Instituto Reformado Santo Evangelho

Instituto Reformado Santo Evangelho O IRSE é um seminário confessional de Tradição Reformada.

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O Instituto Reformado Santo Evangelho (IRSE) é filiado à World Reformed Fellowship e mantém convênio com a Vox Dei American University (EUA). Comprometido com a excelência no ensino superior, especialmente dentro da tradição confessionalmente reformada, o IRSE desempenha um papel fundamental como instituição preparatória para o ministério pastoral. Seu principal objetivo é formar ministros para a

Igreja, enquanto busca promover a pesquisa e avançar o conhecimento no campo da Teologia e educação em geral. O IRSE atua como uma instituição abrangente, englobando Ensino Teológico, Pesquisa, Extensão e Cultura. Alinhado aos princípios do Puritanismo, da Reforma Adicional (Nadere Reformatie), dos Padrões de Westminster (Westminster Standards), das Três Formas da Unidade (ou Padrões da Unidade), e da Lei Bíblica da Adoração (LBA) — Princípio Puritano da Adoração (PPA) ou Princípio Regulador do Culto (PRC). Registrado sob o CNPJ número 29.880.054/0001–70, o IRSE dedica–se vigorosamente à promoção de uma educação teológica robusta e alinhada aos valores reformados, visando contribuir para o desenvolvimento integral de seus alunos e para o fortalecimento da comunidade cristã.

JONATHAN EDWARDS E FRANÇOIS TURRETTINI SOBRE NECESSIDADE, CONTINGÊNCIA E LIBERDADE DA VONTADEEm resposta a Paul Helm.Na ...
16/09/2025

JONATHAN EDWARDS E FRANÇOIS TURRETTINI SOBRE NECESSIDADE, CONTINGÊNCIA E LIBERDADE DA VONTADE

Em resposta a Paul Helm.

Na sua época, e ao longo do século XIX, as opiniões de Edwards foram tanto criticadas quanto elogiadas por se desviarem das concepções reformadas sobre a livre escolha. Suas ideias foram defendidas como plenamente compatíveis com a doutrina reformada, incluindo as formulações presentes nos Padrões de Westminster, embora fossem consideradas um pouco mais deterministas do que a tradição anterior. Foram também aplaudidas por terem finalmente inserido o pensamento reformado sobre o tema em um arcabouço determinista filosoficamente robusto. Esses debates ocorreram tanto no contexto norte–americano de Edwards quanto na Grã–Bretanha, envolvendo pensadores como Joseph Priestley (1733 – 1804), Dugald Stewart (1753 – 1828), William Hamilton (1788 – 1856), William Cunningham (1805 – 1861), John Lafayette Girardeau (1825 – 1898) e Robert Lewis Dabney (1820 – 1898). Meu recente ensaio, no qual delineio os debates britânicos e aponto o afastamento de Edwards em relação aos padrões de pensamento da antiga ortodoxia reformada, foi contestado por Paul Helm. Helm argumenta que o compatibilismo filosófico de Edwards pode ser facilmente integrado aos ensinamentos da ortodoxia reformada.

Há vários pontos de divergência, bem como alguns de concordância entre Paul Helm e eu, que precisam ser esclarecidos imediatamente. Em primeiro lugar, continuo a discordar dele quanto à adequação dos termos modernos “libertário” e “compatibilista” como descritores das argumentações medievais, dos séculos XVI e XVII, sobre a causalidade divina e humana. Em segundo lugar, embora eu tenha identificado a posição de Edwards sobre a causalidade divina e humana como “compatibilista”, devo esclarecer que não identifico a alternativa ortodoxa reformada, como evidenciado no pensamento de Turrettini, como “libertária”. Minha suposição é que “Turrettini defendeu tanto uma visão da livre escolha humana quanto uma doutrina da causalidade divina última de todas as coisas”.

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Em resposta a Paul Helm[2]. Na sua época, e ao longo do século XIX, as opiniões de Edwards foram tanto criticadas quanto elogiadas por se desviarem das concepções reformadas sobre a livre escolha. Suas ideias foram defendidas como plenamente compatíveis com a doutrina reformada, incluindo as f...

O DÍZIMO NO NOVO TESTAMENTO?Uma distinção importante precisa ser feita a respeito da “oferta” dos cristãos hoje. Como ve...
04/09/2025

O DÍZIMO NO NOVO TESTAMENTO?

Uma distinção importante precisa ser feita a respeito da “oferta” dos cristãos hoje. Como veremos brevemente abaixo, o dízimo foi ordenado a Israel quando habitava na Terra Prometida. Havia essencialmente três dízimos para Israel. Esta era a Lei da terra. Contudo, hoje a Igreja se expandiu para além dos limites da Terra Prometida. Hoje, a Igreja já não está debaixo da Lei (Romanos 10:4; Gálatas 3:23 – 25; Efésios 2:15; Colossenses 2:14). Hoje, o cristão deve “dar” por amor, não por Lei. Esta distinção é importante de ser mantida — pois faz parte do Evangelho “que uma vez foi entregue aos santos” (Judas 1:3).

