Cogitar

Cogitar Informações para nos contactar, mapa e direções, formulário para nos contactar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de Cogitar, Organização não governamental (ONG), Maianga.

🌍 Compreender o mundo e a geopolítica do poder
♟️ Pensamento estratégico para a vida e a carreira
📚 Relações Internacionais | Geopolítica | Desenvolvimento pessoal

21/04/2026

Chega realiza manifestação contra visita de Lula em Portugal

O partido Chega está a realizar uma manifestação em Lisboa, coincidindo com a visita oficial do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva. O protesto decorre nas imediações do Palácio de Belém, onde o chefe de Estado brasileiro cumpre parte da sua agenda institucional.

A iniciativa reúne apoiantes e simpatizantes do partido, que expressam críticas à presença de Lula em território português, refletindo divergências políticas e ideológicas. Entre os manifestantes, destacam-se posições críticas relacionadas com a governação do presidente brasileiro e o seu posicionamento no cenário internacional.

A visita oficial tem gerado reações distintas em Portugal, com setores da sociedade a manifestarem apoio ao reforço das relações bilaterais entre os dois países, enquanto outros demonstram contestação, evidenciando a polarização em torno da figura de Lula.

Hungria escolheu a Europa e a Europa escolheu a Hungria, afirmou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen...
13/04/2026

Hungria escolheu a Europa e a Europa escolheu a Hungria, afirmou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, numa publicação no X, marcando simbolicamente o início de um novo ciclo político no país.

A vitória de Péter Magyar nas eleições legislativas representa uma mudança significativa no cenário político húngaro, após anos de governação de Viktor Orbán, marcada por constantes tensões com a União Europeia. A derrota de Orbán abre espaço para uma reaproximação entre Budapeste e Bruxelas, especialmente em temas como o apoio à Ucrânia e o alinhamento com as políticas comunitárias.

Durante o seu governo, Orbán foi frequentemente criticado por utilizar o poder de veto para bloquear decisões importantes dentro da União Europeia, incluindo sanções contra a Rússia após a invasão da Ucrânia em 2022. Também manteve uma relação próxima com Vladimir Putin, posição que gerou forte divisão dentro do bloco europeu.

Na fase final da campanha, houve ainda forte intervenção de aliados internacionais de Orbán. O vice-presidente norte-americano J.D. Vance terá visitado Budapeste para demonstrar apoio político ao líder húngaro, enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu apoio económico à Hungria caso Viktor Orbán fosse reeleito. em declarações de campanha, apoio económico à Hungria caso Orbán fosse reeleito. Apesar dessas mobilizações externas, Orbán acabou por ser derrotado nas urnas.

Neste novo contexto, observa-se um enfraquecimento da influência da ala populista transatlântica na política europeia. Em paralelo, a União Europeia procura reforçar a sua autonomia estratégica e consolidar uma postura mais unificada perante os desafios internos e externos.

26/03/2026

A ONU aprovou uma resolução histórica que classifica a escravatura como o mais grave crime contra a humanidade. Proposta pelo Presidente do Gana, Johl Mahama, a medida recomenda desculpas formais, fundos de reparações e restituição de bens culturais de países como França, Portugal e Bélgica.

A resolução foi aprovada com 123 votos a favor, 3 contra e 52 abstenções, representando um reconhecimento internacional da gravidade histórica da escravatura e abrindo caminho para acções de reparação e preservação cultural.

No ano de 2003, os Estados Unidos invadiram o Iraque sob a narrativa de que o regime de Saddam Hussein possuía armas de ...
10/03/2026

No ano de 2003, os Estados Unidos invadiram o Iraque sob a narrativa de que o regime de Saddam Hussein possuía armas de destruição em massa. A Operação Liberdade do Iraque tinha como objetivo eliminar o ditador e promover a democracia no país. No entanto, a intervenção resultou numa longa ocupação (2003–2011), marcada por caos político, guerra civil, instabilidade no Oriente Médio e pela ascensão de grupos extremistas como o Estado Islâmico. (Fonte: BBC News).

A Espanha, sob o governo de José María Aznar, foi um aliado-chave dos Estados Unidos na invasão do Iraque em 2003, fornecendo apoio político e logístico, incluindo o envio de cerca de 1.300 militares. O líder do grupo terrorista Al-Qaeda, Osama bin Laden, declarou que a Espanha sofreria as consequências pelo seu envolvimento no conflito. Essas consequências materializaram-se em 2004, quando uma célula do grupo detonou 10 bombas em comboios na cidade de Madrid, provocando a morte de 193 pessoas e deixando cerca de 2.000 feridos, no que ficou conhecido como os Atentados de Madrid de 2004.

Com o objetivo de evitar acontecimentos semelhantes aos de 11 de março, o atual primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, recusou conceder autorização ao governo de Donald Trump para que militares norte americanos utilizassem duas bases estratégicas em território espanhol como entreposto para eventuais ataques contra o Irã. Sánchez defendeu a soberania espanhola e reiterou a posição de “não à guerra”, afirmando que o país não seria cúmplice de ofensivas que pudessem violar o direito internacional.

