/.../galeria-com-proximidade-da-cop.../

Galeria: Com proximidade da COP, mobilização pelo clima se espalha pelo mundo

A menos de três semanas para o início da 28ª reunião da Conferência do Clima da ONU, que dessa vez ocorrerá em Dubai, nos Emirados Árabes, as organizações que lutam por justiça climática iniciaram uma série de manifestações pelo país, que devem ocorrer até o fim de novembro. No Rio de Janeiro, ativistas mobilizados pela Rede da Associação dos Homens e Mulheres do Mar da Baía de Guanabara (Rede Ahomar) e pela ONG de campanhas por justiça climática 350.org. se reuniram na última sexta-feira (03) para protestar pelo fim dos combustíveis fósseis e por uma transição energética justa e popular.

As ações de mobilização também ocorreram em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul; e em Silves, no Amazonas e em pelo menos 60 países. O objetivo é mobilizar as comunidades afetadas pela crise climática e exigir que os recursos que alimentam petróleo, gás e carvão sejam redirecionados para as energias renováveis. A transição energética é um dos temas da COP 28, que terá como país sede um dos maiores produtores de petróleo do mundo, os Emirados Árabes Unidos.

́adeguanabara ́

Pescadores enfrentam perigo lutando contra as grandes petrolíferashttps://orato.world/2024/03/09/fishermen-face-danger-f...
23/02/2026

Pescadores enfrentam perigo lutando contra as grandes petrolíferas
https://orato.world/2024/03/09/fishermen-face-danger-fighting-big-oil-they-dragged-paulo-onto-the-street-and-executed-him-with-five-bullets-to-the-head/

Olho para a baía, cheia de plástico, fraldas, roupas, pneus e objetos quebrados. Esgoto e resíduos tóxicos de fábricas e empresas petrolíferas poluíram este lugar. Tudo aqui parece morto, e o cheiro me sufoca.

BAÍA DE GUANABARA, Brasil — Há apenas 20 anos, os pescadores da Baía de Guanabara obtinham seu sustento do mar. O aumento da perfuração de petróleo e o gerenciamento inadequado de resíduos prejudicaram nossa profissão. Esses problemas também afetaram nossa saúde e levaram a situações de fome.

Durante 17 anos, por meio da Associação de Homens e Mulheres do Mar da Baía de Guanabara (AHOMAR), nos manifestamos contra grandes projetos como os da Petrobras, a petrolífera brasileira. [Em janeiro de 2000, a Petrobras foi notícia por derramar 350 mil galões de petróleo na Baía de Guanabara. Não foi o primeiro nem o último grande incidente envolvendo a Petrobras no Brasil.]

Nós, pescadores, testemunhamos a destruição das oportunidades de pesca e os danos ao meio ambiente. Nossa ação deu início a um capítulo sombrio em nossas vidas. Ao confrontarmos as proibições de pesca, começamos a nos deparar com extrema violência.

Leia mais notícias sobre meio ambiente na Orato World Media.

Como a poluição destruiu uma baía repleta de vida e despertou meu ativismo ambiental.
Ligo meu barco de pesca pela manhã, envolto na escuridão. Navegando pelas águas sujas, repletas de lixo e lama fétida, o sol começa a nascer. Observo a baía, cheia de plástico, fraldas, roupas, pneus e objetos quebrados. Esgoto e resíduos tóxicos de fábricas e empresas petrolíferas poluíram este lugar. Tudo aqui parece morto, e o cheiro me sufoca.

Recordo os tempos antigos, quando manguezais viçosos adornavam a baía, em meio a praias limpas e o que parecia um ecossistema mágico. Nas águas e ao longo da costa, golfinhos, tartarugas, caranguejos e peixes de todos os tipos prosperavam, enquanto uma diversidade de pássaros cruzava o céu. Então, vi a poluição corroer lentamente a magnificência da baía, substituindo nosso incrível ecossistema por lixo e esgoto, enquanto uma nuvem de produtos químicos contaminava a água.