Como escreveu certa vez John Owen: — “Permitir-me-ei dizer que não é uma defesa segura para muitos insistirem que os dízimos são devidos e divinos, como dizem, ou seja, por uma Lei vinculante de Deus, agora sob o Evangelho. […] A Lei específica do dízimo não é confirmada no Evangelho […] é impossível que uma única regra certa seja prescrita a todas as pessoas”.

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Pergunta: — O que é o dízimo no Novo Testamento? Quanto? Devemos dar segundo a Lei ou segundo o amor? Resposta: — Esta nota é apenas uma breve descrição do que a Bíblia ensina acerca de “dízimo” versus “dar”. Sou grato e recomendo vivamente a obra do Dr. Russell Earl Kelly, Should...

O DÍZIMO NO ANTIGO TESTAMENTO?O dízimo de Abraão a Melquisedeque é frequentemente apontado como o primeiro dízimo (cf. H...
04/09/2025

O DÍZIMO NO ANTIGO TESTAMENTO?

O dízimo de Abraão a Melquisedeque é frequentemente apontado como o primeiro dízimo (cf. Hebreus 7:4 – 10). Nesse caso, o dízimo consistia em um décimo dos despojos de guerra, oferecido como tributo a Deus porque Ele concedera a Abraão vitória na batalha (Gênesis 14:18 – 24). Contudo, tratava-se de um “dízimo voluntário”. Assim, essa narrativa não parece ser um caso claro de “dízimo obrigatório”, visto que Melquisedeque inicialmente recusou o presente e Abraão objetou, afirmando que o dízimo era consequência de um voto que havia feito. Votos e ofertas voluntárias não são “dízimos” em sentido estrito, sendo regidos por diferentes leis nas Escrituras — ainda que, por vezes, correspondam a um décimo. Note-se também que o dízimo de Jacó foi igualmente voluntário (Gênesis 28:22).

O episódio do dízimo de José, em Gênesis 47:23, 24, 26, também é instrutivo como base para o dízimo posteriormente codificado na Lei. José estabeleceu que dois décimos (a quinta parte) fossem entregues a Faraó, enquanto o restante ficava com o povo. José seguiu um princípio semelhante ao de Abraão: — o dízimo incidia sobre o que Deus fazia crescer (rebanhos, colheitas), não sobre os produtos de artesãos e comerciantes. O mesmo se verificou depois na Lei de Moisés.

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Pergunta: — Tenho lido bastante sobre o dízimo. Penso que significa a décima parte da renda de alguém. Podeis dar-me uma breve — bem breve — história bíblica do dízimo no Antigo Testamento? Desejo especificamente saber se havia um dízimo ou três. Resposta: — Havia três dízimos sob ...

AS IMAGENS DE CRISTO SÃO ANTIBÍBLICAS?Em nossos dias, é muito comum ver imagens de Cristo em Igrejas e lares. Imagens do...
03/09/2025

AS IMAGENS DE CRISTO SÃO ANTIBÍBLICAS?

Em nossos dias, é muito comum ver imagens de Cristo em Igrejas e lares. Imagens do Salvador são frequentemente encontradas em vitrais, saguões de Igrejas, salas de aula de escolas cristãs, salas de estar, capas de livros, programas de televisão carismáticos, outdoors de Igrejas, Bíblias de família e na parede atrás do púlpito. A grande maioria das livrarias “cristãs” vende uma ampla variedade de imagens de Jesus. Há de tudo, desde a representação efeminada do Messias do norte da Europa até as versões grotescamente musculosas e semelhantes ao Hulk. Mesmo em Igrejas Reformadas (que deveriam ter mais discernimento), imagens do Servo Sofredor são bastante comuns em materiais de escola dominical. As representações do Filho de Deus violam as Escrituras ou são apenas obras de arte perfeitamente aceitáveis, contanto que não sejam adoradas ou usadas como auxílio à adoração? Tenha em mente que os protestantes de Igrejas menos formais que usam imagens de Cristo insistem que as imagens não são usadas em cultos religiosos. No máximo (dizem eles), são apenas representações artísticas usadas para fins educacionais.

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Em nossos dias, é muito comum ver imagens de Cristo em Igrejas e lares. Imagens do Salvador são frequentemente encontradas em vitrais, saguões de Igrejas, salas de aula de escolas cristãs, salas de estar, capas de livros, programas de televisão carismáticos, outdoors de Igrejas, Bíblias de fa...

AS ESCOLAS PÚBLICAS SÃO SATÂNICAS?Em nossos dias, é importante olhar para a Filosofia ou visão de mundo e de vida das es...
03/09/2025

AS ESCOLAS PÚBLICAS SÃO SATÂNICAS?