Em resposta à negativa, o presidente Donald Trump ameaçou reduzir as relações comerciais com a Espanha e criticou também o baixo investimento do país em defesa no âmbito da OTAN.

Nesse contexto, coloca-se em debate o princípio da soberania dos Estados o direito de um país decidir os seus próprios rumos políticos, económicos e territoriais sem depender da vontade de outros. Contudo, quando as grandes potências procuram impor os seus interesses, o sistema internacional tende a tornar-se mais instável, pressionando os Estados a entrarem numa crescente corrida armamentista.

Diante desse cenário, permanece a questão: até que ponto o governo de Pedro Sánchez conseguirá manter firme essa decisão, considerando que a União Europeia se encontra fragilizada pela Guerra na Ucrânia e que as relações com Washington atravessam um momento de tensão?

Até 2024, o possível substituto do antigo Líder Supremo do Irã, Ali Khamenei, era o então presidente Ebrahim Raisi, bem ...
09/03/2026

Até 2024, o possível substituto do antigo Líder Supremo do Irã, Ali Khamenei, era o então presidente Ebrahim Raisi, bem como o seu filho, Mojtaba Khamenei. Contudo, com a morte de Raisi em 2024, passou a existir apenas um candidato com maior projeção para a sucessão. A principal autoridade política no país é o Líder Supremo, enquanto o presidente, dentro da estrutura do regime, assume um papel mais limitado e, em muitos casos, predominantemente simbólico.

Nos últimos tempos, o Irã tem enfrentado um cenário de crise económica, situação que tem gerado diversos protestos populares. Muitos desses protestos têm sido controlados com forte repressão por parte da Guarda Revolucionária, considerada o principal braço militar e ideológico do regime, responsável por garantir a preservação da revolução.

Após a revolução de 1979, a Guarda Revolucionária tinha inicialmente a função de proteger e manter o regime instaurado. Contudo, com o enfraquecimento do exército regular tradicionalmente responsável pela defesa nacional a Guarda Revolucionária passou gradualmente a expandir a sua influência, alcançando não apenas o campo militar, mas também setores estratégicos da economia e da política do país. Alguns analistas defendem inclusive que a morte de Raisi pode ter sido resultado de uma ação planejada por indivíduos ligados à própria Guarda Revolucionária.

Caso Raisi tivesse chegado à posição de Líder Supremo, poderia ter promovido mudanças significativas no regime, o que possivelmente resultaria no enfraquecimento da influência da Guarda Revolucionária em determinados setores do Estado. Paralelamente, as manifestações contra a corrupção no país têm aumentado nos últimos anos, revelando um crescente descontentamento social.

Por outro lado, a eventual ascensão de Mojtaba Khamenei ao cargo de Líder Supremo poderia, em teoria, garantir a continuidade das ideias e da linha política de seu pai, Ali Khamenei. Mojtaba tem sido frequentemente associado à Guarda Revolucionária e a setores conservadores do regime.

Importa ainda salientar que a sua nomeação poderia desencadear novas ondas de insatisfação popular. Isso porque o regime atual surgiu após a derrubada da monarquia durante a Iranian Revolution, o que historicamente demonstrou uma rejeição ao modelo de transmissão hereditária do poder. Assim, a sucessão de pai para filho poderia ser interpretada por parte da sociedade iraniana como uma contradição em relação aos princípios que fundamentaram a revolução.

04/03/2026

A política externa dos EUA sob Donald Trump é mais do que uma simples luta contra ditaduras ou regimes autoritários. É uma estratégia mais ampla de reposicionamento da América no sistema internacional, sintetizada no lema "Make America Great Again".

A morte de Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, líder do Cartel Jalisco Nueva Generacion, durante uma...
24/02/2026

A morte de Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, líder do Cartel Jalisco Nueva Generacion, durante uma operação militar no estado de Jalisco, provocou uma escalada de violência que expôs, mais uma vez, a dimensão do poder dos cartéis no México. A ofensiva das forças de segurança desencadeou confrontos armados que resultaram em mais de 70 mortos, entre eles 25 membros da Guarda Nacional. Em resposta, lideranças do grupo criminoso ordenaram bloqueios de estradas, incêndios e ataques contra prédios públicos, demonstrando capacidade de mobilização rápida e forte presença territorial.

O episódio reacende o debate sobre o impacto estrutural dos cartéis na soberania do Estado mexicano. Ao desafiarem diretamente as forças oficiais, imporem paralisações e controlarem áreas estratégicas, essas organizações colocam em causa o monopólio legítimo da força — um dos pilares do Estado moderno. Além disso, o caráter transnacional do narcotráfico evidencia a forte influência do mercado norte-americano, principal destino das dr**as traficadas, e o histórico envolvimento dos Estados Unidos na cooperação em matéria de segurança, inteligência e combate ao crime organizado.

