Movimento Sinte pela Base

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A história absolverá as mulheres que não aceitam provocação de machistas de plantão!Eu Adriana,  venho me pronunciar dia...
24/08/2025

A história absolverá as mulheres que não aceitam provocação de machistas de plantão!

Eu Adriana, venho me pronunciar diante de mais uma perseguição política, visando o meu silenciamento. No dia 23/08/2024, durante o Conselho Deliberativo do Sinte-SC, um militante do Resistência/PSOL que é diretor da atual gestão do Sinte Florianópolis, fez um pedido que também foi uma tentativa de me expor de forma vexatória para todo o Conselho Deliberativo.

O pedido formalizado por ele, foi a minha desfiliação por 4 anos do sindicato que faço parte e sempre atuei de forma significativa, participando de todas as greves e mobilizações, muitas vezes acompanhada de meus filhos e fazendo frente a todas as ameaças do governo.

Este ato nada mais é o que ele costuma fazer com várias mulheres dos movimentos sociais, tentando nos subjugar por acreditar que ficará, mais uma vez, sem a devida resposta.

Tal pedido é tão surreal e tão descabido, um gesto misógino tão ignóbil, que a simples recepção deste documento já é uma ofensa à categoria majoritariamente composta por mulheres.

Da mesma forma, o partido do qual ele faz parte, que se identifica na defesa das causas das mulheres e da classe trabalhadora, não pode ficar impassível frente a este ataque, ainda mais havendo um histórico pregresso de situações similares envolvendo outras militantes.

Manifesto aqui, como já o fiz para os casos conhecidos, solidariedade a todas as mulheres que já foram perseguidas por esse sujeito e repudio veemente esse ato machista, misógino e covarde, que ele usa de forma rasteira, para afastar mulheres que ele e seu agrupamento definem como uma pedra no caminho de suas ambições da pequena política, de se alçar a cargos na via institucional.

O que o referido sujeito pretende, é macular minha história como mulher, professora, sindicalista, feminista e militante de esquerda, mas não conseguirá. Minha história foi construída cotidianamente, de forma sólida, justa e honesta, visto que não tinha pressa em me auto-construir para fins eleitoreiros, como faz o tal sujeito, cuja primeira participação em Conselho Deliberativo como direção de uma regional é pedir a expulsão de uma das associadas.

De 2002 para cá, trabalhei em dezenas de escolas em Florianópolis, São José, Joinville e Chapecó. Após anos atuando como ACT, como tantos outros professores, passei o que muitos ACTs passaram e passam, sem poder se afastar por saúde ou para cuidar dos filhos, sem direito a plano de saúde e ficar sem salário nos primeiros meses do ano, chegando às vezes a ficar quatro meses sem receber. Além de toda a insegurança que vive um professor nesta situação, sem saber se irá conseguir pegar aulas, qual será a sua carga horária se conseguir e em qual escola irá trabalhar e sem nem receber pela titulação. Foram anos como professora ACT, só me efetivando no ano passado por um processo judicial, cuja decisão demorou quase 20 anos.
Resumidamente, posso dizer que participei ativamente de todas as greves; participei do movimento que derrubou a MP 198, que retirava a isonomia do ACT; ocupei a ALESC, ocupei a escola junto com os alunos e o respeito de colegas e estudantes. Como militante de esquerda, sempre estive ao lado dos trabalhadores na luta por uma sociedade igualitária. Como mulher, nunca aceitei calada a opressão machista, o assédio e a misoginia.
Pode-se perceber que o pedido formalizado de forma abjeta e pérfida pelo meu algoz, reflete as eleições sindicais deste ano, sendo necessário explicar brevemente o que aconteceu durante o processo eleitoral de 2025.
Os métodos mais rasteiros foram utilizados nas últimas eleições. A prática persecutória e de constrangimento é feita de maneira sistemática como método deste e de seu grupo. O dia 6 de maio foi um dia histórico em que a chapa deste sujeito invocou uma categoria para filtrar quem poderia participar das eleições sindicais, com isso dando um golpe na maior parte dos trabalhadores da educação do Estado, que se viram, de uma hora para outra, expostos e desassistidos por sua instância de representação sindical. Sem me alongar mais aqui, indico a leitura desse assunto grave no artigo: “A noção de “ACTs eventuais” como discurso de legitimação do Capital” disponível na página Contrapoder. (Link na Bio).
A eleição resultou na exclusão de chapas do pleito e a eliminação de vários professores, uma prática antidemocrática e truculenta que nunca foi vista na história das eleições do Sinte, mesmo tendo na história desta entidade atropelos que cabe à própria categoria avaliar.
O infeliz sujeito, após o golpe dado por seu grupo, cantarolava deixando sua marca registrada: “Todo mundo tá feliz, tá feliz”, usando o velho método de provocação do MBL: enquanto ele provocava, uma colega da sua chapa o gravava, montando, assim, a farsa muito parecida com aquela usada pelo deputado de extrema direita Nikolas Xupetinha contra Camila Jara. Ou seja, uma tentativa de se vitimizar e, com isso, politizar o episódio ficou evidente. O descabido sujeito, usa do típico argumento do opressor que passa por vítima invertendo o gênero historicamente violentado.
O referido professor não nega que comemorava batucando, e o fazia no ritmo do batuque das dezenas de jovens manifestantes que repudiavam o golpe orquestrado pela sua força política contra os trabalhadores da educação que, de repente, viam seus direitos de associado sendo jogados pelo ralo. Questionado sobre sua postura provocadora respondeu que apenas comemorava a justiça sendo feita, entendendo por justiça a impugnação de duas chapas e de 2 ACTs do pleito. Continuou provocando até que julgou a cena da discussão suficiente para sustentar sua narrativa à lá Xupetinha, apesar de escrever em seu BO que não tinha sofrido lesão.
Honestamente, acredito que sua real intenção é tirar do caminho alguém que não quer como oposição no campo político, mas revela o teor machista que se encontra em quem não tolera uma mulher cuja atitude não é se calar nem se submeter a sua violência.
Desde o fato, cujo novo capítulo recomeça com o pedido de minha expulsão do sindicato, tenho recebido a solidariedade de muitas companheiras, e também de companheiros, e isso me fortalece. Não estou sozinha. Continuarei na luta por um mundo em que nenhum machista impeça as mulheres de estarem onde quiserem, inclusive no sindicato! Continuarei na luta por um sindicato democrático, combativo e feminista. Não aceitarei que machistas tentem calar mulheres nem permitir que usem meu nome e minha imagem politicamente para justificar manobras antidemocráticas.
Continuarei fazendo campanha e lutando, mesmo sabendo que as tentativas de interdição de minha militância não vão parar. Ontem foi contra outras mulheres, hoje contra mim, e amanhã possivelmente contra tantas outras. Que eu possa ter fortalecido a coragem para que outras mulheres denunciem práticas semelhantes.
Quanto à posição da direção do Sinte/SC, ao qual sou filiada desde que ingressei, que é um sindicato cuja base é em sua maioria de mulheres, espero que não passem pano para machista de plantão.
Quanto ao partido que ele é filiado, espero uma atitude de um partido que denuncia diariamente práticas misóginas e machistas, que não permitam esse tipo de prática de subjugamento de mulheres no espaço político.
Venceremos!
Adriana Goulart Garcia
Florianópolis, 24/08/2025
Para entender melhor a política que esse grupo político faz no movimento sindical recomendo a leitura do artigo “A noção de “ACTs eventuais” como discurso de legitimação do Capital” disponível na página Contrapoder.