Em nossos dias, é importante olhar para a Filosofia ou visão de mundo e de vida das escolas públicas e demonstrar que elas são demoníacas e anticristãs de ponta a ponta. Não é mais bíblico ou agradável a Cristo enviar seus filhos para uma escola pública do que teria sido para os judeus na era da Antiga Aliança enviar seus filhos para escolas de Baal, Moloque ou Aserá. Para provar essa afirmação, consideraremos várias áreas diferentes de pensamento. Uma das principais coisas a entender, que fundamenta todos os nossos argumentos relacionados à educação cristã, são os fundamentos filosóficos da educação moderna e o mito da neutralidade religiosa. A ideia de que a religião pode ser divorciada da educação é falsa e absurda. Pode-se ver que isso é impossível uma vez que se entende como a visão de mundo e de vida de uma pessoa afeta seu pensamento, fala e ações em todas as áreas da vida. A cosmovisão de alguém lida com preocupações últimas; isto é, o conceito de vida e realidade de alguém: — de onde viemos; por que estamos aqui; qual é o propósito da vida; qual é a fonte de significado e ética; qual é a definição da família; qual é a base ou fundamento da lei e da justiça? A educação deve ensinar a verdade. Deve ajudar a pessoa a se preparar para a vida. Deve ajudar a pessoa a escolher uma vocação na vida. Todas essas coisas são inescapavelmente religiosas. Governos civis comunistas, socialistas, fascistas e todos os tiranos entendem isso e, portanto, fizeram da educação o objetivo de moldar as crianças em bons e obedientes seguidores e servos do Estado. Com o estatismo, a elite política age como deus e diz aos cidadãos o que deve ser acreditado. O Estado determina a verdade e a ética. O Estado exige aceitação e obediência a seus planos, não simplesmente no âmbito econômico, militar ou legislativo, mas também no que diz respeito à ética. Pois a visão de ética de alguém será inevitavelmente a base de sua ordem jurídica. Para nos ajudar a entender como a cosmovisão secular humanista ou ateísta–estatista difere radicalmente da cosmovisão bíblica, vamos comparar e contrastar essas duas cosmovisões e demonstrar como elas afetam as crianças e o futuro da sociedade e cultura americanas.

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“Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha” (Mateus 12:30 – ACF). Nos Estados Unidos, a grande maioria dos evangélicos envia seus filhos para escolas públicas. Estas são escolas financiadas por impostos (principalmente impostos sobre a propriedade) e, segundo o E...

COBERTURA DE CABEÇA NO CULTO PÚBLICOUm tema controverso, evitado por muitos pastores e concílios em nossos dias, é o uso...
29/07/2025

COBERTURA DE CABEÇA NO CULTO PÚBLICO

Um tema controverso, evitado por muitos pastores e concílios em nossos dias, é o uso de véus (ou coberturas de cabeça) no culto público. Há diversas razões pelas quais tal assunto é negligenciado. [1] – Muitos o consideram um “jogo perdido”, sobretudo por parte de presbitérios que desejam evitar ofender pessoas de opiniões divergentes. [2] – A passagem que trata do uso de véus é de difícil interpretação e, por isso, tem sido empregada para sustentar pontos de vista completamente distintos. [3] – O uso de coberturas na adoração pública é, na atualidade, tanto raro quanto impopular. De fato, não poucas mulheres — e até alguns homens — sentem-se profundamente ofendidos com a prática. Pastores já foram demitidos ou pressionados a renunciar unicamente pelo fato de suas esposas cobrirem a cabeça no culto. [4] – Lamentavelmente, muitos ministros, em nossa era, compreendem seu ofício não como arautos da verdade, mas como meros gestores de pessoas. Assim, doutrinas e práticas que geram controvérsia precisam ser evitadas ou reinterpretadas de forma a justificar os costumes atuais.

Ainda que o uso de véus no culto público seja controverso e impopular, há razões importantes pelas quais tal prática deve ser seriamente considerada. Uma razão evidente é que o Apóstolo Paulo dedica uma porção significativa de um capítulo em sua epístola para tratar deste tema. O Apóstolo, movido pelo Espírito, apresenta argumentos detalhados em favor do uso de coberturas. Ora, tudo quanto se encontra na palavra de Deus requer nossa mais atenta consideração. Ademais, Paulo ordena o uso de véus por parte das mulheres no culto. Caso tal prática deva ser rejeitada ou ignorada em nossos dias, é imperioso que a Igreja possua razões exegéticas claras para tanto. Como cristãos, nossa lealdade suprema não pertence ao “status quo”, nem ao espírito de nosso tempo, mas ao Senhor Jesus Cristo e à sua Palavra infalível.

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Introdução. Um tema controverso, evitado por muitos pastores e concílios em nossos dias, é o uso de véus (ou coberturas de cabeça) no culto público. Há diversas razões pelas quais tal assunto é negligenciado. [1] – Muitos o consideram um “jogo perdido”, sobretudo por parte de presbit...

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