29/01/2020
A CHINA E O SEPULCRO DA CONCUPISCÊNCIA
*Publicado por Júlio César Prado
CHINA AVISA QUE A CAPACIDADE DE CONTÁGIO DO CORONAVÍRUS SE TORNA MAIS FORTE - Autoridades chinesas anunciam que começaram a desenvolver uma vacina
Enquanto a China intensifica as medidas para controlar a transmissão do coronavírus de Wuhan, que causou a morte de 56 pessoas e infectou mais de 2.000 no país, a natureza do patógeno vai sendo melhor conhecida. As más notícias: a capacidade de contágio do vírus parece se tornar mais forte, como disse o ministro da Saúde, Ma Xiaowei, de modo que o número de infectados continuará crescendo por enquanto. As boas notícias: até agora os cientistas chineses não detectaram indícios claros de mutação (ainda que não o descartem no futuro). E já começaram a desenvolver uma vacina.
Em uma abarrotada entrevista coletiva no centro de Pequim, em que a imensa maioria dos jornalistas usava máscaras protetoras, o ministro reconheceu que o que se sabe do novo coronavírus 2019-nCoV ainda é muito limitado. Ao contrário do vírus causador da SARS, com o qual está aparentado, pode contaminar durante o período de incubação – de um a 14 dias –, durante o qual o portador ainda não apresenta sintomas. Outra diferença em relação à epidemia de 2003 que deixou quase 800 mortos em todo o mundo: à época, a infecção demorou de três a quatro meses para se transformar em epidemia. Dessa vez só precisou de um mês. “Os seres humanos se adaptam aos vírus e ficam menos doentes. Eles também se adaptam a nós”, disse o diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, Fu Gao, também presente na entrevista.
Até o momento, o vírus chegou a 11 países em quatro continentes: Estados Unidos, Canadá, França, Nepal, Coreia do Sul, Japão, Taiwan, Tailândia, Malásia, Singapura e Vietnã, que somam mais de trinta casos. Tóquio anunciou no domingo que detectou um novo caso, o quarto em seu território.
Uma vez que o surto ainda não está sob controle, a China continuará reforçando e ajustando suas medidas de controle contra a epidemia, disse o ministro, um dia depois do presidente chinês, Xi Jinping, tomar o controle da crise e dar ordens de não economizar custos para resolvê-la. Uma área fundamental será o cancelamento de atos que poderiam receber grandes quantidades de pessoas e os limites ao transporte. Esse último é especialmente importante: a partir dessa semana começarão as viagens de retorno após as férias do Ano Novo lunar, que podem chegar a 400 milhões de deslocamentos e contribuir à expansão do vírus.
Shantou, uma cidade costeira de cinco milhões de habitantes e a 1.100 quilômetros de Wuhan, anunciou no domingo que também fecharia seus acessos para se proteger do vírus, a primeira cidade a entrar em quarentena fora da zona zero da epidemia. Poucas horas depois, entretanto, voltava atrás e indicava que se limitaria a controlar e desinfectar os veículos e pessoas que entraram em sua demarcação.
Várias grandes cidades, entre elas Pequim e Xangai, já anunciaram que as escolas prorrogarão por pelo menos mais duas semanas as férias escolares. A capital e cidades como a turística Xi’an, e toda a província de Shandong, suspenderam seus serviços de ônibus de longa distância. Na medida do possível, se recomenda evitar os deslocamentos; as empresas de transporte devolverão o custo das passagens sem nenhuma penalização. Nas estações de trem, guichês e aeroportos serão instalados medidores de temperatura e áreas de observação para possíveis casos suspeitos.
Somadas aos bloqueios pela quarentena de uma quinzena de cidades em Hubei, incluindo Wuhan, o epicentro da infecção, essas medidas reduziram as viagens em 28,8% em relação a temporadas anteriores do Ano Novo, como disse o ministro dos Transportes.
Além de limitar os deslocamentos e fechar a área mais afetada, parte dos esforços também estarão centrados no tratamento dos infectados. Wuhan, onde se concentra a maioria dos doentes e que reconheceu publicamente a escassez do material médico protetor, receberá reforços de todos os tipos. Já aumentou em 2.300 seus leitos hospitalares, e se espera que nos próximos dias possa contar com mais 5.000. Nas últimas 24 horas chegaram mais de 2.000 profissionais da área de saúde das outras 30 províncias chinesas. Também foram enviadas mais de três milhões de máscaras.
Um dos grandes problemas, como admitiu o ministro, é a escassez de trajes protetores. Todos os dias Wuhan, de 11 milhões de habitantes, precisa de 10.000, e hoje, pelas festas de Ano Novo, as fábricas só estão produzindo 40% de sua capacidade. Para poder completar o número necessário, disse Ma Xiaowei, serão utilizadas as reservas do Governo central e das províncias, e entrarão em contato com o estrangeiro para receber do exterior o que faltar.