07/05/2025

*URGENTE!!!!!*
*QUEREM IMPUGNARAR A CHAPA 1.*
Oportunismo de membros da comissão eleitoral do SINTE.
Inventando regras e perseguindo ACTs.

06/05/2025

Professora Joaninha de Oliveira denuncia irregularidades no processo eleitoral do SINTE.
Membros da comissão eleitoral estão fazendo exigências que não existem nem no Estatuto do SINTE nem no Regimento Eleitoral. Fazendo uma manobra para retirar da campanha professores e professoras que tem um histórico de luta no magistério catarinense. Ignoraram documentos comprobatórios e impediram a leitura de recurso.
Autoritarismo, hipocrisia e muita imaginação para criar tantas regras.
Para essas pessoas, existe um "Estatuto imaginário" e é nele que elas estão se baseando.
Compartilhem e ajudem a denunciar.

Nota da Chapa Sinte em Movimento:Em defesa da democracia no SINTE-SC: denúncia de irregularidades e perseguições no proc...
05/05/2025

Nota da Chapa Sinte em Movimento:
Em defesa da democracia no SINTE-SC: denúncia de irregularidades e perseguições no processo eleitoral por parte da Comissão Eleitoral Estadual
A chapa Sinte em Movimento vem, por meio desta nota, tornar públicos fatos graves que vêm ocorrendo no processo de eleições gerais do SINTE-SC 2025.
É notória a corrosão interna da atual direção estadual, culminando em uma série de denúncias que mancham a imagem do maior sindicato de trabalhadoras e trabalhadores de Santa Catarina, o SINTE-SC. A categoria foi informada do afastamento do próprio coordenador estadual/presidente e de outro membro da direção estadual.
Desde então, diversas outras denúncias têm sido feitas entre os dirigentes - todos membros do mesmo grupo político que dirige majoritariamente a entidade - transformando o sindicato em um palco de disputas e desrespeito, o que envergonha a categoria perante a sociedade e a afasta do nosso instrumento de luta sindical. Mas isso é apenas a ponta do iceberg.
Atualmente, estamos em pleno processo eleitoral e alguns membros da Comissão Eleitoral Estadual, composta por três membros e eleita durante o Conselho Deliberativo realizado em Curitibanos no dia 08/03/2025, tem desrespeitado o Estatuto do sindicato e agido com parcialidade.
Importa registrar que a oposição não tem assento na atual direção, o que será demonstrado a seguir. O representante da Chapa 3, que integra a Comissão Eleitoral Estadual ao lado da Chapa 2, apresentou-se na mesma chapa da atual direção (Chapa 2) para disputar a comissão eleitoral da regional de Florianópolis - um comportamento no mínimo contraditório para quem se declara de oposição.
Duas reuniões da Comissão Eleitoral Estadual já ocorreram. No entanto, apenas duas das seis chapas foram consideradas regulares - coincidentemente, justamente as representadas por membros da comissão. Outras duas chapas foram impugnadas, e duas, incluindo a Sinte em Movimento, ainda não foram regularizadas para fins de homologação.
As restrições impostas pela Comissão Eleitoral surgem a partir de recursos apresentados pela Chapa 3 - que, embora se diga de oposição, vem atuando de forma alinhada à Chapa 2, responsável pela atual direção. Essa postura se evidencia ao atacar sistematicamente as chapas opositoras e poupar a chapa da situação. Um exemplo claro é a não impugnação da Chapa 2, mesmo sem o cumprimento do critério básico de apresentar documentação que comprove a presença de pelo menos 20% de professores autodeclarados como negros, pardos ou indígenas, conforme exige o Estatuto.
Esses fatos demonstram claramente a parcialidade de alguns membros da Comissão Eleitoral.
Na reunião realizada no dia 2 de maio, a comissão rejeitou o recurso da nossa chapa contra a não aceitação da candidatura de Ederson - um lutador reconhecido pela base, dirigente da regional de Criciúma, e professor ACT. A decisão foi tomada sem apresentar ou registrar em ata os motivos - o recurso não foi integralmente lido durante a reunião, apenas de forma muito apressada. Arbitrariamente, sem respaldo no Estatuto, a comissão eleitoral, conforme em ata da primeira reunião, se recusa a reconhecer os descontos sindicais mensais feitos por Ederson como dirigente liberado. Ignora ainda as contribuições retroativas feitas ao sindicato, sendo todos os comprovantes entregues à comissão eleitoral. A partir da apresentação de documentos comprobatórios que entregamos à comissão eleitoral, exigidos pelo estatuto e regimento eleitoral, NÃO EXISTE argumento legal para vetar sua inscrição, restando apenas o intuito político de perseguição à chapa 1. O voto contrário à exclusão de Ederson veio somente do presidente da comissão, que afirmou estar convencido de que Ederson cumpre todos os requisitos exigidos.
