29/03/2026
AS PORTAS SE ABREM
A AOLA abriu suas portas. As luzes se acenderam para a entrada de dois novos membros honorários: Clara Favilla, mulher de pena leve, que soube conquistar horizontes para além das fronteiras de Ouro Fino; e Ulisses Abreu, um mero cronista, com pouco a oferecer, senão um embornal de crônicas e “historietas” que retratam a vida cotidiana de Ouro Fino e de outras paragens.
Sinto-me agraciado por passar a integrar o seleto meio das artes e da cultura de nossa terra. É como voltar à casa paterna, para me enfileirar ao lado de Orley Zerbinatti, com quem desfrutei uma juventude saudável. Participamos juntos de um clube de leitura, que fundamos com outros jovens da época: Álvaro Apocalipse, Marçal Etiene, Fernando Rossi, Wilson Almeida e tantos outros, todos marcados pela influência da saudosa professora de Português, Dona Paulita Miranda.
Certamente estarei também ao lado de meu amigo de longa data, Ivan Almeida; do grande intelectual Plínio Miranda, com quem tive a honra de conviver no curso ginasial e no Colégio Marista de Pouso Alegre, nos longínquos anos de 1956; e desfrutarei, ainda, do convívio com o presidente da Casa, Sr. Ícaro Alba, e com todos os ilustres acadêmicos que compõem a AOLA.
Mesmo com bagagem modesta, procurarei oferecer minha contribuição, somando esforços para ampliar e preservar a vasta história das importantes personalidades da vida pública, cultural e literária de Ouro Fino.
E, afinal, já levo comigo algo pronto: a disposição sincera de servir à memória de nossa terra.
Ulisses Abreu
28/03/2026