Agora, quando olho para os outrora belos manguezais, o lixo acumulado nas margens se mistura com as raízes, corroendo-as e enfraquecendo-as. Sacolas plásticas e sucata de metal sufocam os animais que lutam para sobreviver neste microcosmo infernal.

Para pescadores como eu, que vivem e trabalham no mar, é a nossa casa que eles poluem. Notamos mudanças nas plantas, nos animais e no próprio mar. Como parte desse ecossistema, os pescadores desempenham um papel crucial na preservação dos ambientes aquáticos e das espécies marinhas. Na minha comunidade Tupí Guarani, eu pescava desde criança. O mar me criou e, quando comecei a pescar na Baía de Guanabara, me senti atraído por sua imensa abundância. Agora, tendo observado a poluição, assumo o papel de ativista ambiental, mesmo sem formação acadêmica na área.

Um catastrófico vazamento de petróleo atingiu a baía brasileira, transformando-a em um cemitério desolado.
Em 2000, um vazamento catastrófico de um oleoduto próximo, pertencente à Petrobras, causou o derramamento de milhares de litros de petróleo bruto na baía, cobrindo uma área de até 40 quilômetros quadrados e resultando em um desastre natural de grandes proporções no Brasil.

Naquela noite de janeiro, enquanto eu pescava, o óleo cobriu meu barco. A água ficou tingida de morte e escuridão enquanto peixes e pássaros tentavam escapar da armadilha mortal, batendo as asas em vão. Em seu esforço, afundavam cada vez mais. Lágrimas escorreram dos meus olhos e senti como se estivesse morrendo com eles. Durante meses, sem poder pescar, a fome e o desespero nos consumiram. O vazamento destruiu tudo.

A própria baía parecia submersa ao nosso redor. Centenas de barcos abandonados alinhavam-se na costa, suas redes adormecidas na areia. A paisagem transformou-se num vasto cemitério onde cães vadios e atordoados vagavam. Com o tempo, nos vimos cercados por torres de petróleo, enormes navios, refinarias e oleodutos. Em 2003, novos empreendimentos começaram, levando-nos a juntar-nos a um grupo de pescadores em busca de soluções, mas não encontramos nada.

Seis anos depois, num ato de resistência, ancoramos nossos navios para impedir a construção de novos oleodutos e usamos nossa rede para evitar que grandes embarcações atravessassem a baía. Eles atiraram em nós sem piedade enquanto avançavam, apoderando-se de tudo em seu caminho.

Membros da AHOMAR enfrentam ataques violentos e assassinatos.
Três semanas depois, dois homens armados esperavam do lado de fora da casa do ex-tesoureiro da AHOMAR, Paulo Cesar dos Santos Souza, quando ele retornava com sua esposa. Assim que Paulo entrou, eles invadiram a casa na presença de sua família, espancaram-no brutalmente, interrogaram-no e exigiram documentos da associação de pescadores.

Eles o arrastaram para a rua e o executaram com cinco tiros na cabeça, fugindo em seguida num carro sem identif**ação. Além disso, em janeiro do ano seguinte, o pescador Marcio Amaro foi assassinado após denunciar a circulação de homens armados ilegalmente em canteiros de obras.

Em junho de 2012, diversos chefes de Estado se reuniram no Rio de Janeiro para a cúpula Rio+20, com o objetivo de discutir políticas ambientais. À medida que a cúpula se aproximava do fim, uma tragédia se abateu sobre a região quando Almir Nogueira de Amorim e João Luiz Telles Penetra, dois líderes importantes da associação, faleceram tragicamente enquanto pescavam na baía. O corpo de Penetra foi encontrado dias depois em um estaleiro, com os braços e pernas amarrados com corda em posição fetal. Da mesma forma, o corpo de Amorim foi encontrado amarrado ao seu barco, com hematomas no pescoço. Após serem torturados, esses pescadores provavelmente tiveram uma morte lenta e dolorosa.