A tentativa de impugná-lo aprofunda ainda mais a histórica sub-representação de negros no sindicato. Apesar de haver mais de 25 regionais e 350 cargos de direção, a chapa da situação sequer conseguiu cumprir na ocasião da inscrição da chapa a reserva mínima de nove lideranças negras, pardas ou indígenas, conforme o Estatuto. Tal conduta fere diretamente a política de ações afirmativas do SINTE-SC (Art. 11, Inciso VII) e a luta contra o racismo estrutural.
O impacto das restrições impostas pela Comissão Eleitoral Estadual sobre as candidaturas negras precisa ser analisado com seriedade. A interpretação restritiva de critérios, como o caso que envolve o Ederson, prejudica de maneira desproporcional as candidaturas negras, especialmente considerando que estas já são minoria nas chapas. Isso configura uma desvantagem estrutural em relação às candidaturas brancas e compromete a diversidade e representatividade no sindicato, contrariando tanto o Estatuto quanto aos princípios constitucionais da igualdade (Art. 5º, CF) e da luta contra o preconceito e a discriminação (Art. 3º, CF).
Além disso, a Chapa 3 tenta impedir a participação do candidato da nossa chapa a coordenador da regional de Florianópolis, o professor Felipe - também ACT -, utilizando argumentos já refutados anteriormente. Um processo semelhante foi levado ao Conselho Deliberativo, com o intuito de expulsar o professor Felipe da direção, mas foi negado pelo jurídico do SINTE por ausência de respaldo estatutário. Além disso, recentemente também passou pela comissão regional de Florianópolis, em que a maioria dos mesmo também confirmaram que não tem nenhuma irregularidade de acordo com o estatuto e o regimento, ou seja, foi aceita pela comissão eleitoral regional de Florianópolis. Quando o tema foi submetido à votação, a Comissão Eleitoral Estadual decidiu aguardar a ata da regional (que já votou como regular a situação do professor) e o parecer jurídico, reconhecendo o caráter persecutório da acusação.
A chapa 3 tenta ainda criar obstáculo contra Analu, trabalhadora da educação, efetiva e lotada em Florianópolis antes do prazo limite de inscrição das chapas, que veio de remoção de outra regional. Sua candidatura já foi aceita na comissão eleitoral regional. Argumentam que no último contracheque o desconto foi feito na outra regional e se apegam ao argumento de que a nova lotação não saiu no Diário Oficial, desconsiderando os documentos da Secretaria de Educação que indicam explicitamente a lotação na regional de Florianópolis.
Destaca-se que o presidente da Comissão Eleitoral Estadual tem se posicionado com mais dignidade e ética ao votar contra as impugnações, seguindo o regimento eleitoral e o estatuto do SINTE. Já o suposto representante da oposição, membro da comissão que representa a Chapa 3, tem votado sistematicamente com o segundo membro (que representa a Chapa 2, alinhado à situação), atendendo parcialmente aos interesses das duas chapas.
Na prática, o membro que deveria representar a oposição vem atuando de forma coordenada com a situação, criando critérios inexistentes no Estatuto e no Regimento Eleitoral, com o objetivo de excluir membros ou impugnar chapas inteiras. Em vez de garantir a máxima efetividade da participação democrática - como exige o princípio da efetividade dos direitos políticos, previstos na Constituição -, tais membros da Comissão têm restringido ao máximo a participação da categoria. As atas mostram que a maioria das restrições se dirige contra professores ACTs, ou seja, os mais vulneráveis.
Essa situação é grave e inaceitável. Coloca em risco todo o processo eleitoral ao excluir diversos professores do direito fundamental de participar das decisões de sua entidade representativa. Conclamamos a categoria a defender a democracia no SINTE-SC. Exigimos que a Comissão Eleitoral Estadual cumpra o Estatuto do SINTE, respeitando a legalidade e os direitos dos filiados, reconsidere o recurso do Ederson e que pare com a perseguição de militantes da oposição. Devemos incluir, e não excluir, as trabalhadoras e trabalhadores no processo eleitoral do nosso sindicato.
Não aceitaremos perseguições contra ACTs. Não aceitaremos a reprodução da discriminação contra os lutadores da nossa categoria!
Queremos eleições limpas, transparentes e democráticas. Só assim teremos um sindicato forte, capaz de enfrentar o governo e conquistar os direitos da nossa classe!

