João Eder Sousa Martins, 20 anos, Guaxupé - Minas Gerais, Brasil.
Portador de Tumor Desmoplásico de Pequenas Células Redondas (TDPCR - sigla em português ou DSRCT - sigla em inglês), confirmado em 09 de abril de 2019. O tratamento da doença requer uma equipe médica e infraestrutura hospitalar altamente especializada e, por isso, criamos esta página com para angariar fundos que garantam o tratamento do João Eder no Hospital Sírio-Libanês (HSL) em São Paulo. Assim, contamos com sua colaboração em divulgar a página e realizar doações!
Hoje, João Eder faz tratamento quimioterápico na Santa Casa de Alfenas, sob acompanhamento do médico oncologista Allen Lopes Petrini (CRM-MG 45.615) e acompanhamento externo com o médico oncologista Rodrigo Munhoz (CRM-SP 124.669) no HSL, profissional com alta experiência em sarcomas de partes moles. O oncologista Rodrigo é um dos responsáveis pelo tratamento do jovem Arthur Terra, da cidade de Piumhí - MG (162Km de Guaxupé), que tem 20 anos e a mesma doença do João Eder. Arthur também possui uma página (@campanhadoarthur) para divulgar sua campanha de arrecadação para finalizar o pagamento de todos os procedimentos feitos no HSL.
O TDPCR é um sarcoma de partes moles, raríssimo, altamente agressivo que geralmente surge nas superfícies serosas revestidas do peritônio abdominal ou pélvico, e espalha-se ao omento, nódulos linfáticos e dissemina hematologicamente principalmente para o fígado.
É um tipo de tumor que acomete, principalmente, adolescentes e jovens adultos (média de 13 a 29 anos). A proporção por gênero é de 4:1, ou seja, a cada 5 pacientes, 4 são do gênero masculino e apenas 1 do gênero feminino. Descobrimos que em Guaxupé já houve uma ocorrência do TDPCR em uma jovem, na época com 17 anos, que lutou bravamente até o último momento contra essa doença. Curiosamente, tínhamos um contato próximo com seus familiares na época, mas não sabíamos que havia sido essa doença, até o diagnóstico do João, quando começamos a pesquisar na internet e encontramos o relato associado a ela.
O primeiro relato médico dessa doença foi feito em 1989 e, até o presente momento, a produção científica relacionada é muito escassa. Dessa forma, há uma estimativa - que carece de confirmação por um estudo bibliométrico adequado - de cerca de 200 casos reportados no mundo e uma incidência de 0,3 habitantes por milhão.
Não há sintomas específicos, sendo alguns relacionados a dor abdominal, abdômen dilatado, dispepsia e/ou vômitos e perda de peso, dependendo do estágio da doença. Podem ser observados outros sinais, como uma massa abdominal palpável, obstrução gastrointestinal, ascite e hepatomegalia. No caso do João Eder, há cerca de 2 anos ele teve sangramento intestinal, procurou ajuda médica, mas não houve nenhum diagnóstico na colonoscopia. Ele relatou a cinco médicos da Unidade Básica de Saúde, queixa de pontadas na região do intestino, durante esses dois últimos anos. Os médicos, contudo, afirmavam ser sintomas de flatulência, constipação intestinal, dor muscular, etc, nunca aceitando realizar uma simples ultrassonografia para verificar mais a fundo o que se passava. Infelizmente, confiamos na conduta médica adotada e não levamos ele em um médico particular até quando houve uma perda súbita de mais de 10Kg de massa corporal entre novembro e dezembro de 2018. Em 28 de dezembro de 2018 começou a via crucis do João Eder, quando foi levado ao médico urologista, que inicialmente constatou massas abdominais estranhas ao toque na barriga e retal, solicitando uma ressonância magnética em caráter de urgência.
O diagnóstico é difícil, pois em geral se descobre em estado avançado massas no abdômen, que são classificadas como outros tipos de tumores (João foi diagnosticado inicialmente com carcinomatose peritoneal pelos exames de imagem). O diagnóstico requer análise patológica e imuno-histoquímica em laboratórios altamente especializados, como o Laboratório Bacchi em São Paulo, onde foi diagnosticado por imuno-histoquímica o caso do João. Inicialmente, a análise patológica, feita em outro laboratório, detectou um outro tipo de tumor. Além disso, requer o suporte de diagnósticos por imagem, como ressonância magnética, exploração videolaparoscópica e PetScan CT.
João Eder é sem dúvida uma das pessoas mais iluminadas que conheceremos na atualidade. Um jovem que não se abate, mesmo nas adversidades que tem vivido. Um jovem cuja fé é tão genuína, que transborda e também dá esperanças para todos os que estão ao seu redor. Por isso, reze, ore, faça uma prece, pense em algo bom e bonito, tudo isso voltado à cura plena do João Eder e, certamente, o milagre vai ocorrer! A fé que nasce da comunhão das intenções luminosas de nossas almas faz abrir as comportas do Manancial da Vida, de onde jorrarão infinitas graças sobre essa causa!
Paz e bem!