Aba Antropologia

Aba Antropologia Associação Brasileira de Antropologia - ABA Sem ter uma linha político-partidária, sua voz inquieta a todos os que não respeitam os direitos humanos.

A Associação Brasileira de Antropologia é a mais antiga das associações científicas existentes no país na área das ciências sociais, ocupando hoje um papel de destaque na condução de questões relacionadas às políticas públicas referentes à educação, à ação social e à defesa dos direitos humanos. No decorrer de sua história, ela tem sido voz atuante em defesa das minorias étnicas, dos discriminados

e posicionando-se consistentemente contra a injustiça social. Seu código de ética exige respeito às populações estudadas e obriga o pesquisador a deixar claros seus objetivos para os grupos e populações que sejam objeto de suas análises. No decorrer dos 55 anos desde sua fundação, a ABA se consolidou como associação voltada para a discussão crítica do campo da Antropologia, particularmente através da promoção de eventos científicos no Brasil com abrangência internacional e da constante busca de manter essa discussão atualizada e articulado com àquelas correntes em todo o mundo. Do pequeno grupo que participou da 1ª RBA realizada no auditório do Museu Nacional no Rio de Janeiro em 1953, suas reuniões vieram a ter participação de mais de dois mil associados e não-associados. Algumas das disciplinas que inicialmente tinham suas reuniões junto com as RBAs fundaram suas próprias associações científicas, a exemplo da Sociedade Brasileira de Arqueologia (SAB) e da Sociedade Brasileira de Sociologia (SBS). A ABA tem exercido papel decisivo na formação do campo da Antropologia desde a segunda metade dos anos 1950 e continua a reformular e inovar, com o advento da pós-graduação em Antropologia em fins dos anos 1960, sua consolidação nas décadas de 1980 e 1990 e expansão mais recente ocorrida particularmente em princípios deste segundo milênio, sem que jamais tenha esquecido de exercer seu papel de participação e condução de ações políticas e sociais. A regularidade dos eventos e das eleições de suas diretorias e conselho cientifico, a renovação constante de seus objetivos e seriedade na conduta dos assuntos antropológicos e a qualidade de suas reuniões conquistaram espaço e reconhecimento significativos da comunidade acadêmica. Tanto assim que as Reuniões Brasileiras de Antropologia fazem parte, há vários anos, da Agenda de Eventos da CAPES, do CNPq e da FINEP e Fundações de Pesquisa de alguns estados, a exemplo da FAPESP, FAPERJ, FAPERGS, FAPEMIG, FAPESB, FAPESC. Ao longo de todos esses anos, o apoio da Fundação Ford também tem sido crucial para a realização de várias atividades cientificas da ABA.

No dia 14/07, terça-feira, às 20h, teremos uma atividade com Christen Smith (Yale University), que falara sobre os dez a...
12/06/2026

No dia 14/07, terça-feira, às 20h, teremos uma atividade com Christen Smith (Yale University), que falara sobre os dez anos da obra "Afro-paradise: blackness, violence and performance in Brazil".

A conversa com a autora é parte da programação oficial da .

Anote na agenda!

📺 Acontece no próximo dia 12/06, às 15h, o webinário “Colonialismo climático: novas formas de mercantilização da naturez...
04/06/2026

📺 Acontece no próximo dia 12/06, às 15h, o webinário “Colonialismo climático: novas formas de mercantilização da natureza”. O evento é uma promoção do Comitê Povos Tradicionais, Meio Ambiente e Grandes Projetos e será transmitido pela TV ABA (link na bio).

Não percam!

🚨 Atenção! Foi prorrogado para 30 de junho de 2026 o prazo final para envio de trabalhos completos para Grupos de Trabal...
03/06/2026

🚨 Atenção! Foi prorrogado para 30 de junho de 2026 o prazo final para envio de trabalhos completos para Grupos de Trabalho da 35ª Reunião Brasil de Antropologia.