25/01/2024

A URGÊNCIA DEMOCRÁTICA BRASILEIRA

Os ataques da extrema-direita aos prédios sede dos Três Poderes em Brasília, no dia 08 de janeiro de 2023, completaram um ano. O Governo Federal, Congresso Nacional e STF realizaram o Ato Democracia Inabalada no Senado, um evento de demonstração de unidade das mais altas instituições da República em torno do pacto democrático de 88. Por sua vez, as organizações e movimentos populares também demonstraram unidade ao convocar atos em defesa da democracia e em denúncia à intentona golpista da extrema-direita, a Intersindical esteve presente nas duas iniciativas, reafirmando seu compromisso de defesa da democracia.

Leia a nota completa no site: https://intersindicalcentral.com.br/a-urgencia-democratica-brasileira/

XII congresso do SINTE - SC: a segurança dos delegados foi usada como desculpa pra manipulação do fim do evento. Ainda t...
19/11/2023

XII congresso do SINTE - SC: a segurança dos delegados foi usada como desculpa pra manipulação do fim do evento. Ainda tem delegação na estrada!

Mais de 72h depois do fim do XII congresso do SINTE, realizado após um hiato de seis anos, precisamos falar
da irresponsabilidade da decisão tomada pela executiva estadual cutista ao não suspender o congresso imediatamente diante das notícias de chuvas que trariam tanta destruição.

As delegações de Rio do Sul e Ibirama, que saíram de Urubici sexta feira de manhã, ainda não conseguiram chegar em casa. Tem crianças e idosos nos ônibus, que andam errante pelas estradas neste tempo de chuvas. Hoje, 19 de novembro, domingo de manhã, a delegação de rio do sul está em Pouso Redondo, depois de muito andarem a esmo, e vão pegar a estrada novamente, deixando o ônibus e seguindo de táxi por estradas alternativas!

Nestes ônibus têm famílias que tiveram suas casas tomadas pela água, e nem lá para cuidar do que é seu estão. Algumas famílias vão acessar suas casas só de bote.

As delegações correram riscos na estrada. Na volta houve queda de barreira na 282 entre os ônibus de São José e Florianópolis. É sorte que nenhuma das delegações estejam embaixo dos escombros.

O argumento para antecipar o fim do congresso foi o mais falho: as pessoas não conseguiram se antecipar para evitar prejuízos pessoais nas residências afetadas pelas enchentes, exatamente porque ficamos todos até o dia seguinte, sexta feira, quando o estrago em muitas regiões do estado já estava feito.

E a posição de suspensão do congresso, proposta pelo SPB, derrotada pela maioria cutista, só conseguiu ser pautada resistindo a ameaças e hostilidade da executiva.

A solidariedade da executiva com as vítimas das enchentes, divulgada ontem, foi uma solidariedade parcial e demagógica, apenas visando restringir um debate político mais efetivo, e não garantir que as delegações de fato pudessem retornar com segurança para suas casas.

O Sinte Pela Base, ao fazer a proposição de suspensão do Congresso, já avaliava os transtornos possíveis que professoras e professores viriam a passar. Todavia ao tentar explicar sua posição, fomos hostilizados, recebendo ameaças da executiva e ainda tidos como insanos.

A não suspensão imediata do congresso, além dos danos causado aos delegados das regionais mencionadas, poderia ter tido como desfecho uma fatalidade, como várias regionais puderam presenciar durante a volta para os seus lares, tendo que atravessar deslizamentos, barreiras e inundações, além da imprudência nas situações em que barreiras com meia pista eram contornadas em alta velocidade por veículos de médio e grande porte.

Neste sentido, fazemos um agradecimento aos motoristas, em especial nossa solidariedade ao motorista de Rio do Sul , que teve a casa tomada pela água. Estes trabalhadores estavam à serviço do sindicato, e não podendo deixar a pé os delegados, não puderam atender, até este momento, seus familiares neste momento tão desolador.

É assim que esta coordenação estadual lida com a sua que é a "maior categoria" do maior sindicato do Estado", deixando-a à própria sorte, em troca de não precisar gastar mais, de não precisar negociar novas faltas com o governo, e poder acabar de uma vez com o congresso.

É assim que um sindicato que se coloca a tarefa de organizar os trabalhadores age com os próprios trabalhadores de sua base, e com aqueles que prestam serviço para o sindicato.

Como ressarcir, e quem vai pagar a estes trabalhadores por todo o transtorno que estão vivendo?

SINTE pela Base, 19/11/2023

VIOLÊNCIA POLÍTICA DE GÊNERO NO XII CONGRESSO DO SINTE/SC: ISSO TEM QUE ACABAR!O XII Congresso do SINTE/SC, evento essen...
16/11/2023

VIOLÊNCIA POLÍTICA DE GÊNERO NO XII CONGRESSO DO SINTE/SC: ISSO TEM QUE ACABAR!

O XII Congresso do SINTE/SC, evento essencial para a organização dos trabalhadores em educação, ainda mais diante do governo de extrema direita de Jorginho Melo, foi palco de graves episódios de racismo, assédio sexual e, também, violência política de gênero.

Na tarde de 16 de novembro, diante das chuvas que acometem nosso estado, veio para nós, delegadas/os do congresso, a proposta de "enxugar" a discussão do plano de lutas, antecipando o encerramento do mesmo, ou continuarmos sem a presença de algumas regionais.

Em nosso entendimento, o ponto principal deste congresso está sendo patrolado e nenhuma das alternativas apresentadas, antecipar o fim ou continuar sem parte das regionais presentes, é a alternativa mais adequada.