Em 2020, patrulhas da Marinha alvejaram Edilson Aderaldo Marques Filho, membro da AHOMAR, com balas de borracha enquanto ele pescava em um trecho da Baía de Guanabara próximo a uma área de uso restrito. Ele sofreu ferimentos na cabeça e perdeu parte da visão. Além disso, invasores destruíram tudo e roubaram computadores nos escritórios da AHOMAR. Acreditamos que as milícias que controlam a área, juntamente com a polícia, têm ligações com os seguranças que trabalham nos canteiros de obras.

A Baía de Guanabara é sagrada para mim. Perdi meu irmão e enfrentei muitas dificuldades, mas continuo trabalhando para protegê-la.
[Quando a tragédia aconteceu da próxima vez, ela me atingiu mais de perto.] Num dia que parecia normal, meu irmão Anísio Souza voltava do trabalho para casa. Ele era um defensor incansável da conservação marinha e dos direitos das comunidades pesqueiras no Rio de Janeiro. De repente, homens encapuzados se aproximaram e atiraram nele repetidamente até que ele sucumbiu aos ferimentos. Enquanto isso, seu filho de seis anos assistia a tudo. Perdi parte da minha vida com meu irmão naquele dia, e a dor permanece infinita.

Nesse cenário, nunca me sinto seguro em casa. Meu ativismo ambiental e minha filiação à associação me levaram a ser baleado duas vezes, preso 12 vezes e alvo de 28 processos judiciais. Os responsáveis ​​pelo desastre natural que assola nossa baía vêm atrás de nós. Não temo a morte. "Será que vão me matar?", me pergunto. Mesmo que chegue a esse ponto, me recuso a parar de lutar, porque nós, pescadores, agora somos uma espécie em extinção.

Diante de tamanho perigo, recusamo-nos a baixar as armas ou a cessar a luta. A nossa escolha permanece clara: mantermo-nos firmes e sobreviver ou usar os nossos barcos como lenha para cozinhar a nossa última refeição na praia.

Eu escolho resistir. Patrulho ativamente a baía em busca de derramamentos de petróleo, construções ilegais e outros crimes ambientais, apesar de estarmos sob um programa federal de proteção. Os pescadores estão cada vez mais fortes e não vamos desistir. A Baía de Guanabara continua sendo um lugar sagrado para mim. Eu a reverencio como um templo.

Dói-me testemunhar a sua transformação gradual num lixão a céu aberto e num centro industrial repugnante e explorado criminosamente. O nosso trabalho incansável atraiu a atenção internacional para a justiça ambiental. Quando tudo isto começou, olhei para o petróleo com tristeza. Hoje, sinto raiva. Preocupo-me com o futuro, mas acredito – espero – que um dia o petróleo acabe.
(Google Tradutor)

̧a ̧ãomarinha ́ ́adeguanabara

A primeira vítima é a verdade. https://manu.org.nz/2011/05/11/the-first-casualty-is-the-truth/O Ministro de Energia e Re...
10/02/2026

A primeira vítima é a verdade.
https://manu.org.nz/2011/05/11/the-first-casualty-is-the-truth/

O Ministro de Energia e Recursos e o lobby das grandes petrolíferas fizeram algumas afirmações pouco honestas no jornal The Gisborne Herald em resposta ao meu artigo anterior, portanto, os fatos estão aqui expostos para eles. – – – – As notas de rodapé dos lobistas da mineração (incluindo o governo) de ontem não foram honestas. Hekia Parata…

O Ministro de Energia e Recursos e o lobby das grandes petrolíferas fizeram algumas afirmações pouco honestas no jornal The Gisborne Herald em resposta ao meu artigo anterior, portanto, os fatos estão aqui expostos para eles.

Pescadores protestam contra o oleoduto da Petrobras na Baía de Guanabara

As notas de rodapé dos lobistas da indústria de mineração (incluindo o governo) de ontem não foram honestas.
Hekia Parata não está contando toda a história quando diz que “em caso de derramamento de petróleo, o poluidor arca com todos os custos associados à resposta”.

