28/12/2024
ESTUDANTES E A LUTA PELO FIM DA ESCALA 6x1 📢
O CECS manifesta seu total apoio à luta pelo fim da escala 6x1 e se coloca como uma ferramenta de luta em defesa dos direitos da classe trabalhadora, uma pauta que emerge das ruas através do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT) e das recentes manifestações Brasil afora, liderado por figuras como Rick Azevedo (PSOL), e se apresenta como uma das mais urgentes reivindicações da nossa classe. Essa também é nossa luta enquanto estudantes e juventude. Nós, que enfrentamos a precarização das condições de vida e trabalho, o desmonte da educação pública e a falta de políticas efetivas de permanência estudantil na universidade.
A escala de seis dias de trabalho para apenas um de descanso, além de limitar a vida do trabalhador a uma rotina de exaustão, é um reflexo direto da lógica escravocrata e colonialista que persiste no Brasil. Através das exaustivas jornadas de trabalho, a riqueza gerada pela classe trabalhadora é canalizada para enriquecer ainda mais os grandes empresários, enquanto vivemos à margem de condições dignas de sobrevivência. É fundamental ressaltar que, na atual configuração, a classe trabalhadora enfrenta uma combinação perversa de superexploração e baixos salários, que compromete não apenas sua qualidade de vida, mas também sua capacidade de lutar por transformações estruturais. Tira seu tempo de lazer, seu tempo de descanso, retira de nós tempo qualitativo de estudo e de formação.
A tramitação da PEC pelo fim da escala 6x1, de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL), demonstra a força da organização popular e também sindical. Ainda que insuficiente para enfrentar a totalidade dos problemas impostos pela jornada de trabalho de 44 horas semanais, a PEC abre um importante espaço para o debate sobre a redução da jornada sem redução salarial. Essa medida é um passo fundamental na luta contra as condições desumanas enfrentadas pelos trabalhadores, como revelado nas recentes denúncias de escalas 10x1 praticadas por redes como o Zaffari. Esses casos expõem uma realidade de abuso, precariedade e desrespeito que exige resposta urgente. Que sigamos mobilizados para além das denúncias (+)