Defendemos a imediata SUSPENSÃO do evento, garantindo a todas/os um retorno seguro e a retomada dos debates em até 06 meses.

Quando fomos pedir a palavra para colocar nossa proposta aos presentes, a mesa, então conduzida por Alvete e Anna Júlia, não quis nos conceder a palavra.

Diante da nossa insistência, houve um tensionamento e conseguimos espaço para a fala, mas quando nossa companheira já estava com o microfone na mão, o ex-coordenador estadual do SINTE e atual diretor de assuntos educacionais e culturais, Luis Carlos Vieira, subiu ao palco e partiu para cima da nossa companheira Suzana Uliano, de forma truculenta e violenta. Ela simplesmente foi assediada e intimidada por um dos diretores do sindicato, diante de mais de 600 pessoas, sendo deslegitimada e infantilizada ao ser chamada de "guria" pelo violentador. Tudo isso para que não tivéssemos direito à palavra.

Importante lembrar que a postura do ex-coordenador estadual não é inédita, tampouco rara. Na assembleia de agosto o mesmo protagonizou cena semelhante contra uma das lideranças da regional de Criciúma, fato presenciado por muita gente.

Cabe colocar que a programação do XII Congresso como um todo, deixa claro o caráter _pro forma_ antidemocrático, com tempo de debate muito aquém do necessário para construirmos, de fato, um norte de lutas para os próximos anos, que sabemos, serão muito duros conosco do magistério estadual.

Nós, do movimento SINTE PELA BASE, vimos por meio desta moção expressar nosso veemente repúdio à violência política de gênero. Entendemos que a violência política de gênero é uma forma de violência baseada na discriminação e no preconceito de gênero, que tem como objetivo intimidar, silenciar e desqualificar as mulheres e pessoas de outras identidades de gênero que participam da vida política.

Reconhecemos que a violência política de gênero se manifesta de diversas formas, incluindo ataques verbais, difamação, assédio moral e sexual, ameaças, agressões físicas e até mesmo assassinatos e que tem como alvo mulheres e pessoas de outras identidades de gênero que buscam exercer seus direitos políticos e ocupar espaços de representação e poder.

Ressaltamos que a violência política de gênero é uma violação dos direitos humanos e uma ameaça à democracia, especialmente no ambiente sindical, pois impede a participação igualitária e livre de todas as pessoas na vida política. Além disso, perpetua a desigualdade de gênero e reforça estereótipos e preconceitos que prejudicam a construção de uma sociedade justa e igualitária.

Por isso manifestamos nosso compromisso em combater ativamente a violência política de gênero, denunciando e repudiando publicamente qualquer ato de violência, apoiando e defendendo as vítimas, e promovendo a conscientização e ações de prevenção e enfrentamento desta violência em todos os espaços em que atuamos.

Portanto, reiteramos nosso repúdio à violência política de gênero e nos comprometemos a lutar pela construção de uma sociedade mais justa, igualitária e democrática, onde todas as pessoas possam exercer seus direitos políticos sem medo de violência ou discriminação, e isto passa por pautar a violência política de gênero, bem como assédio moral, sexual e racismo, a fim de banir de todos os espaços sindicais, membros que ajam desta forma.

Urubici, 16 de novembro de 2023.

Movimento SINTE pela Base

🚨 ATENÇÃO 🚨O SINTE Floripa deixa um recado!!
07/09/2023

🚨 ATENÇÃO 🚨
O SINTE Floripa deixa um recado!!

🛑🛑 ATENÇÃO TRABALHADORAS E TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO 🛑🛑Na próxima terça (5), o SINTE - Florianópolis tem encontro marcad...
04/09/2023

🛑🛑 ATENÇÃO TRABALHADORAS E TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO 🛑🛑

Na próxima terça (5), o SINTE - Florianópolis tem encontro marcado pra debater, enquanto categoria, as pautas para mobilização.

Estamos em estado de greve!
O governo de Jorginho Mello - PL acumula ataques à educação e desrespeita toda a sociedade catarinense quando não valoriza a educação básica, sua premissa constitucional. Precisamos definir nossas reivindicações e organizar a nossa luta!

➡️É terça! 05/09
⏰Às 18h30
📍No auditório do SindSaúde/SC
(Rua Frei Evaristo, 77)

Contamos com a presença de todas e todos.

✊ Só a luta muda a vida!

23/08/2023

Carta do Movimento SINTE pela Base sobre os ataques à regional de Florianópolis e convite à categoria para defender o seu sindicato.

“No meio do caminho tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
Tinha uma pedra
No meio do caminho tinha uma pedra
Nunca me esquecerei desse acontecimento
Na vida de minhas retinas tão fatigadas
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
Tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
No meio do caminho tinha uma pedra”
(Carlos Drummond de Andrade)

O Movimento SINTE pela Base vem a público denunciar os sucessivos ataques que parte da gestão do SINTE Florianópolis vem sofrendo, por dentro e por fora da gestão, e convidar os professores da base para defender o seu instrumento de organização e luta da categoria.
Estes ataques ocorrem em dois níveis: individualmente aos diretores do SINTE pela Base e do movimento de que fazem parte. Desde que a nova gestão iniciou seus trabalhos, os ataques não pararam nem um minuto, fazendo com que colegas adoecessem e tivessem que ser substituídos. Aqueles que ficaram são diariamente admoestados, numa prática de assédio moral horizontal e que impede a realização com qualidade dos trabalho políticos que a categoria merece.
Depois de retomar um breve histórico da construção do nosso movimento, caracterizaremos esta prática de assédio realizada por uma membra da gestão, além de uma representante do conselho deliberativo, e o grupo em torno delas que realiza, dentro da gestão, nas assembleias regionais e nas reuniões de representantes, uma postura hostil e anti sindical que desconstrói a luta da categoria, não se tratando de modo algum de mera divergência política e de método organizativo.