Os Governos de vários países anunciaram sua intenção de evacuar seus cidadãos de Wuhan e outras cidades em quarentena. Os Estados Unidos planejam fretar um avião para trazer de volta a seu território 230 diplomatas e outras pessoas. A Coreia do Sul, Rússia e França – essa última, de ônibus – também indicaram que estão negociando com as autoridades chinesas para a saída de membros de suas nacionalidades. O Japão também entrou na conta no domingo, com 700 compatriotas na região (EL PAÍS).
A CHINA E O SEPULCRO DA CONCUPISCÊNCIA
Depois do dilúvio, quando haviam desaparecido as frutas de sobre a face da Terra, o Senhor disse a Noé que comesse carne (Gênesis 9:3), e este alimento Deus não tirou até a saída dos filhos de Israel do Egito (Êxodo 16:3). Quando os israelitas foram libertos da servidão egípcia e se puseram a caminho de Canaã, foi-lhes necessário fazer uma preparação espiritual para que pudessem entrar na terra prometida, preparação essa que implicava a abstinência de carne.
A carne lhes foi tirada, mas os filhos de Israel não se conformaram com essa medida. “... a populaça que tinha vindo com eles ardeu em desejos, sentando-se e chorando, unindo também os filhos de Israel, e disse: Quem nos dará carne para comer?... E o Senhor disse a Moisés... Dirás também ao povo: Santificai-vos; amanhã comereis carne; porque Eu vos ouvi dizer: Quem nos dará a comer carne? Nós estamos bem no Egito. Assim o Senhor vos dará carne que comais, não só um dia, nem dois, nem cinco ou dez, nem mesmo vinte, mas um mês inteiro, até elas vos saírem pelos narizes, e vos causarem enjoo... E um vento mandado pelo Senhor, trazendo codornizes da outra banda do mar, arrebatou-as consigo e fê-las cair sobre os acampamentos ao redor do campo por tanto espaço quanto se pode andar num dia, e voavam pelo ar à altura de dois côvados sobre a terra... Ainda as carnes estavam nos seus dentes, e ainda se lhes não tinha acabado este manjar, quando a cólera do Senhor se acendeu contra o povo, e o feriu com uma grandíssima praga. E aquele lugar foi chamado o sepulcro da concupiscência, porque ali sepultaram o povo, que tinha tido os desejos” (Números 11:4, 16, 18-20, 31, 33, 34).
Sobre esta experiência, diz o salmista: “Mas deixaram-se levar da cobiça no deserto, e tentaram a Deus na solidão. E Ele satisfez-lhes o desejo, mas fez definhar as suas almas” (Salmo 106:14; 78:24-31). Esses acontecimentos com o povo de Israel não se limitam somente a eles, mas constituem figura para nós, que somos geração do “fim dos séculos” (I Coríntios 10:11). Assim como eles foram libertados da servidão do Egito, somos também nós libertados do Egito espiritual – a servidão do pecado, das trevas e da ignorância.
A terra prometida, para a qual os israelitas peregrinaram, é uma figura da Canaã celestial, em cuja direção caminhamos. Como já foi dito, somos apenas “peregrinos e hóspedes sobre a Terra”, e buscarmos uma “pátria melhor”, que é a “celeste” (Hebreus 11:13-16). E nós para podermos entrar na pátria celestial, necessitamos de uma preparação maior que a dos judeus para entrarem na Canaã terrestre. Nesta preparação, devemos, portanto, nós os que vivemos no tempo do fim, abster-nos do alimento cárneo com maior razão que eles. Efetivamente, o apóstolo Paulo, fazendo alusão àquelas experiências dos filhos de Israel, que se deixaram “levar da cobiça no deserto”, pedindo “carnes”, exorta-nos a que não caiamos na mesma cobiça. “E esta coisas”, diz o apóstolo Paulo, “foram-nos feitas em figura, para que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram... Ora tudo isto lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos” (I Coríntios 10:6, 11).
Infelizmente, a China é um país que não respeita as leis da saúde dada por Deus. Eles se alimentam de animais que a Bíblia classifica como imundos. Deus está mostrando ao mundo a desobediência do povo Chinês. “Não erreis” – diz a palavra inspirada – “Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear isso também ceifará” (Gálatas 6:7). Terrível será a colheita, porque terrível é a semente do pecado que foi semeada!
Na foto, o diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças chinês, Fu Gao, no domingo em entrevista coletiva em Pequim (Foto: Divulgação/REUTERS).
*Júlio César Prado é jornalista