Sua história começa em 2009 com um grupo de amigos que se aventurava na natureza, e ganha força durante a ordenação presbiteral do padre Jonas Caprini, sj, na qual organizaram junto à Pastoral da Juventude e jovens da UFMG uma oficina de Ecologia. Em 2012 o grupo toma nova forma, e passa se organizar de fato como Grupo de Ecologia, com preocupação com a situação alarmante em que o planeta se encon
tra, e principalmente com a degradação do Rio Iconha. Sob este olhar, o objetivo principal destes jovens passa a ser a revitalização deste rio que corta a cidade, através de reflorestamentos em propriedades rurais – em especial nas áreas de proteção de nascentes, mata ciliar e áreas de recarga hídrica. Durante esses anos de atuação, vários foram os trabalhos realizados, como por exemplo: o reflorestamento de 10 propriedades rurais no município, trabalhos de educação ambiental, além de ações de cidadania. Contudo, é importante destacar que em todas as ações e projetos, o grupo sempre teve apoio de grandes parceiros como: a Igreja Católica de Iconha, a Pastoral Ecológica da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim, o Incaper, o IDAF, o IEMA, a Usina Paineiras, a Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo, a Prefeitura e a Câmara Municipal de Iconha, e diversas empresas do setor privado. No dia 24 de junho de 2015, o Bicho do Mato foi premiado com o Troféu Biguá – Prêmio de Sustentabilidade da TV Gazeta Sul, na categoria Sociedade Civil, que tem por objetivo valorizar e incentivar diversos setores na busca pela preservação ambiental, que se destacam pelas práticas de ações de recuperação, preservação e cuidado com o Meio Ambiente. A existência do Bicho do Mato é fruto do amor pela natureza e principalmente pelo desejo de seus membros de fazer a diferença, de não se conformar com os esquemas deste mundo, de ser protagonista da própria história, de servir como instrumento para inspiração de outras pessoas a também ser agentes transformadores. E parafraseando à São Luis Alberto Hurtado Cruchaga, o Bicho do Mato quer ser “Um fogo que acende outros fogos”, na luta por um mundo “ecologicamente” sustentável.