Atualmente o diabetes não pode apenas se considerado como um problema de saúde pública, mas há que se ter um olhar diferenciado para esta doença, considerando o impacto social na vida do portador de diabetes e de seus familiares. O diabetes atinge mais de 11 milhões de pessoas na população brasileira, com prevalência similar em ambos os sexos, independentemente da faixa etária e da raça. Aumenta c
om avançar da idade (média de 7,6% de indivíduos entre 30 e 69 anos e 20% com idade superior a 70 anos), sendo considerado um importante problema de saúde pública (TEIXEIRA NETO,2003). Existe um impacto social muito grande quando uma pessoa se descobre com diabetes, tanto para o portador da doença quanto para sua família e para sociedade em geral. Até que a pessoa tenha um entendimento sobre a doença e consiga o controle glicêmico, geralmente ela tende a se afastar do trabalho e os familiares precisam estar também preparados para auxiliar e acolher o portador de diabetes. As complicações do diabetes geralmente aparecem em pacientes descompensados, ou seja mal controlados. Vários fatores sociais levam a este descontrole, entre eles estão: não-aceitação da doença pelo portador, o preconceito da sociedade, falta alimentação adequada, repulsa ao medicamento, condições financeiras insuficientes para se fazer um controle regular com o médico ou com profissionais multidisciplinares, desinformação sobre os sinais e sintomas de agravamento e formas de reversão e ausência de auto-avaliação da glicemia diária. Por falta de conhecimento, muitos portadores e familiares passam por várias dificuldades sociais, financeiras e psicológicas, por este motivo, a entidade decidiu realizar um trabalho social de acolhimento e orientação direcionado a toda sociedade, em Conselheiro Lafaiete e região. A descoberta do diabetes trás muitas dificuldades para convivência diária, a ASSODILAFA abraça esta causa social, para que as pessoas possam viver com doçura.