28/05/2026
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Diante dos alertas sobre os possíveis impactos do Super El Niño no Brasil, a Rede por Adaptação Antirracista e o Observatório do Clima encaminharam uma carta aos ministérios competentes solicitando esclarecimentos urgentes sobre as estratégias governamentais em curso.
A partir das periferias, das populações negras e das comunidades tradicionais, exigimos transparência diante dos cenários críticos previstos por pesquisadores e instituições de referência climática.
Não falamos de um lugar abstrato: falamos das periferias que abrigam mulheres, crianças, idosos, pessoas LGBT+ e pessoas negras, cujas vidas continuam sendo tratadas como descartáveis pelo Estado. É a partir desse lugar que demandamos maiores informações sobre as estratégias de atuação e as ações previamente organizadas para responder a situações extremas com riscos previsíveis e, portanto, desastres remediáveis.
A chegada do Super El Niño não é apenas a passagem de um fenômeno meteorológico, é um espelho das desigualdades que o Brasil ainda se recusa a enfrentar com seriedade. Cada morte evitável de uma pessoa negra, periférica, quilombola ou indígena em um desastre climático demonstra o despreparo intencional para produzir reparação aos corpos e territórios marcados pelas desigualdades estruturais.
A carta completa está disponível no link da nossa bio. Convidamos todas as pessoas e organizações a lerem o documento na íntegra e conhecerem os pontos apresentados.