Por outro lado, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, tem reiterado a defesa da soberania nacional nas estratégias de segurança, sublinhando que o combate aos cartéis é responsabilidade do Estado mexicano e deve ocorrer sem interferências externas. Em declarações recentes, destacou que a cooperação internacional é importante, mas não pode significar subordinação, reforçando a necessidade de soluções internas para um problema que, embora tenha dimensão internacional, afeta diretamente a estabilidade política e social do país.

Nesse contexto, o caso ultrapassa a dimensão criminal e assume contornos geopolíticos: a atuação dos cartéis não apenas desafia a autoridade do Estado dentro de suas fronteiras, como também revela as tensões entre cooperação internacional, influência externa e afirmação da soberania nacional.

19/02/2026

Não podemos separar ação ra***ta de ideia ra***ta ou comunicação ra***ta. Toda ação começa com uma ideia. O nazismo não nasceu com uma ação, mas com uma ideia. Normalizar narrativas de agressão sob o pretexto de desestabilizar emocionalmente o oponente não é estratégia, é perpetuar uma agressão sobre um povo ou raça.

Quando alguém diz 'macaco' ao outro, não é apenas uma opinião, mas a manifestação de uma perspectiva em relação ao que se espera da África e do africano. Parece que o que se espera da África é corrupção, doenças, gravidez na adolescência, miséria extrema.

No dia 15 de fevereiro, o Presidente João Lourenço encerrou o seu mandato como presidente da União Africana. As análises...
18/02/2026

No dia 15 de fevereiro, o Presidente João Lourenço encerrou o seu mandato como presidente da União Africana. As análises sobre a sua passagem pela presidência divergem, apresentando pontos positivos e negativos. O que torna uma organização internacional intergovernamental forte é, sobretudo, a qualidade dos Estados que a compõem, considerando fatores como segurança, economia e nível de instrução da população.

Na União Africana, vários Estados ainda enfrentam guerras internas, golpes de Estado cada vez mais frequentes e o avanço do terrorismo, fatores que comprometem a estabilidade e o desenvolvimento da Organização. Além disso, a forte dependência de financiamento externo pode colocar em risco a soberania dos países que o recebem.

No campo económico, há grandes desigualdades: a África do Sul possui um PIB de cerca de 410 mil milhões de dólares, enquanto São Tomé e Príncipe tem aproximadamente 1 mil milhão de dólares, evidenciando diferenças significativas na diversificação e dimensão das suas economias.

A União Africana não dispõe de mecanismos eficazes para resolver rapidamente os problemas mais urgentes do continente, e, nesse sentido, não se pode esperar grandes resoluções em apenas um ano.

Importa destacar, porém, que o Presidente João Lourenço aproveitou a sua posição para projetar a imagem de Angola no sistema internacional, trazendo para o país duas cimeiras de alto nível: a 7ª Cimeira União Africana – União Europeia, com a presença dos principais líderes europeus, e a Cimeira de Negócios Estados Unidos – África.

Esses encontros são importantes para o país, pois transmitem a percepção de estabilidade, sobretudo no quesito segurança, fator essencial para atrair investimentos estrangeiros. Ao consolidar Angola como um destino seguro e estratégico, estas cimeiras reforçam a sua posição no cenário internacional e podem impulsionar o desenvolvimento económico e diplomático do país.

09/02/2026

Os portugueses elegeram um novo presidente e até que certo ponto os órgãos de comunicação social influenciaram na derrota de André Ventura?

Nos últimos dias, o presidente norte-americano Donald Trump tem sido alvo de fortes críticas a nível interno. Grande par...
07/02/2026

Nos últimos dias, o presidente norte-americano Donald Trump tem sido alvo de fortes críticas a nível interno. Grande parte dessas críticas parte de figuras públicas, com destaque para artistas da música e do cinema. Entre os mais relevantes estão Billie Eilish, Bruce Springsteen, Jack White e Sheryl Crow, todos músicos, bem como Whoopi Goldberg, atriz e apresentadora.

As críticas têm origem sobretudo no meio artístico, ganhando maior visibilidade em eventos mediáticos de grande alcance, como o Grammy Awards. De modo geral, elas concentram-se nas políticas de imigração, no tratamento de questões sociais e em debates associados a casos públicos, como o de Epstein.

Neste contexto, o apoio manifestado por Nicki Minaj não surge por acaso, mas como uma tentativa de equilibrar a narrativa pública em favor de Trump. Trata-se de uma estratégia de compensação simbólica: se algumas celebridades criticam, outras devem apoiar. No cenário político actual, não basta ser forte; é necessário parecer forte perante a opinião pública.

Na contemporaneidade, os objectivos políticos não são alcançados apenas por meios económicos ou bélicos, mas também pela construção de uma narrativa sólida, capaz de legitimar as acções dos estadistas e influenciar a percepção popular.

Endereço

Maianga

Telefone

+244922184288

Website

Notificações

Seja o primeiro a receber as novidades e deixe-nos enviar-lhe um email quando Cogitar publica notícias e promoções. O seu endereço de email não será utilizado para qualquer outro propósito, e pode cancelar a subscrição a qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Organização

Envie uma mensagem para Cogitar:

Em destaque

Compartilhar