19/03/2023
O terremoto e a ajuda humanitária
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Tragédia na Turquia e Síria une amparo governamental e ações de entidades internacionais. Saiba como a igreja tem auxiliado os sobreviventes desse desastre
Filipe Veiga
Equipes de resposta de emergência da Adra no marco zero na Síria. Foto: Adra Síria
Turquia e Síria, países vizinhos, sofrem com as consequências do terremoto de magnitude 7,8 registrado no dia 6 de fevereiro. Os últimos levantamentos apontam para mais de 20 mil mortos, mas milhares ainda estão desaparecidos. Conforme as buscas avançam, o número de vítimas cresce vertiginosamente.
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O tremor registrado atingiu uma das zonas de terremotos mais ativas do mundo. No entanto, foi o pior dos últimos 80 anos. Essa região concentra um grande número de nativos e refugiados. Em 2021, a população da Turquia ultrapassou os 84 milhões de habitantes, enquanto a Síria registra mais de 21 milhões de cidadãos.
Os países já enfrentavam dificuldades econômicas antes dessa tragédia natural. A Síria passou por anos de guerra civil e ainda sofre com conflitos internos. Já a Turquia foi o país que mais recebeu refugiados da Síria, Irã e Afeganistão nos últimos oito anos, número estimado em torno de 3,8 milhões, conforme levantamentos da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). Como se isso não bastasse, desde 2021 o país turco lida com a alta da inflação que, de acordo com os números oficiais, supera a taxa de 60%.
A resposta da igreja
A Igreja Adventista está presente na Turquia desde 1889 e, em solo sírio, há registro da conversão de quatro adventistas em 1893, durante a visita de um pioneiro turco. Os esforços missionários permanecem nos dois países e o auxílio à população foi intensificado após a tragédia.
Os escritórios locais da Adra, a agência humanitária da denominação, têm colaborado com os governos e com outras entidades internacionais nas operações de resgate e evacu