Acesse o site do evento para conhecer as regras de submissão e não deixe para a última hora!

📺 Acontece no próximo dia 10/06, às 15h, o webinário “Apos a COP-30: Relatos, decisões, enfrentamentos e lutas”. O event...
03/06/2026

📺 Acontece no próximo dia 10/06, às 15h, o webinário “Apos a COP-30: Relatos, decisões, enfrentamentos e lutas”. O evento é uma promoção do Comitê Povos Tradicionais, Meio Ambiente e Grandes Projetos e será transmitido pela TV ABA.

Não percam!

A segunda Conferência Magna da 35a RBA será proferida por Rita Segato, Professora Emérita da Universidade de Brasília e ...
29/05/2026

A segunda Conferência Magna da 35a RBA será proferida por Rita Segato, Professora Emérita da Universidade de Brasília e titular da Cátedra Rita Segato de Pensamiento Incómodo da Universidad Nacional de San Martín.

Rita Segato representa uma das contribuições mais originais e influentes das Ciências Sociais contemporâneas na América Latina. Sua carreira é marcada pela desconstrução das estruturas de poder coloniais e patriarcais e sua atuação, reconhecida internacionalmente, transita entre a Antropologia, o Direito e a Filosofia.

Além de sua robustez intelectual e conceitual, a trajetória de Rita Segato possui uma dimensão de alto impacto jurídico e social. Sua atuação em diversas instâncias internacionais como a CLACSO, a Comissão Interamericana de Mulheres e a Organização dos Estados Americanos, e seu papel central na formulação da política de cotas na UnB, entre diversas outras atuações destacadas nacional e internacionalmente, demonstram sua capacidade particular de traduzir rigor acadêmico em políticas públicas transformadoras.

Apresentamos a primeira Conferência Magna da 35a RBA, que será proferida por Todne Thomas. Thomas é antropóloga e profes...
28/05/2026

Apresentamos a primeira Conferência Magna da 35a RBA, que será proferida por Todne Thomas.
Thomas é antropóloga e professora titular na Yale Divinity School e no Yale College. Thomas conduz pesquisas etnográficas sobre as dinâmicas raciais, espaciais e familiares das comunidades cristãs negras. Sua produção acadêmica e seu ensino exploram construções interseccionais de poder e formas críticas de consciência e prática voltadas às modalidades do “sagrado”. Além disso, é a presidente da Association of Black Anthropologists.

A vida da Carmen foi de afeto e ativismo. Pessoa de rara grandeza, deixou um legado honrado. Carmen fará muita falta pel...
27/05/2026