A exigência de seguro contra derramamentos para todas as empresas de perfuração offshore é de apenas NZ$ 30 milhões.
Pode haver responsabilidade ilimitada após esse valor, mas não se trata de "responsabilidade objetiva", portanto não há garantia de que o poluidor pagará. O governo da Nova Zelândia ou outras entidades terão que levar o poluidor ao tribunal para recuperar os custos de limpeza.

A Anadarko planeja perfurar o mar na costa de Canterbury antes do final do ano e está contestando qualquer responsabilidade pelo desastre da Deepwater Horizon, empresa na qual detinha um quarto da propriedade.

O vazamento do Exxon Valdez em 1989, no Estreito do Príncipe William, no Alasca, ainda está em julgamento, com os responsáveis ​​pela poluição contestando os US$ 92 milhões destinados à limpeza em andamento. Enquanto o caso estiver em litígio, os contribuintes neozelandeses terão que arcar com os custos até que um acordo seja firmado.

O Relatório Anual de 2010 da Anadarko reconhece que “os eventos no Golfo do México podem tornar cada vez mais difícil a obtenção de cobertura de seguro para danos a propriedades offshore, controle de poços e seguros similares”.

O Partido Verde sugeriu que o detentor da licença pague uma caução antes que qualquer perfuração seja realizada.

A ideia de que a Autoridade Marítima da Nova Zelândia (Maritime NZ) poderia responder adequadamente a um derrame em águas profundas com apenas 400 pessoas é uma piada. Embora sejam bem treinados e estejam sempre de prontidão, sua experiência e equipamentos são projetados para pequenos derrames em águas costeiras.

O incidente no Golfo do México no ano passado exigiu 6.000 navios e mais de 40.000 pessoas em situações de emergência.

Uma investigação de seis meses realizada pela CBS News e divulgada no mês passado revelou que, excluindo o vazamento da Deepwater Horizon, pelo menos 128 milhões de litros de petróleo bruto e outros produtos químicos potencialmente tóxicos foram derramados nos EUA somente em 2010.

Isso representa o triplo do volume do vazamento do Exxon Valdez. A Nova Zelândia também teve seus próprios vazamentos menores; eles são inerentes à indústria, mas não chegam às manchetes.
Nos últimos 15 anos, o histórico problemático de segurança da Petrobras mostra que houve 282 mortes por acidentes, explosões e incêndios, e 27 vazamentos em plataformas de petróleo desde 1980.

Embora o histórico de segurança da Petrobras possa ter melhorado recentemente (se desconsiderarmos qualquer envolvimento no assassinato e nas tentativas de eliminar pescadores que protestavam na Baía de Guanabara), a realidade é que a Bacia de Raukumara está no extremo da exploração em águas profundas, em uma área com grandes terremotos frequentes.

O Golfo do México contava com os melhores equipamentos disponíveis, além de milhares de funcionários treinados e especialistas a apenas um voo de helicóptero de distância. Mesmo assim, foram necessários três meses para que especialistas do mundo todo descobrissem como selar o poço no Golfo, a 1500 metros de profundidade. Raukumara, por exemplo, f**a a uma profundidade duas vezes maior.

Contrariando as informações fornecidas pelos lobistas do petróleo, a plataforma P-36 da Petrobras de fato derramou petróleo bruto e óleo diesel – 2.000 barris somente nas primeiras 24 horas, segundo a investigação oficial.

E quem disse aos lobistas neozelandeses que “30 dias após o acidente [na Baía de Guanabara], praticamente não houve impacto do vazamento”?!

A região ainda sofre as consequências mais de dez anos depois do vazamento de 1,3 milhão de litros de petróleo da Petrobras na água. A Al Jazeera fez uma reportagem detalhada sobre o 10º aniversário do desastre, em julho do ano passado, e há muitas outras informações disponíveis sobre os impactos contínuos.

(tradução google)

̧a ̧ãomarinha ́ ́adeguanabara

The Minister of Energy & Resources and the Big Oil Lobby made some less than honest claims in The Gisborne Herald in response to my previous piece, so the facts are spelt out here for them. & #8…

Endereço

Região Metropolitana Do Rio De Janeiro
Rio De Janeiro, RJ

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