Surgimento e crescimento do Movimento SINTE pela Base na categoria do magistério estadual de Santa Catarina

Os colegas da regional que acompanham o movimento sindical pelo menos na última década viram um movimento de base de trabalhadores, que não fazia parte da direção da entidade, conquistar seu espaço e legitimidade na construção deste que é o maior sindicato de trabalhadores de Santa Catarina.
O Movimento SINTE pela Base, em composição com professoras e professores de fora do movimento está à frente da regional Florianópolis pela segunda vez, sendo que na primeira oportunidade que disputou a regional, perdeu por somente 27 votos, o que prova a conquista gradual de confiança da maior parte da categoria, que por muitos anos viu seu sindicato atrelado a grupos políticos acostumados a compor as direções sindicais e reproduzir a burocracia sindical.
De grupo de oposição sem participação nas direções passamos a ter experiência concreta na gestão do sindicato, podendo colocar em prática aquilo que sempre defendemos e lidar com as contradições próprias deste processo.
Essa participação iniciou sua existência como chapa nas eleições de 2013, com uma chapa composta com representantes de dez regionais, pouco menos de 10% do total de votos, além de duas regionais - Mafra e Blumenau.
No mesmo ano, participamos do Congresso do SINTE, com a participação de dez delegados. As forças políticas não queriam reconhecer o direito de ter tempo igual para o SINTE pela Base apresentar sua tese, de forma que submetemos a decisão ao plenário, e assim conquistamos o direito a este espaço. Nesta ocasião, dialogamos com companheiros de todas as regionais.
Em 2015, na greve de 72 dias, enquanto os sindicatos de São José e Florianópolis estavam sob a direção da Ação e Luta - Conlutas, foi o SINTE pela Base que conquistou a maioria dos votos para eleição do Comando Estadual de Greve. Esse reconhecimento da base se deu logo no contexto em que o movimento do magistério derrotou a Medida Provisória 198 que retirava os ACT´s do quadro de salários do magistério.
A greve foi deflagrada no dia 24 de março. Desde o início, o MSPB defendeu a deflagração desta como forma de combater a MP 198 já em vigor. Em Florianópolis, a Assembleia contava com 500 pessoas e votou unanimemente pela greve. Na assembleia estadual foram três reuniões até a sua aprovação.
A condução política da greve no comando de greve, apesar de ser o resultado de um trabalho coletivo, composto pelas diversas forças políticas representadas pelas regionais e estadual, recebeu importante contribuição do nosso movimento. A tática da ocupação da ALESC foi proposta pelo movimento, e mesmo com forças contrárias, foi aprovada por maioria no comando de greve.
Quando, depois da primeira mesa de negociação, o SINTE convoca Assembleia Estadual realizada no dia 14 de maio, em Biguaçu, com a proposta de aceitar os termos do governo e se retirar da greve, a resposta da categoria foi retumbante, votando pela continuidade da greve e a criação do Fundo de apoio aos grevistas. O fechamento da BR 101 sinalizou o tom da conversa da categoria com o governo e com a direção entreguista dali em diante.
Apesar da derrota, iniciada com o fim da greve sendo votado em uma Assembleia chamada às pressas em Chapecó, onde as lideranças locais já davam a greve por encerrada há dias, permitiu a retirada da regência de classe e a aprovação do achatamento do plano de carreira no final daquele ano. A greve teve como vitórias defensivas: a manutenção do nível de ”magistério” no PCCS, evitou a desvinculação da Lei do Piso. Garantiu-se ainda a manutenção da isonomia (salários iguais para profissionais com mesma formação), evitando uma diferenciação completa entre ACTs e efetivos, que passariam a ter salários e carreiras diferentes; bem como os ATPs/AEs em relação aos professores, que comprometeria ainda mais a resistência dos trabalhadores e facilitaria a contratação terceirizada de professores temporários. O movimento barrou ainda a implantação da meritocracia, que além de semear a competição e a lógica individualista, reforçaria a disparidade entre ativos e aposentados.
No Congresso do SINTE em 2017 já éramos quase trinta delegados, e publicamente nas contribuições afirmamos que boa parte das teses presentes no congresso incorporaram elementos que o movimento cuidadosamente divulgou nas falas nas várias assembleias e nas diversas edições de seu jornal distribuído aos milhares para os professores.
A primeira gestão com o SINTE pela Base trabalhou com recursos cortados pela estadual por 17 meses, por confrontar a executiva estadual ao bancar um jurídico próprio a partir da inoperância do jurídico da estadual diante de temas caros aos trabalhadores, como assédio moral. Ainda que sem recursos e atacado pela executiva, tocou a gestão, tendo protagonismo na proposição e construção da greve sanitária, em plena pandemia do COVID-19.
Um dos acertos iniciais da gestão foi ter mantido a funcionária do sindicato, pela sua competência e comprometimento histórico com o trabalho sindical. Desde o início da primeira gestão, uma das que se colocava como aliada do nosso movimento e que hoje ataca enfurecidamente o mesmo, propôs a demissão da funcionária e o rateio dos recursos para aumentar as liberações dos dirigentes. A referida militante que teve papel importante na defesa intransigente da tática de bancar um jurídico próprio, depois de esgotado os recursos da regional, pediu desligamento da gestão sem qualquer justificativa formal, não sem antes ter se negado a proposição de dividir as liberações para poder contemplar a única companheira que não recebia e trabalhava junto e com empenho.
Terminando a gestão com três pessoas mais ativas e ao final duas, com o adoecimento de uma companheira, surge a avaliação de que se deveria mudar a política de aliança, compondo com o bloco de oposição. De um lado, o SINTE pela Base passou a construir três regionais - além de Florianópolis, um companheiro em São José e outra companheira em Criciúma. De outro, a gestão contou com a participação de membros que se intitulam como independentes e da Conlutas. Como os primeiros, que dirigem as regionais do sul, não desenvolvem o mesmo trabalho na regional de Florianópolis, sua representação foi ocupada pela pessoa que agora realiza os ataques mais vis aos nossos companheiros, e que agora recebe a merecida resposta.

