23/10/2025
| Hoje, dia 23 de outubro de 2025, completam-se 40 anos do martírio do trabalhador rural e sindicalista Nativo da Natividade, de Carmo do Rio Verde (GO), e 39 anos do martírio de Vilmar de Castro, professor de escola rural e agente pastoral, de Caçu (GO). Eles morreram nas cidades em que viviam e onde atuavam, colaborando com a organização popular, junto às CEBS e movimentos sindicais e sociais do campo.
Em 1985, o Brasil vivia seu primeiro ano pós-Ditadura Militar, e centenas de sindicatos rurais surgiam. Paralelamente à apresentação do I Plano Nacional de Reforça Agrária, e em oposição a ele, surge no mesmo, a União Democrática Ruralista. Com ela, a violência privada se recrudesce no campo.
A morte de Nativo da Natividade foi um dos 142 assassinatos confirmados e identificados no primeiro relatório Conflitos no Campo, da CPT. No mesmo dia que ele, também foi morta a advogada Ismene Mendes, em Patrocínio (MG). Em 2025, muitas, muitas famílias e organizações do campo em todo o Brasil fazem a memória dos 40 anos sem os seus entes queridos e lideranças.
Não parece coincidência que, um ano depois, a morte de Vilmar de Castro tenha ocorrido exatamente no mesmo dia do atentado contra Nativo. Ao contrário do efeito pretendido pelo latifúndio, a morte de uma liderança, em nossa luta, dá luz a um Mártir, que passa a iluminar a caminhada, ampliando nossos clamores por justiça.
Em Goiás, e em todo o Brasil, erguemos nossos estandartes e a luta popular segue firme. O sangue dos que tombaram em luta, já regaram o jardim de muitas vitórias. E muitas outras ainda virão.
Nativo da Natividade, PRESENTE!
Vilmar de Castro, PRESENTE!
Eles vivem!
Post compartilhado da CPT Nacional.