16/09/2025
JONATHAN EDWARDS E FRANÇOIS TURRETTINI SOBRE NECESSIDADE, CONTINGÊNCIA E LIBERDADE DA VONTADE
Em resposta a Paul Helm.
Na sua época, e ao longo do século XIX, as opiniões de Edwards foram tanto criticadas quanto elogiadas por se desviarem das concepções reformadas sobre a livre escolha. Suas ideias foram defendidas como plenamente compatíveis com a doutrina reformada, incluindo as formulações presentes nos Padrões de Westminster, embora fossem consideradas um pouco mais deterministas do que a tradição anterior. Foram também aplaudidas por terem finalmente inserido o pensamento reformado sobre o tema em um arcabouço determinista filosoficamente robusto. Esses debates ocorreram tanto no contexto norte–americano de Edwards quanto na Grã–Bretanha, envolvendo pensadores como Joseph Priestley (1733 – 1804), Dugald Stewart (1753 – 1828), William Hamilton (1788 – 1856), William Cunningham (1805 – 1861), John Lafayette Girardeau (1825 – 1898) e Robert Lewis Dabney (1820 – 1898). Meu recente ensaio, no qual delineio os debates britânicos e aponto o afastamento de Edwards em relação aos padrões de pensamento da antiga ortodoxia reformada, foi contestado por Paul Helm. Helm argumenta que o compatibilismo filosófico de Edwards pode ser facilmente integrado aos ensinamentos da ortodoxia reformada.
Há vários pontos de divergência, bem como alguns de concordância entre Paul Helm e eu, que precisam ser esclarecidos imediatamente. Em primeiro lugar, continuo a discordar dele quanto à adequação dos termos modernos “libertário” e “compatibilista” como descritores das argumentações medievais, dos séculos XVI e XVII, sobre a causalidade divina e humana. Em segundo lugar, embora eu tenha identificado a posição de Edwards sobre a causalidade divina e humana como “compatibilista”, devo esclarecer que não identifico a alternativa ortodoxa reformada, como evidenciado no pensamento de Turrettini, como “libertária”. Minha suposição é que “Turrettini defendeu tanto uma visão da livre escolha humana quanto uma doutrina da causalidade divina última de todas as coisas”.
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Em resposta a Paul Helm[2]. Na sua época, e ao longo do século XIX, as opiniões de Edwards foram tanto criticadas quanto elogiadas por se desviarem das concepções reformadas sobre a livre escolha. Suas ideias foram defendidas como plenamente compatíveis com a doutrina reformada, incluindo as f...