A vida da Carmen foi de afeto e ativismo. Pessoa de rara grandeza, deixou um legado honrado. Carmen fará muita falta pela intensidade criativa e pela paixão com que vivia as amizades, a Antropologia e sua atuação política. Foi indigenista na FUNAI, atuando em Minas Gerais com os Maxacali, em Brasília e no Paraná, onde também foi pesquisadora vinculada ao Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade Federal do Paraná. Lá conheceu um dos sobreviventes do povo Xetá — considerado extinto pela FUNAI e pela academia — e procurou conhecer a história do grupo. No mestrado em Antropologia Social, realizado na Universidade Federal de Santa Catarina, Carmen passou a reunir documentação e, principalmente, a conversar com os Xetá. No início eram dois sobreviventes de um brutal genocídio e eles afirmavam que, para contar as histórias, precisavam de uma terceira pessoa — a conversa só poderia acontecer entre três. Carmen promoveu esse encontro. Contava, entusiasmada, como foi assistir, diante de seus olhos, à reconstituição de um povo. De três pessoas, passaram a ser oito, número que foi se ampliando com a busca de sobreviventes dispersos por diversas terras indígenas. Narraram as histórias de suas vidas que, ao serem documentadas, lhe permitiram refutar a suposta extinção dos Xetá. Sua dissertação de mestrado, defendida em 1998 na UFSC, foi premiada pela ANPOCS. A partir desse momento, Carmen estava diante de um povo que passou a lutar por uma vida coletiva em uma Terra Indígena. Ela elaborou os relatórios de identificação da Terra Indígena ao lado dos Xetá, trabalho minucioso que refez memórias, temporalidades e espacialidades. A pesquisa realizada por Carmen contribuiu para o reconhecimento do genocídio contra os Xetá nos relatórios da Comissão Nacional da Verdade (CNV) e da Comissão Estadual da Verdade do Paraná. No doutorado em Antropologia Social, concluído em 2003 na Universidade de Brasília, debruçou-se sobre o mesmo tema e aprofundou o levantamento de dados sobre a realidade do povo Xetá. Em 2006, Carmen tornou-se professora da Universidade Federal de Mato Grosso, no Departamento de Antropologia, onde seu ativismo político em defesa dos direitos humanos dos povos indígenas a levou a desbravar os caminhos das cotas indígenas — um terreno ainda árido nas universidades. Além de assegurar o ingresso de estudantes indígenas na UFMT, Carmen dedicou-se incondicionalmente à criação de políticas de permanência. Concebeu e atuou no Programa de Inclusão Indígena “Guerreiros da Caneta” (PROIND), exemplo para todas as universidades no país. Estudantes indígenas da UFMT frequentemente falam da Carmen com muito carinho e respeito. Sua inserção e protagonismo nas políticas de ações afirmativas levaram a ABA a indicá-la como sua representante na Comissão Nacional de Educação Escolar Indígena (CNEEI) do MEC. Neste triste dia 26 de maio de 2026, chegaram muitas mensagens de agradecimento a Carmen escritas por estudantes e egressos indígenas — palavras de gratidão e reconhecimento pelo importante e sensível trabalho que realizou. Como disse João Guató, estudante do PROIND, a tristeza deste momento está marcada pela perda de uma pessoa singular, que não buscou títulos, mas abriu caminhos para que outros fizessem suas travessias, com uma enorme disposição para ensinar a Universidade a acolher. Grande amiga, das boas conversas, dos risos, das partilhas, o otimismo e a alegria foram marcas da presença de Carmen em nossas vidas – e ela já está fazendo muito falta. Foi uma honra e um privilégio ter compartilhado este mundo com Carmen. Siga em paz, querida.

Informativo nº 10/2026 | 21/05/2026 :
21/05/2026

Informativo nº 10/2026 | 21/05/2026 :

Participe da 35ª RBA e colabore conosco para que seja um brilhante congresso, com trocas de saberes e comunicações de fazeres antropológicos. Contamos com a sua presença!

🚨 Últimos dias! Encerra em 27 de maio o prazo para a primeira faixa de valores de pagamento da taxa de inscrição na 35ª ...
20/05/2026

🚨 Últimos dias! Encerra em 27 de maio o prazo para a primeira faixa de valores de pagamento da taxa de inscrição na 35ª RBA.

O pagamento da taxa de inscrição é realizado via sistema de inscrições do evento. Não serão enviados boletos por e-mail!

Pagamentos via cartão de crédito (ASAAS e Paypal) permitem o parcelamento em até 6x sem juros.

As formas de pagamento no local do evento serão: PIX, cartão de crédito e dinheiro.

Não deixe para a última hora e aproveite a faixa de menor valor para pagar sua inscrição!

Para mais informações, acesse o site do evento, no Menu "Inscrições": https://www.35rba.abant.org.br/inscricoes/capa

Confira nos cards e no site da 35ª RBA os pré-eventos e o pós-evento que acontecerão em Goiânia e na Cidade de Goiás. Pa...
18/05/2026

Confira nos cards e no site da 35ª RBA os pré-eventos e o pós-evento que acontecerão em Goiânia e na Cidade de Goiás.
Participem!

Endereço

Caixa Postal Nº: 04491
Brasília, DF
70.904-970

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Segunda-feira 09:00 - 17:00
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