09/10/2025
Angola perde anualmente cerca de 100 milhões de dólares e a deixa de criar mais de 50 mil empregos verdes, devido à inexistência de uma legislação específica e de mecanismos que viabilizem o funcionamento do Mercado de Carbono no país. A informação foi avançada por Emanuel Bernardo, presidente da Associação Angolana do Mercado de Carbono (AAMC), que considera o sector essencial para a diversificação económica e ambiental do país.
Estimativa da mesma associação revelam que, sem legislação e mecanismos funcionais, o país deixa de captar investimentos estratégicos para o desenvolvimento sustentável.
Angola perde anualmente cerca de 100 milhões de dólares e deixa de criar mais de 50 mil empregos verdes, devido à inexistência de uma legislação específica e de mecanismos que viabilizem o funcionamento do Mercado de Carbono no país. A informação foi avançada por Emanuel Bernardo, presidente da Associação Angolana do Mercado de Carbono (AAMC), que considera o sector essencial para a diversificação económica e ambiental do país.
Segundo a AAMC, a criação de um mercado de carbono voluntário, com posterior regulação, poderia posicionar Angola como um actor relevante no combate global às mudanças climáticas, além de atrair investimentos em energias renováveis, agricultura sustentável e intraestrutura resiliente ao clima.
"O artigo 6 do Acordo de Paris é uma verdadeira oportunidade para Angola. Este permite a criação de estruturas que impulsionam o desenvolvimento económico, criam empregos qualificados e ajudam o país a alcançar suas metas climáticas", defende Bernardo. A ausência de uma política nacional de carbono tem impacto directo no aumento da vulnerabilidade climática, com perdas agrícolas, eventos climáticos extremos mais frequentes e agravamento da insegurança alimentar e da pobreza.
Para além das perdas financeiras e sociais, Angola deixa de aproveitar o potencial transformador dos créditos de carbono, que podem gerar receitas através de projectos ambientais com impacto directo na qualidade de vida das comunidades locais.
A Associação Angolana do Mercado de Carbono apela às autoridades nacionais e aos parceiros internacionais para a criação urgente de um quadro legal e institucional que permita a operacionalização deste mercado, promovendo um modelo de desenvolvimento económico que una crescimento, inclusão e responsabilidade ambiental.