01/01/2026
AUMENTO ABUSIVO DA CONTA DE ÁGUA. O QUE ESTÁ POR TRÁS?
A conta d’água de dezembro/2025 contempla um aumento de 22,44%. Um abuso imposto ao consumidor de um serviço público essencial.
Se já não bastasse a cessão da outorga de exploração dos serviços de saneamento ao estado, que por sua vez concedeu à empresa que lhe foi mais conveniente, sem qualquer consulta à população riostrense; se não era suficiente a imposição de uma tarifa sem qualquer justificativa de cálculo apresentada; se nao é pouco a total ausência de fiscalização por parte do município, amplamente prometida pelo Gestor e por seus aceclas da Casa do Povo, qual a justificativa da Rio Mais para aumentar suas tarifas em 22,44% num ambiente econômico onde a inflação de 2025 não chegará a 5%, o salário mínimo será reajustado em 6,79% e os servidores da prefeitura não tiveram reajuste algum????
A AEA-SRO tem buscado alertar os cidadãos sobre a insensatez de privatização de serviços ESSENCIAIS. Os sistemas de fiscalização e controle da modicidade das tarifas ainda não conseguem se contrapor aos objetivos do grande capital e sua sanha por lucro fácil. As entidades que deveriam fazer o controle, atuam como meras "legalizadoras desses negócios”, e que normalmente têm relação com o poder.
Certamente diversos "relatórios técnicos" justificando o aumento já formam elaborados. O discurso inicial era que os investimentos feitos pela empresa seriam diluídos ao longo de 40 anos e por esta razão as tarifas seriam módicas. No entanto o que estamos presenciando é o aproveitamento de uma situação, onde a Rio+ sabe que há um controle deficiente por parte da Agência Reguladora (AGENERSA) e aproveita para antecipar receitas e assim obter lucros exorbitantes em cima dos usuários.
Na opinião da AEA-SRO os serviços essenciais deveriam ser públicos, no sentido real da palavra. Com lucros minimizados e eficiência maximizada. No entanto os órgãos públicos que poderiam desenvolver serviços adequados para o cidadão, estão transformados em cabides de emprego com baixa qualificação técnica. Assim, a opinião pública tende a aceitar a entrega de serviços essenciais à grupos econômicos privados.