24/04/2026
Tem dias em que o chão some debaixo dos seus pés.
Não porque você errou. Mas porque alguém decidiu que você seria mais fácl se fosse diferente. E quando você não dobrou, começaram a te refazer na boca dos outros.
Você conhece as duas saídas.
Ceder. Virar o que pedem. Tem uma fadiga nisso que parece paz, mas não é paz, é rendição.
Ou brigar. Provar. Explicar até a garganta secar. Mas lá no fundo você já sabe: quem não quer entender, não vai entender. Não porque não pode. Porque não quer.
E você f**a parado entre duas portas que não levam a lugar nenhum.
Tem uma oração antiga que nasceu exatamente nesse corredor.
Alguém com a alma no chão. Gente poderosa falando mal dele. Sem saída limpa. E ele não pediu que a verdade aparecesse. Pediu uma coisa só: me sustenta. Não me deixa virar outra coisa.
E pediu mais uma coisa. Força pra não tomar o caminho mais fácil. Porque a parte mais perigosa não estava do lado de fora. Estava dentro dele.
E então escolheu.
Não porque confiava em si mesmo. Mas porque confiava em Deus. Num propósito que não nasceu da pressão do momento e não vai morrer nela.
É isso que segura quando o chão some.
Não a certeza de que você vai vencer. A certeza de a quem você pertence.