04/03/2026
DISCURSO DO PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DOS ARTISTAS DO ICOLO E BENGO, REFERENTE ABERTURA DO ANO ASSOCIATIVO - 2026
Excelentíssimo Senhor Governador;
Administradores Municipais;
Distintas Autoridades;
Representantes de instituições privadas;
Parceiros estratégicos;
Caros Artistas;
Meus senhores e Minhas senhoras;
É com profundo júbilo, elevada honra e sentido histórico de responsabilidade que hoje declaramos aberta a nossa jornada associativa de 2026.
Este não é apenas um acto protocolar. É um momento simbólico de afirmação institucional, consolidação de um movimento cultural organizado.
É a demonstração de que a classe artística da Província de Icolo e Bengo decidiu estruturar-se, qualificar-se e posicionar-se como parte activa do desenvolvimento.
O ano de 2025 foi um ano de construção territorial e de coesão associativa.
Percorremos municípios, comunas e bairros não por formalidade, mas por convicção estratégica.
Estivemos no Bom Jesus, Catete, Cabiri, Sequele, até mesmo no Cabo Ledo, o Município mais longínquo da nossa Província, porque liderança que se preze não governa a partir da capital apenas, governa a partir da escuta.
Descemos às comunidades do Mazozo, Mazozo Lagoa, Macesso, Cabala e às zonas mais recônditas de alguns Municípios.
Fomos ouvir, mapear necessidades, identificar capital humano criativo invisibilizado.
Realizamos encontros alargados, estruturamos coordenações Municipais, promovemos diálogo directo com colectivos artísticos e fortalecemos o espírito de pertença.
E o que encontramos?
Talento, Potencial, juventude criativa sedenta de oportunidades.
Mas também encontramos vulnerabilidade social aos fazedores de arte e cultura.
Organizamos jogos solidários, mobilizamos apoios, arrecadamos bens e fizemos chegar auxílio aos artistas em situação de maior fragilidade.
Mostramos que associação não é apenas representação, é responsabilidade social.
Cumprimos igualmente a nossa agenda institucional.
Fomos recebidos em audiências por Administradores Municipais.
Dialogámos com o Governo Provincial, com destaque a gabinete de acção cultural, saúde e outras mais proformas a criarmos estratégias a fim de beneficiar a classe.
Estabelecemos pontes, criamos convergência institucional.
Porque desenvolvimento cultural exige articulação, não isolamento.
Excelências, a cultura hoje não pode ser vista apenas como entretenimento.
A cultura é economia criativa é instrumento de coesão social, é ferramenta de prevenção da delinquência juvenil, combate ao vandalismo e outras práticas que atentam a ordem e a segurança, é mecanismo de valorização da identidade provincial é
activo estratégico de desenvolvimento sustentável.
Onde há arte organizada, há estabilidade, onde há juventude ocupada criativamente, há redução de risco social, onde há mercado cultural estruturado, há geração de rendimento.
Por isso, 2026 será o ano da consolidação estrutural.
Vamos priorizar a emissão das carteiras profissionais do Artista por via das instituições de direito, garantindo reconhecimento formal e identidade profissional à classe.
Vamos lançar o mercado cultural Provincial, uma plataforma estruturada de economia criativa para transformar talento em rendimento, palco em oportunidade e criatividade em sustentabilidade.
Vamos continuar a escutar, mas sobretudo vamos apresentar soluções técnicas, com planeamento, metas e indicadores.
Porque maturidade associativa exige método.
Aos nossos membros, deixo um apelo firme:
Unidade inabalável, disciplina organizacional,
responsabilidade institucional.
Organização gera credibilidade.
Credibilidade gera confiança.
Confiança gera investimento.
Excelentíssimo Senhor Governador, a associação está pronta para o cumprimento e as orientações emanadas superiormente para o desenvolvimento cultural da nossa Província.
Não pedimos privilégios, pedimos integração estratégica, pedimos reconhecimento aos fazedores, pedimos que a cultura seja tratada como pilar de desenvolvimento e não como elemento periférico.
A juventude criativa desta Província quer trabalhar, quer produzir quer contribuir para a estabilidade social e para o crescimento económico.
E nós estamos preparados para assumir essa responsabilidade histórica.
Hoje não celebramos apenas a abertura de um ano.
Celebramos a maturidade de uma classe.
Celebramos a consolidação de uma visão.
Celebramos, com júbilo e determinação, o nascimento de um novo ciclo cultural para Icolo e Bengo.
E se caminharmos juntos — Governo, Sociedade civil e Artistas, esta Província pode tornar-se referência nacional em organização cultural.
Estamos prontos.
Excelentíssimo Senhor Governador, permita-me concluir com uma convicção profunda:
Uma província que investe na sua cultura
não está apenas a promover espectáculos
está a construir estabilidade, identidade e futuro.
A juventude é como energia bruta.
Se não for orientada, dispersa-se.
Mas quando é canalizada pela arte, transforma-se em luz.
E nós escolhemos transformar energia em luz.
Escolhemos transformar talento em dignidade.
Escolhemos transformar organização em desenvolvimento.
Hoje não abrimos apenas um ano associativo.
Abrimos uma nova etapa histórica para a cultura de Icolo e Bengo.
E que fique registado:
A cultura desta província não pede espaço
ela conquista espaço com trabalho, disciplina e visão.
Estamos prontos para trabalhar.
Estamos prontos para cooperar.
Estamos prontos para construir.
E juntos, faremos de Icolo e Bengo uma referência nacional de organização cultural.
Muito obrigado.
Viva a Cultura!
Viva os Artistas de Icolo e Bengo!
Viva a nossa Província!
*"UNIÃO, ORGANIZAÇÃO E CONTRIBUTO PARA O DESENVOLVIMENTO DO ICOLO E BENGO NO NOSSO SECTOR DE ACTUAÇÃO"*
POR: LUÍS LUVULU MA**CO "PATRÍCIO MESTRIA"
(PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DOS ARTISTAS DO ICOLO E BENGO)