Dos ataques feitos ao movimento SINTE pela Base e a seus integrantes na gestão do SINTE Florianópolis e seu impacto na atual gestão do sindicato: quem é quem na luta da categoria

É importante tentar compreender porque desde sua origem o movimento SINTE pela Base é atacado. A descrição resumida da trajetória do movimento, que fizemos acima, já mostra o quão pode ser ameaçadora a ideia que o sinte pela base representa, muito mais do que sua força material, de mostrar para a base de trabalhadores da educação de SC que só a categoria têm a força e a legitimidade para desbaratar a burocracia sindical encabeçada pela CUT - e não só por ela, do aparelhamento aos governos, estado e partidos políticos (que não se confunde com a postura anti-partidária defendida por alguns setores).
Desde o começo dessa segunda gestão do SINTE pela Base, a dirigente que ocupa a cadeira do SINTE regional de Florianópolis e ataca os colegas de gestão insinuou que, dando “autonomia” para ela enquanto secretária de finanças, de custear gasolina em carro particular, mesmo que, à época, apenas ela e mais um diretor dirigissem. Além disso, reivindicou vale alimentação e vale transporte, os quais nenhum outro membro da direção regional recebe. Não entendemos o sindicato como vínculo trabalhista, mas sim como instrumento de luta, e enquanto maioria, vetamos tais pedidos. Se quem deve fazer a luta recebe o que a base não recebe, qual o sentido disso? Vale registrar que historicamente ela ocupou essa função nas gestão da Conlutas, na última vez tendo se afastado da gestão, envolvida por problemas relacionados a esta pasta.
Naturalmente, na atual gestão, apesar de termos aceitado que ela ocupasse a pasta que foi por ela pleiteada, não aceitamos a condição posta, e por isso pagamos o preço. De lá pra cá, o modus operandi foi desgastar ao máximo a gestão fazendo acusações e ofensas graves - que, para além desta resposta mais geral, daremos respostas específicas nos âmbitos apropriados.
O primeiro ataque foi ao então Coordenador do Sindicato, que lançou uma carta apontando a impossibilidade de seguir na gestão. A referida, enquanto diretora financeira, chantageou a gestão para que fossem assinados cheques de despesas pessoais com combustível, inclusive sem recibo. A situação chegou ao ponto de atrasar contas básicas da regional, como luz e condomínio. Diante de tamanha irresponsabilidade, a maioria da gestão decidiu sim, trocar a direção da pasta pois, no mínimo, trata-se de uma pessoa inapta ao cargo. Atrasar contas deliberadamente em troca de cheques assinados, isso é chantagem, e além de inadmissível, é abominável. Vejam, estamos trazendo, em resposta aos ataques, fatos. O que estamos afirmando aqui, se comprova em ata. E, diante disso, nos acusam de sermos golpistas. Além disso, é curioso o fato que a diretora, ao mesmo tempo que é contra a troca da sua secretaria, assina o recibo da liberação mensal como diretora da sua atual pasta de formação.
Alegam que elegeram a maioria dos conselheiros, e que o SINTE pela Base não elegeu nenhum, para deduzir daí que o Sinte pela Base não representa a maioria dos votos da base, ignorando o fato elementar que o movimento não indicou nenhum nome para a disputa.
De repente, nas assembleias regionais se levantaram alguns defensores da pessoa em discussão, as mesmas que fizeram de tudo para que ela saísse das suas gestões anteriores e da pasta de finanças, fazendo acusações dentre as quais o atraso na prestação de contas à época. Os mesmos depois dispersaram aos sete ventos que a construção da luta deve ocorrer por fora do sindicato, negando-o e construindo outra entidade que hoje jaz inócua, usando inclusive o último Congresso para propor a desfiliação do SINTE. Contraditoriamente, querem debater cada detalhe organizativo do SINTE.
Além disso, caluniam os membros do SINTE pela Base das formas mais baixas, algo que não podemos admitir, como profissionais da educação que somos e com a referência de luta que construímos cotidianamente nos espaços escolares. Não coadunamos com práticas de assédio ou quaisquer tipo de violência contra colegas de profissão, algo que a pessoa em questão não pode afirmar, como prova o incidente ocorrido dentro da sala dos professores de sua unidade escolar. Não vamos nos intimidar, nem sair um a um adoecidos da gestão do sindicato.

A quem interessa a destruição do SINTE Floripa? O que consideramos que precisa ser defendido pela categoria de luta na regional de Florianópolis

Frente a grave situação que buscamos esclarecer, não vemos outra saída senão recorrer ao conjunto da base na regional de Florianópolis, que envolve os trabalhadores das sessenta escolas de Florianópolis, Biguaçu, Antônio Carlos e Governador Celso Ramos, para que assumam os rumos do sindicato, decidindo o que deve permanecer e o que não deve, que atitudes representam os interesses dos trabalhadores, e quais não, para sairmos da realidade paralisante em que se encontra a atual gestão.
Sabemos que, como trabalhadores, as companheiras e companheiros enfrentam as situações mais adversas nas escolas: uma política educacional que se volta a destruir as condições de trabalho dos professores e de reproduzir as desigualdades da sociedade dentro do espaço escolar. Sabemos também que a situação em que se encontra o sindicato não motiva os trabalhadores a se envolverem nos assuntos sindicais, quando os fatos revelam o quão desorganizado está este espaço que deveria servir justamente para organizar a luta.
Não temos uma greve presencial desde 2015, oito longos anos, sem perspectiva de uma mobilização no horizonte. Com um governador que aprovou a escola com mordaça; que colocou o dirigente da Acafe como Secretário da Educação, retirando dinheiro da educação pública para fins privatistas; que quer entregar escolas para o Sistema S; que acabou com a gestão democrática; que precariza as unidades escolares. A situação é mesmo grave, e não há outro caminho que não a mobilização e luta da categoria.
Acreditamos que, com muita luta neste e nos próximos anos, possamos vislumbrar um horizonte para a educação pública brasileira. Para isso, há que se superar os obstáculos no caminho, e fomentar amplos debates no interior da categoria e com o conjunto da sociedade acerca de qual projeto de educação e de sociedade defendemos.
Diferente da primeira gestão do SINTE Floripa, em que a estadual cutista buscava sufocar financeira e politicamente a gestão, agora, um expediente mais eficaz para derrotar a gestão do SINTE Floripa se apresenta, partindo da iniciativa de um pequeno aglomerado de pessoas de identificações políticas que têm como ponto em comum, dentre outras coisas, não admitir o crescimento do SINTE pela Base dentro do sindicato, realizando para isso um assédio moral sistemático a seus membros para vê-los sair um a um por motivos de adoecimento mental.
A resistência de esquerda à CUT na capital foi sempre muito forte. Não queremos com isso desconsiderar o trabalho político progressista realizado pela CUT nas suas bases em Santa Catarina, considerando o contexto direitista (e até em certa parte fascista) das classes dominantes do nosso estado. Nosso crescimento como movimento político no interior do Estado nos permitiu ver o histórico deste trabalho, que envolve movimentos sociais sérios como o MST e sindicatos combativos estado afora. Não obstante isso, sempre deixamos clara nossa crítica à postura de conciliação de classe da CUT e como ela foi prejudicial para a categoria do magistério, e não só para esta categoria.
Não ignoramos como a CUT se aproxima desse objetivo ao conquistar regionais historicamente da oposição, como Itajaí e Joinville, por exemplo. Tampouco que a situação nacional, a partir do prestígio alcançado pelo PT na sua luta contra o golpe, frente a perseguição que sofreu, e a apresentação de alternativa eleitoral como cabeça de chapa da frente ampla, fortaleceu as bases cutistas.
No entanto, a luta sindical é necessariamente classista, e deve-se afirmar essa independência combatendo as posições conciliadoras dentro dos sindicatos, o reboquismo diante de mandatos políticos e das instituições do estado. O sindicato é e deve ser, além de um instrumento de ação política, um espaço de formação teórica e prática para elevar a consciência de classe da categoria, permitindo com que esta assimile e faça suas as armas teóricas que podem orientá-la no caminho da superação do atual estado de coisas desumanizador.
Devemos insistir na unidade da ação para bater no terreno político e econômico, os inimigos da classe trabalhadora, liquidando os golpistas e fascistas, e realizar amplas mobilizações para pressionar os poderes pelas transformações sociais que se tornaram inadiáveis, onde não avançar representa retroceder.
O seleto grupo que optou pelo assédio para atacar os militantes do SINTE pela Base na gestão do SINTE Floripa buscam, no grupo das oposições, convencer os demais de que não devem fazer aliança com o SINTE pela Base, afirmando que não somos confiáveis. Acreditamos que as relações de confiança são construídas no cotidiano e, com exceção da relação truncada com as pessoas que atacam sistematicamente os militantes do SINTE pela Base na gestão do SINTE Florianópolis, o trabalho sindical tem sido realizado de maneira respeitosa, mesmo em meio a divergências e embates políticos.
Lembramos que dentre os motivos que atrasaram a referida aliança esteve a insistência de nosso movimento em cimentar esse tipo de acordo a partir de um debate de princípios e uma análise minimamente comum da realidade que orientasse as ações táticas de uma chapa unificada da oposição, além de um método democrático e fraterno para lidar com as divergências.
Temos tarefas importantes pela frente, dentre elas a participação no Congresso Estadual do SINTE, em que apontaremos o rumo da nossa luta. É hora de reafirmarmos que política sindical queremos que o sindicato realize, e quais as condições que devem ser garantidas para que a base de trabalhadoras e trabalhadores possam se apresentar à altura do desafio posto frente aos ataques vindos dos verdadeiros inimigos da educação e da classe trabalhadora.
As posturas daqueles que agem como pedras no caminho da luta da categoria devem ser objeto de cuidadoso escrutínio por parte da mesma, pois não podemos frear nem diminuir nosso passo rumo à conquista dos nossos direitos! Vamos decidir pela base o futuro do nosso sindicato, começando pela regional! Seguiremos em defesa da educação pública, gratuita, crítica, criadora e popular, até a vitória!

Movimento SINTE pela Base.
Florianópolis
16/08/2023

Endereço

Florianópolis, SC

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